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Monday, September 13, 2010

Os Dias Nublados tornam a Realidade mais Visível

Sempre te disse que o Amor era a coisa mais importante e poderosa do Mundo. Para o bem e para o mal...
Já sei o que me vais dizer, falámos sobre isto um número infinito de vezes, nos momentos em que ainda me iludias com planos de uma vida a dois.
Eu sei... Ambos gostamos de viajar; de comprar livros - porque absorvemos páginas e páginas por prazer - ; sentimo-nos parte do Universo com histórias bem contadas, vistas em grande ecrã, e de rever filmes, ou simplesmente ter o prazer de poder ver os que perdemos - os clássicos e os menos clássicos - no conforto do sofá que tens em frente da lareira e na companhia de um bom vinho e dos cães...
Ambos gostamos de conhecer novas pessoas, novos sítios para jantar, mais intimistas ou mais coloridos e exóticos, onde acabamos sempre por ficar longas horas a degustar o jantar e as conversas boas, simples, complexas, bizarras, cómicas, com maior ou menor agitação, de acordo com o rítmo de mais um dia absorvente passado em trabalho.

Sim! Money, Matters! Mas é o Amor que nos enleva e eleva e que nos ajuda a combater os dias menos bons, o cansaço, as dúvidas, os medos, o Mundo Cão que existe lá fora.... Só o Amor tem o poder de transformar, de elaborar feitos únicos cuja grandiosidade nunca se mede porque será sempre enorme para quem ama, para quem cuida e para quem gosta de ser nutrido. E quem não gosta?...
O Amor não só nos dá mais vitalidade e energia para os dias mais caóticos, como nos preenche e sublinha a preciosidade da Vida e de tudo o que faz parte desta - as cores, os aromas, os cheiros, as diferentes paisagens e ambientes, as pessoas, a disponibilidade para o toque e atenção para com o outro... o Amor cura, faz verdadeiros milagres.

E tu sabes que... todos nascemos com essa luz e força do Amor. Mas nunca com dinheiro. Apenas o património - maior ou menor - da família que nos acolhe quando soltamos o primeiro choro e sopro de Vida, fora do ventre materno. Depois... depende do que fazemos com a nossa vida. Das nossas escolhas, de alguma sorte também e do núcleo familiar e de amigos onde crescemos e nos tornamos adultos... Mas também o Amor faz este percurso, curiosamente, porque está no nosso ADN. A diferença, é que podemos ter o saldo bancário negativo, mas nunca deixar de amar quem somos, quem nos rodeia e quem por vezes mal conhecemos, porque o Amor tem múltiplas formas, múltiplas intensidades e graus. Podemos não ter Dinheiro, mas Amor, temos sempre, se não nos esquecermos dele, nem o negligenciarmos quando se pode ter todo o dinheiro e poder do mundo.

Pensei que eras assim... Pensei que o Amor prevalecia. E com ele, o respeito, o carinho, o cuidado, a honestidade, a frontalidade nas horas menos boas... Porque tudo isto é representativo desse Amor grande de que tanto gostas de apregoar aos quantro cantos do Mundo, mas que na prática, nem sabes o que é... Talvez nem a ti consigas amar. És um incapaz... Esta dádiva da condição humana não cresceu em ti. Talvez lhe tenhas virado as coisas ou talvez tenhas vivido numa imensa pobreza de afectos. Porque és demasiado pobre, de facto... E só agora, comigo, parecias estar a querer lutar por isso e a perceber a importância do que não viveste, mas acima de tudo... do que nunca tinhas sentido.

Apesar do que nos unia, foi precisamente nesta união que nos distanciámos... Somos completamente diferentes. Eu sou Amor e Luz. Vi em ti algum brilho, enfraquecido pela fragilidade dos últimos meses da tua vida. E foi nesse momento que te quis dar tudo o que tinha, porque nunca achei que se pudesse esgotar... Não esgota. Mas seca. E é necessário um caminho longo para encontrar uma nova jazida dessa Luz Dourada que existe aqui dentro.
Dei-te o que tinha e ainda todas as minhas reservas... sem reservas. Tu foste mudando, de facto. Tornaste-te mais iluminado, mais - visivelmente - sensível e praticante júnior dessa sensibilidade que florescia em ti, ainda que de forma acanhada. Aos poucos, encheste-te de Luz e força porque tinhas todo o meu Amor, de forma incondicionável, sempre presente e de acordo com as tuas regras... porque ainda te dizias fragilizado...

Quando já tarde demais, esgotada, te pedi para olhares um pouco para mim, para me dares um carinho, alguma luz, quando te pedi que me abraçasses e que me desses a mão... fugiste, como um ladrão que roubou tudo o que pôde, e já não havia mais nada a roubar. Fugiste com tudo o que eu tinha e levaste-me também o que, afinal, nunca tive... Fugiste do meu olhar, fugiste dos meus pedidos cansados e moribundos, fugiste da verdade e brincaste com a honestidade. Iludiste como um psicopata que, apenas por puro prazer egoísta, delicia-se, ao manter a sua "presa" sob controlo, para lhe sugar mais e mais energia... Depois, larga o "brinquedo estragado" e aniquila-o, após ter já iniciado outros focos de atenção... Para ti, meu amor, apenas te interessava ter sempre "alguém" para quem voltar, mesmo que fosse já um cadáver. A tua insenbilidade encapotada não se arrepiaria com tanto...

Mas hoje, meu querido, escrevo-te tudo isto para te dar a conhecer que sobrevivi, depois do coma... Foi por um triz. O meu Anjo protector e o Amor que tenho em mim e pela vida é mesmo muito mais forte do que toda a insensibilidade e desonestidade do mundo.
Estou ferida ainda, com algumas ligaduras. As queimaduras são muitas e profundas... Mas que te interessa isto quando tudo está bem na tua bolha emocional onde incluis os que ainda te dão energia e a quem tu poderás dar alguma em troca - desde que não seja muito - , para não desconfiarem do vampiro das emoções que sempre serás?...

O Amor, é a coisa mais importante da Vida... e da Morte. Porque foi no confronto com esta que o meu Amor - débil - nunca me abandonou, como tu o fizeste. O Amor é a coisa mais importante... para o Bem e para o Mal. Porque podemos dar tudo o que somos, quase como uma fonte que nunca se esgota... Mas o "preço" a pagar por querermos tanto "restituir" a essência de alguém que amamos, é demasiado elevado para os danos que causa. E gera o extremo-oposto: o Ódio. Este, é o lado mau do Amor. Mas é no equilíbrio dos paradoxos que reside a Inteligência Emocional... lembras-te? É onde reside a essência da inteligência, mas em especial a mais... racional. Não tanto a emocional...

Esta é a última coisa que te quero dizer, meu querido... O Amor, dificilmente se racionaliza. Por isso, este equilíbro raramente acontece. Mas quando se atinge o Ódio, não resta mais nada... Apenas o racionalizar do lado negro do que não se quis/conseguiu ver a tempo. Acredito agora, meu querido, que o equilíbrio destes dois paradoxos - Amor vs Ódio - reside em dois afectos incolores, inodoros e sem sabor...a Indiferença e o Esquecimento.


Adeus, meu querido...
Até nunca, para todo o sempre, em paz.
Namasté.

Love,
Take Care
Birdie Bradshaw

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