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Wednesday, September 22, 2010

Cupid Arrows - The Lost, the Waste and the Wrong Timing

Começa a ser difícil escrever sobre este tema neste formato tão... teórico. Não que não seja interessante ou que faltem temas. Muito pelo contrário. Mas não é de todo o meu género. Gosto de contar histórias - verdadeiras ou sonhadas - inspiradas por tudo o que me rodeia.
Mas seria difícil transmitir tanto sumo do que caracteriza o Amor e as suas nuances sem uma teorização do que, na realidade, é mais importante viver, acima de tudo. :)

Faltam dois dias! E apesar de todos estes conceitos também ficarem mais presentes no meu consciente - e espero que no vosso - ,gostaria mesmo de deixar claro que, mais importante do que simplesmente ler livros, frequentar seminários, ou observar e ouvir o bom e o mau das relações de outros, é fundamental vivenciarmos as nossas próprias experiências. Como em tudo na vida, nesta matéria é fundamental, para crescer, avançar e evoluir. Como Pessoa, como ser humano, como homem/mulher.

Faltam dois dias, sim. Mas há temas obrigatórios que estou a deixar para o fim porque faz mais sentido assim... e dos quais destaco: 
- Wall Street Crash is Nothing Compared to This! - quando uma relação termina...
- Ooops! Why do I Feel Stupid and Wierdly Smilling after a Simple Coffee? - quando sentimos que nos podemos estar a apaixonar novamente por alguém e não sabemos porquê e se devemos.

E é precisamente este o tema de hoje. Quais os factores que nos levam a gostar daquele/a e não do outro/a?
Quantas vezes já sentiu que tudo parece estar errado? Que preferia estar apaixonado/a por A em vez de B, porque B afinal ama C e o A está a sofrer como tudo porque você está perdido por B! Parece que o Cupido prega das suas e por vezes nos faz pensar que o Amor é Louco e não se consegue explicar... A bem da verdade, não. Mas há pequenos aspectos que nos ajudam a entender um pouco melhor porque razão gostamos mesmo de A em vez de B e que podem ser úteis para contextualizar o que está a sentir num dado momento.

O que nos leva a sentir atracção por alguém e querer conhecê-lo/a melhor?
Vou tentar exemplificar com a história de um amigo a quem vou chamar de Pedro.
Encontrei-me com ele para conversarmos. Somos bons amigos de longa data e contamos quase tudo um ao outro, como irmãos. Ele é como uma melhor "amiga"!
O Pedro telefonou e fomos para a praia aproveitar o Sol de uma tarde de Domingo. Parecia alegremente ansioso e feliz. Há duas semanas atrás tinha estado no casamento de um colega de trabalho onde conheceu uma mulher que lhe despertou muito a atenção. Não se tratou de uma "mera" atenção/atracção como quando alguém que passa por nós na rua e nos rouba sem perceber uma curiosidade de um olhar - em particular os homens. Neste caso, alguém lhe tinha roubado as poucas horas de sono da noite desse casamento e das restantes noites da semana seguinte. Não parava de pensar nem de falar nela... a Marta.
Contou-me que se conheceram no casamento, claro. Amiga da noiva. Reparou nela ainda durante a cerimónia na Igreja e por grande coincidência (ou não), ficaram na mesma mesa, onde não pararam de trocar olhares e acabaram por conversar um pouco.
Na semana seguinte foram tomar um café, e nos dias imediatamente seguintes tinham sempre planos para um cinema, conversar numa esplanada, jantares... e ao fim de duas semanas surge o primeiro beijo.
Conheço bem o Pedro, de imediato percebi que estava caidinho pela Marta, ou seja, prestes a apaixonar-se (ou já apaixonado).
Passei a tarde a ouvi-lo com muita curiosidade sobre como ela era, o que ele sentia e como as coisas estavam a correr. Queria a minha opinião de mulher, os meus conselhos... enfim, o Pedro queria quase que eu fizesse uma análise cirúrgica à sua recente relação para determinar se estava no caminho certo, se era a pessoa certa, etc, etc, etc, como se eu fosse uma Cardiologista das Emoções. Uuuf... Though!  :)

Depois de ouvir o princípio da história do meu amigo Pedro e já com algum distanciamento, pude perceber afinal que, muitos dos livros que já li e com base da minha própria experiência... há contextos/momentos mais propícios a este "envolvimento", à ocorrência desta atracção. Geralmente, momentos especiais como festas, férias, actividades radicais, desportivas em grupo, todo o tipo de actividades / vivências em que o ritmo do nosso coração geralmente bate mais apressado porque é uma novidade, porque nunca estivemos ali antes e porque o ambiente também remete para tudo isto, o nosso cérebro gera a maravilhosa Dopamina (eu prometi falar sobre ela, e vou fazer só um especial com esta e mais dois amigos: Testosterona e Oxitacina).
A dopamina permite aumentar a nossa excitação e estimula zonas do nosso cérebro que nos criam sensações de bem-estar.
Para além de aspectos de contexto, inconscientes - como a questão da Evolução Biológica -, há coisas mais óbvias que conseguimos identificar e que explicam essa atracção: 
  - a Beleza - instantâneamente avaliada, muito primeiro do que a Inteligência ou integridade, claro;
 - os Genes - existe atracção por genes idênticos (escondidos pela Beleza), cuja escolha tende a ser a que se considera melhor para constituir família, por exemplo;
 - o Cheiro - este parece-me demasiado óbvio;
 - o Toque - suavidade da pele, a temperatura, o que disperta em cada um esse toque;
 - a Pose - a forma de estar da pessoa que passam por aspectos como a voz, a forma de estar sentado, de caminhar, de olhar, de comer, entre muitos outros;
Mas será que tanto a Marta como o Pedro estão prontos para iniciar uma relação?... 
Com todos os detalhes que o Pedro me forneceu... ocorram-me várias questões: 
1. existe reciprocidade de intenções? Sim! Ambos se sentem atraídos um pelo outro e respondem aos estímulos mais inconscientes como olhares, gestos, toques de mão, enfim, os sinais que se trocam/comunicam indicando interesse um pelo outro na mesma sintonia de intenções ou não.
2. existe proximidade e similaridade? estão suficientemente perto um do outro? moram na mesma região/cidade/País? Sim. Vivem muito afastados? Vêem-se com regularidade (efeito exposição repetida, tornando-se mais faniliares entre si) sem grandes complicações em termos de viagens entre ambos? Também.
Até aqui tudo bem. Aparentemente sim, e dei a minha opinião ao Pedro. 
Mas, com alguns detalhes - poucos - que me contou acerca de Marta, fiquei com uma dúvida...
3. seria o Timing certo? Este é outro aspecto fundamental antes de se afundar numa relação sem perceber se está predisposto/a ou não a explorar e a dedicar-se inteiramente a essa pessoa, sem fantasmas a tocar-lhe no ombro e a invadi-lo/a durante a noite.

Ontem estive com o Pedro... Fomos beber um café. Vinha triste, meio apático e com a energia em baixo. Em jeito de desabafo, o meu amigo disse que não sabia o que fazer com a Marta. Enquanto que o meu querido amigo já há algum tempo que tinha efectivamente feito o chamado "luto" da sua relação anterior (que durou 3 anos) e estava realmente disponível sem no entanto andar específicamente à procura de alguém - muito focado na carreira e nos amigos -percebeu, ao fim de três semanas, que a Marta estava ainda longe de ter "processado" o fim recente da relação anterior. Ela não estava, efectivamente, preparada - por muito interesse e vontade que realmente pudesse ter em estar com o Pedro.
Contrariado mas tendo noção de que seria melhor para ambos, o meu amigo decidiu afastar-se de Marta, pelo menos, durante o tempo que para ele seria o suficiente para apagar aqueles breves momentos de encantamento que viveu com Marta e, eventualmente, voltar a estar com ela noutro registo... noutra sintonia. 
Ele chegou à conclusão de que o "investimento" na relação mais séria "a fundo perdido" não tinha, logo à partida, muitas "garantias", dado que nunca saberia se a Marta realmente quereria estar com ele depois de ultrapassar o seu período de luto e de carência.


A Importância do Luto
Quem já não viveu momentos destes? Quer tenha sido o outro a terminar ou nós? 
A rejeição é sempre muito mais dolorosa, mas não se pense que a outra parte - quando honesta e frontal - também não sofre por saber que está a magoar alguém com quem até imaginou um futuro a dois.
E como sabemos, este momento é fundamental para começar - de forma saudável - outra relação, não importa quando. 
Há excepções, sim. Há de facto relações que se iniciam durante um momento de luto e resultam. Mas - como aconteceu uma grande amiga minha - quando se "investe" quase dois anos numa relação com uma pessoa que está em luto e acaba por ser traída quando o outro saiu "oficialmente" desse luto, sabe que é muito doloroso e arriscado embarcar numa situação destas.
O meu amigo Pedro fez o melhor para ele... por muitas dúvidas que residam, bem como triste e dividido que possa estar. 
É nestas situações que se vislumbra também o índice de auto-estima da pessoa e a sua estrutura emocional. O Pedro também gosta muito dele e precisa de si para viver a sua vida feliz, e não em permanente desconfiança e numa montanha russa. 
Fiquei orgulhosa por ver o meu amigo transmitir segurança e coragem para ser capaz de tomar decisões extremamente difíceis, embora estivesse a torcer pelos dois...


Por ser um tema tão delicado e sensível, com padrões de comportamento muito variáveis de pessoa para pessoa, deixei o Luto para o próximo artigo.




Love, 
Take Care, 
Birdie

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