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Monday, September 20, 2010

What if...

E se te dissesse que preferia que não tivesse sido assim? Não... Estaria a mentir. Digo-te que não queria que tivesse sido de outra maneira. Foi espontâneo, natural, e maravilhosamente bom.
Ambos quisemos e deixámos... mas também quisemos que não avançasse mais no caminho que estava a seguir. Será?... Não sei se foi um querer se foi um não querer... saber muito bem o que estava a acontecer. Mas o que aconteceu?... Nada... quase nada. Se te dissesse que preferia sentir da mesma forma como tenho racionalizado os acontecimentos... também estaria a mentir. Mas seria mais fácil. Muito mais distante, prático e do tamanho certo daquele que as emoções tendem a aumentar exponencialmente.

Não fui capaz de identificar tanta coisa no tempo que passei contigo. Ainda hoje estou confusa... Mas bem. A sério... Isto é só um desabafo e uma certa forma de te dizer o que sinto, o que penso e talvez para que possas entender melhor as minhas opções, se é que já não as entendeste.
Lês-me muito bem, por dentro e por fora. És naturalmente assim... um aguçado observador que fala com o coração depois de ter pedido opinião à cabeça. Não és gratuito, nem manipulador. És frontal, honesto, não adias o que tens a dizer, mesmo que confuso... Mas escondes-te demasiado atrás do sorriso de miúdo enquanto sangras por dentro, na tentativa de achar que não é nada - it's just a bad moment that will be over soon. Hopefully. Sabes... também és muito transparente para mim. Mais do que imaginas...

Não me quero alongar muito por tão pouco, comparado com o que tens aí dentro...
Espero que entendas que tinha de me afastar. E desculpa se me fiz de forte no início e achei que ia ficar desse lado, para estar "aí" num momento difícil. Mas acredita... e tu sabes disso: é melhor assim.
Não sabes muito de mim, nem do que vivi muito recentemente. Foi algo semelhante ao que viveste (vives), mas com nuances muito diferentes e senti-me a reviver tudo de novo... Tive de me proteger, por muito que me esteja a custar... em todos os aspectos: na amizade, na companhia, nas conversas, nos passeios, das crianças - nós e os teus - na partilha de quem somos e dos sonhos...

Não começámos como amigos, por muito que fosse essa a intenção. Ou não... porque talvez o tenhamos sentido desde o primeiro dia. Algo mais surgiu, fomos traídos pelas setas do tipo com asas que anda por aí. O problema é que tu tens um antídoto demasiado forte e eu senti simplesmente que... o timing era mesmo errado e não seria bom para nenhum dos dois, mas em particular para mim.

Não posso ser o ombro amigo de que necessitas, neste momento, depois de tudo, apesar de ter sido... "pouco"... e poderes achar quase ridículo ou despropositado. But I'm just a foolish romantic girl, you know that... :)
Acredita, procurei um botão para me desligar e pressionar outro, o botão correcto para este momento. Também procurei um elixir, elaborado em segredo por algum Alquimista perito nestas questões... mas não encontrei. Nem o elixir, nem o Alquimista. Se encontrares um deles, avisa.
Também não quero fazer o papel de psicóloga ou "terapeuta", no sentido de te ajudar, por muito jeito que tenha e por muito que o tenha feito com amigos meus, ao longo de toda a minha vida. É sempre mais fácil organizar os pensamentos e ser mais coerente e realista quando tratamos de Corações alheios.

Escrevo-te, apesar de tudo. Longe, mas não distante... Não posso deixar que dure muito tempo porque acabo por não me desligar, apesar de exorcizar muitas coisas minhas, devo confessar...

Well... Got to follow my road. Maybe we meet sometime...
Abraço forte. Beijo.
You're gonna be fine, kid! ;)


Love,
Take Care,
Birdie

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Stress and the City, no YouTube

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