Change to English or other language

Monday, September 20, 2010

The Bubble Stage...

"Sometimes I feel I'm loosing my track as if suddendly all the ground beneath my feet got lost in space... And I'm standing inside a bubble going up and down trying to figure out what's going on with my ground and how will I get out from this stage that is holding my life for ages... trying to figure out why things aren't just a little bit more easy for once in a while?...

Why is everything always so difficult along my way?... I'm tired of so many stones.
I need to fly... Please, let go off my wings and let me fly away from here... Let me reach my Sunscreen and taste a little bit of happiness and love... Then, I can die and come back one day, again... Less hurted then today..."


Escrevi este texto há alguns meses atrás. Como é curto escolhi-o para introduzir a questão que hoje gostaria de partilhar contigo, aí desse lado: A Fase Bolha. Eu chamo-lhe assim. Aquele momento em que tudo parece correr mal na nossa vida porque a nossa relação fracassou, terminou, ou mal chegou a começar, contra todas as nossas expectativas, empenho e tentativas para que resultasse porque nos convencemos de que tinhamos encontrado o/a companheiro/a da nossa Vida. 


Nestes momentos temos as emoções mais negativas e as nossas dores à flor da pele, amplificadas pela perda e profunda desilusão. Tudo na nossa vida é mau - a começar por nós - e não encontramos nada de positivo. Nem no trabalho, nem na companhia dos amigos, da família... Fechamo-nos na nossa Bolha e ficamos uns tempos a ruminar num oceano gigante de ondas e correntes que vão e vêm, repletas de imagens de momentos vividos, de palavras e promessas, de carinhos e partilha de segredos, de surpresas boas e passeios, fotografias... enfim, uma imensidão de pesos nos quais nos enrredamos e afundamos, deixando-nos ir, sem querer saber de mais nada, para bater no fundo, ficar por lá o tempo que conseguirmos e quisermos. Sózinhos, porque não queremos a companhia de ninguém. Quanto muito de livros, filmes, ou da escrita, por exemplo.

Só quando percebemos que já nos sentimos demasiado mal para continuar no mesmo sítio, fartos de nós mesmos e que ainda por cima não vamos conseguir mudar nada porque tentámos tudo o que podiamos e o que não deviamos, chega naturalmente o momento de começar a subir à superfície e ir largando os pesos que nos afundaram. Sabemos que temos de os deixar para trás para podermos voltar a ver o Sol e a Vida acima da linha de água... 

Chega o momento de largar esta Bolha à qual vou chamar de Bolha da Concha.

Esta fase é necessária, difícil e insuportável para quem está perto de nós e se sente impotente para ajudar, porque a resolução do conflito está dentro de nós, bem como a decisão de o resolver. Mas esta é, sem dúvida, uma fase crucial para iniciar o caminho que se segue ao da Bolha: o Luto.

Nenhuma destas fases é vivida da mesma maneira por todos nós. Cada um terá a sua experiência e perspectiva, bem como formas para lidar com o assunto. Há quem saia imenso, socialize, beba em demasia e aparente um estado de "estou a ultrapassar tudo na boa e a viver o momento", mas na prática está também dentro de uma Bolha. Uma bolha diferente. Na qual, a pessoa não se sente estagnada porque está a sair quase todos os dias da semana e mal tem tempo para pensar no assunto que o incomoda. 

Mas na prática é uma "fuga para a frente", é apenas um adiar do estado do luto, e adiar também a tomada de consciência da situação para a enfrentar com a coragem suficiente para se permitir sofrer, morrer de tanta dor, de sentir que o chão desapareceu, de que a Vida nunca mais vai ser a mesma e que não resta futuro. Apenas uma insuportável vida no limbo. Esta bolha é, também ela, uma forma de limbo, apenas vivenciada de forma diferente da Bolha da Concha. E a esta, vou chamar de Bolha do Extâse. Esta Bolha tende a retardar o ultrapassar estas situações dolorosas porque geralmente são características de pessoas que têm muita dificuldade em lidar com as suas próprias emoções e têm mais medo de si mesmas do que outros...

Quer seja Bolha da Concha ou Bolha do Extâse, o certo é que este cocoon temporário é fundamental para chegar a outro momento não menos doloroso, já referido como a fase do Luto. Deve ser vivido, sentido, porque se cresce na dor e geralmente sobe-se mais uns níveis de maturidade e experiência no nosso percurso de vida.


É preciso saber aceitá-lo, não pensar que é exclusivo nosso e que representa um sinal de fraqueza. Não! De todo! É um forte sinal de coragem que nos levará ao crescimento e fortalecimento interior. 
Do not be afraid to suffer. It's a sign of courage that will lead you to your next stage in Life. The Universe has created the laugh but also the tears. We should not deny them.

Hoje fico-me pelas Bolhas...

Love, 

Take Care, 
Strong hugs!

Birdie


No comments:

Countries & Cities Where I've Been.