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Saturday, August 16, 2008

Odeceixe, a Pequena Vila do Swd. Alentejano...

A Prequiça já se instalou...
Que bom!
Levantei-me a custo às 8:30.
A única coisa em que pensei foi:
- tenho um dia inteirinho pela frente, só para mim...

Levantei, sentei-me na cama, estiquei toda a minha coluna vertebral dando as mãos, e elevando os braços em direcção ao céu.
Estiquei tuuuudo... respirei bem fundo, expirei e... num pulinho dirigi-me à porta da varanda para abrir os estores.

O Sol entrou para me iluminar e desejar um Bom Dia, com um sorriso largo! Esgueirei-me para a varanda. Fiz novamente um alongamento para acordar os músculos, os tendões, todo o meu corpo de uma ponta à outra.
O céu azul piscou-me o olho e desafiou-me para a praia.
Na rua estreita da Vila - a Rua do Correio - para onde dá a acolhedora varanda do meu quarto, ouvia-se silêncio, apenas interrompido apenas pelo chilrear dos pássaros.
Fechei os olhos e respirei fundo, sentindo a leve brisa que me acariciava o rosto, num gesto carinhoso de boas-vindas.

Depois de um duche fresco e revigorante, e Bikini vestido, constatei como estava "BRANQUELA"!! Venha o protector solar factor de protecção 25, e 30 para a cara. É o primeiro ano que uso protectores solares. Acho que o efeito inconsciente dos "trinta" no corpito, despertaram-me a atenção para determinados cuidados...
Corpo e Rosto bem protegidos, olho para o telemóvel que marca as 9:05. Hummmm... já comia qualquer coisinha. Mas a sala do "Pequeno"-Almoço só abre às 09:30.
Assim, agarrrei no exemplar de Julho da National Geographic e "fiz tempo", para o melhor "pequeno"-almoço do Mundo...

Curioso... "fazer tempo", como se fosse possível "tricotar" ou "produzir" com alguma fórmula química, o Tempo... "Fazer tempo" sabe bem, desde que não estejamos condicionados pelo momento.
Quando na nossa vida agitada, na Cidade, "fazemos tempo", quase nunca relaxamos verdadeiramente, porque geralmente este Gap temporal é-nos imposto, pelos mais variados motivos. Desta forma, "fazer tempo", revela-se quase sempre uma "perda de tempo", porque apenas pensamos nas obrigações que temos programadas ao longo do dia.
Constato que a diferença entre o "fazer tempo" e o "perder tempo", vem do nosso mais profundo interior. E também considero que é um grande desafio alterar o sentimento de inutilidade que apenas nos desgasta, em vez de optar por proveitar mais e melhor aqueles momentos precisoso que temos connosco próprios, e que nos escapam ao longo da Vida.

Ooops! ouço passos nas escadas...
09:20! Vamos embora!
Que fome!!! ;)
Fecho a porta, e penduro a chave do quarto 31 na fita de pescoço vermelha.
Desço até à saída, e entro na Sala dos Cheiros e Sabores, como carinhosamente lhe chamo.
Na Residencial do Parque, a humildade e a simpatia extravazam de imediato.
Estes, são os aspectos que se denotam mais da personalidade do Sr. Cláudio, o ilustre dono do dito albergue da vila.
O "pequeno-almoço" é um exemplo de humildade. Na realidade, a primeira refeição da manhã, servida até às 13:00, é composto por todas as iguarias regionais è disposição de todos os hóspedes.

Para quem come muito pela manhã ou para quem é suficiente uma refeição mais leve, como é o meu caso as tentações são muitas, e temos todo o tempo do Mundo para degustar cada uma destas!
Ao estilo "Faça Você Mesmo" o conceito do "Marketing Personalizado Caseiro" funciona realmente muito bem. Começamos por escolher uma mesa para nos sentar. Depois, partir em busca dos cheiros suculentos que já invadem a ampla sala de refeições. O verdadeiro pão alentejano cozido no forno de lenha, ainda quente e estaladiço, barrado com a manteiga da região, o leite quente ou frio, simples ou "abronzeado" com café fresco e suave, iogurtes vários, diversas opções de cereais, muita fruta, fiambre e queijos caseiros, e até Mel de côr clara e melado que vagarosamente vai descendo dos favos até à travessa de barro de onde, com uma colher de pau, se retira a quantidade desejada para uma taça... Suave e cremoso, como se quer.
E ainda, para iniciar a primeira refeição do dia, há vários caixotes cheios de laranjas pquenas, de casca muito fina, mas cheias de sumo. Liga-se a máquina industrial de sumos no balcão, e colocam-se as laranjas de uma fiada, inteiras, deixando o resto por conta das rodas que giram e transformam em segundos, 3 laranjas num grande copo de sumo fresco, com muita côr e cheio de sabor...
De "pequeno", este Pequeno-Almoço não tem nada! Só termina quando se sente o estomâgo forrado e preparado para um dia de praia em grande, em que o tempo espera por nós.
Antes, ainda ouvimos o alerta do Sr. Cláudio, que nos "obriga" a fazer um farnel de sandes e fruta, para nos travar a fraqueza, depois de meia dúzia de mergulhos no mar!
Não é fantástico? O problema é o pouco espaço que sobra na mochila! ;)

Depois de uma última e rápida subida ao quarto, agarro na mochila, coloco o lenço árabe na cabeça e os óculos de Sol, agarro na bicicleta e parto, em busca de um lugar ao Sol...
Tenho à minha espera o Mar, o Sol e ainda a Areia branca e macia da Praia de Odeceixe...

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Thursday, August 14, 2008

Perfect...

"Sometimes is never quite enough
If you're flawless, then you'll win my love
Don't forget to win first place
Don't forget to keep that smile on your face

Be a good boy
Try a little harder
You've got to measure up
And make me prouder

How long before you screw it up
How many times do I have to tell you to hurry up
With everything I do for you
The least you can do is keep quiet

Be a good girl
You've gotta try a little harder

That simply wasn't good enough
To make us proud

I'll live through you
I'll make you what I never was
If you're the best, then maybe so am I
Compared to him compared to her
I'm doing this for your own damn good
You'll make up for what I blew
What's the problem...why are you crying

Be a good boy
Push a little farther now
That wasn't fast enough
To make us happy
We'll love you just the way you are
If you're perfect."



Tuesday, August 05, 2008

Um dia...

"Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito:
um chama-se Ontem e o outro, Amanhã.

Portanto, hoje é o dia certo para Amar, Acreditar, Fazer,
mas principalmente... Viver!"


Dalai Lama





Sunday, August 03, 2008

Do Tamanho da Paz...

Sinto-me um "guichê" de reclamações...
Amigos que nunca me vêem e reclamam a minha presença. Em jantares onde nunca consigo estar, saídas divertidas nas quais nunca chego a aparecer, e nem para um simples café com um amigo novo que gostaria de estar mais tempo comigo...

A família reclama a minha atenção nas conversas triviais, em momentos breves de fim-de-semana, a minha presença à mesa onde o almoço é sempre mais longo aos Domingos...

Estou cansada das reclamações! Mas pior que isso... estou saturada das minhas "desculpas" de sempre que me forçam a não estar presente... e que originam as "reclamações".

Sinto a Vida a passar ao lado... Literalmente! Acho sempre que é uma questão de tempo... Tempo... E vou adiando o Tempo para estar comigo, o Tempo para me dar aos outros, mas principalmente, o Tempo para usufruir de mim.
O Tempo que passa sem que eu dê por isso, sem que eu perceba que vou perdendo dias, momentos especiais, e com tudo isto... pessoas que me são queridas, pessoas que não conheço e que poderia conhecer, porque nunca estou, nunca vou, nunca saio...

Sinto-me "entalada" pela vertigem dos dias que me corta a respiração, me prende a Alma, e me amarra a dias automatizados, todos iguais... É uma vertigem que me suga as emoções, a energia anímica, e tudo o que me preenche os Sonhos... Apago a "luz" interior para me aguentar meses e meses consecutivos sem permitir que o meu "eu" se faça ouvir. Calo-o com uma "mordaça" e fecho-o no escuro para não o escutar e muito menos sentir aquilo que ele me tenta fazer recordar.

O meu "guichê" de reclamações acumula pilhas e pilhas de queixas, de pressões por "resolver", de pedidos para "acender a Luz" que faça regressar a Yasmin que todos conhecem.
Os que não conhecem, nem entendem...

Diz o ditado que "Água Mole em pedra Dura, tanto Bate até que Fura"...
Olho para a linha do horizonte que beija o Mar e revejo-me em múltiplos sonhos que vou adiando como adio o Tempo que quero para mim...
Estou cansada de tanto esperar, estou cansada das mesmas reclamações, e ainda mais saturada das minhas desculpas de sempre...

O Sol diz-me adeus e deixa-me envolvida em tons de pastel, antecipando a escuridão do meu Buncker... A brisa morna de Verão sussura-me que o Tempo não espera por mim...
Tento respirar fundo, mas não consigo porque o Coração está demasiado duro e amarrado para não sentir...
O Sol desapareceu e a Lua chega a tempo de testemunhar duas lágrimas que se soltam dos meus olhos fixos no Tempo que não consegue agarrar...
Não quero voltar para os meus dias escuros e automáticos... Apenas quero estar onde possa "ficar no tamanho da paz e tenha somente a certeza dos limites do corpo e nada mais..."


"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais.

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais

Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal.

Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais."

By, Elis Regina



Thursday, July 17, 2008

No Other Words Could Translate me Better...

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for you

You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you


The Story, by Brandi Carlile


Monday, June 23, 2008

O Que Faltou?...

Faltou-me cultura geral. Faltou-me massa crítica. Saber ouvir um assunto e ter opinião própria. Boa ou má, mas ter uma opinião. Minha só minha, mesmo que seja igual a mais um milhão.
Faltou-me defendê-la com garras e determinação. Mas nas várias oportunidades que tive preferi sempre o óbvio. Fiquei-me pelo epíteto das coisas. Pela mera palavra que acompanha o substantivo, determinando-o ou qualificando-o. Adjectivei.

Faltou-me saber convencer. Ter crédito no falar. Faltou-me segurança e autoconfiança no discurso. Faltou pensar antes de abrir a boca. Olhar nos olhos das pessoas e antecipar a resposta à pergunta.
Faltou o poder comunicativo. Exprimir-me com clareza e não ser ambíguo. Faltou-me ter a certeza, a firmeza, a convicção, mas sem nunca perder a calma, a tranquilidade de espírito.

Faltou-me decidir a minha vida por mim próprio. Não me ter deixado influenciar pelos outros. Não deixar que me escolhessem o destino. Deveria ter pensado nas propostas profissionais que tinha e ter questionado as condições que iriam pautar o meu percurso. Faltou-me não ter entrado num mundo que não conheço e para o qual não estou talhado.

Faltou-me a capacidade de lidar com uma criança. Com os filhos que não são meus. Faltou-me ser também criança só por uns instantes. Compreender a sua linguagem, as suas perguntas e os seus pedidos de ajuda. Faltou-me jeito, dedicação e devoção. Faltou-me psicologia infantil. Saber olhar para a sua ingenuidade e registá-la como um momento único. Faltou-me ser amigo, ser companheiro, ser carinhoso. Faltou-me fazer parte da sua vida. Tornar-me numa referência na sua educação. Dar o devido desconto quando necessário. Saber castigar, saber impor regras. Saber ensinar.

Faltou-me ouvir "o rumor dos pinhais, o azul dos montes e todos os jardins verdes do mar". Faltou-me o ar livre e a vida saudável. Faltou-me despertar com a bicharada. Andar nu pelas dunas. Contemplar as estrelas no céu em vez de contar as estrelas dos hotéis. Mergulhar nas nossas águas em vez de ir para os Spa´s dos outros.
Faltou-me compreender o espaço por onde me movo para poder chegar dentro de mim. Faltou-me fazer as pazes com a natureza. Respeitá-la e compreendê-la.
Por entre novas madeixas e de mais um acessório de moda esqueci-me de mim. Do meu interior.

Faltou-me superar a mim próprio. Desafiar os meus limites. Aventurar-me. Faltou-me o desporto, os eventos radicais e a adrenalina.
Faltou-me cultivar o corpo. Cultivar a mente.

Faltou-me filtrar os sons. Ser mais exigente com o que escuto. Não me resignar aos ritmos fáceis, às melodias pré-fabricadas e às letras previsíveis das canções. Faltou-me treinar o ouvido para acompanhá-la na grande orquesta que é a vida. Faltou-me partilhar com ela a mesma banda sonora.

Faltou-me contrariar as modas. Saber virar a cara ao que nos põe nas monstras. Faltou-me inovar no vestir, no calçado, nos acessórios. Tirar partido das estações do ano retirando o que estas têm de melhor.
Faltou-me charme e classe. Faltou-me a elegância e a espirituosidade do momento. Captar a energia do ar, encher o peito e com o meu suor contagiar o mundo de alegria.
Faltou-me vaidade. Querer estar sexy, provocador, irresistível. Produzir-me para mim, para ela e para todos.
Faltou-me não deixar que a vida me tornasse num ser vulgar e amórfico.

Faltou-me o devaneio do corpo. Tomar-te de assalto e reclamar o que é meu. Faltou picante e tempero numa carne que deveria estar louca de desejo. Faltou introduzir novidades. Renovar. Repetir, repetir, repetir.
Faltou-me desinibir. Não estar cansado e esbanjar prazer como se o mundo fosse acabar. Faltou-me andamento. Despudor. Faltaram-me os outros orgasmos que ficaram por sentir. Faltou-me querer mais.

Faltou-me a boca certa para não ter que colocar estas palavras.
Faltou-me tudo. Faltou quase nada.



Tuesday, June 03, 2008

Still Think About It....

Perhaps one day I'll have a vision from the Universe that might inlights me about the mistery of my love for you...



I got the call today, I didn't wanna hear
But I knew that it would come
An old true friend of ours was talkin' on the phone
She said you found someone
And I thought of all the bad luck,
And all the struggles we went through
How I lost me and you lost you
What are these voices outside love's open door
Make us throw off our contentment
And beg for something more?

I've been learning to live without you now
But I miss you sometimes
The more I know, the less I understand
All the things I thought I knew, I'm learning them again
I've been tryin' to get down to the Heart of the Matter
But my will gets weak
And my thoughts seem to scatter
But I think it's about forgiveness
Forgiveness
Even if, even if you don't love me anymore

These times are so uncertain
There's a yearning undefined
And people filled with rage
We all need a little tenderness
How can love survive in such a graceless age
And the trust and self-assurance that lead to happiness
They're the very things we kill, I guess
Pride and competition cannot fill these empty arms
And the work they put between us,
You know it doesn't keep us warm

I've been trying to live without you now
But I miss you, baby
The more I know, the less I understand
And all the things I thought I figured out, I have to learn again
I've been tryin' to get down to the Heart of the Matter
But my will gets weak
And my heart is so shattered
But I think it's about forgiveness
Forgiveness
Even if, even if you don't love me anymore

All the people in your life who've come and gone
They let you down, you know they hurt your pride
Better put it all behind you; cause life goes on
You keep carrin' that anger, it'll eat you up inside

I wanna be happily everafter
And my heart is so shattered
But I know it's about forgiveness
Forgiveness
Even if, even if you don't love me anymore

I've been tryin' to get down to the Heart of the Matter
Because the flesh will get weak
And the ashes will scatter
So I'm thinkin' about forgiveness
Forgiveness
Even if you don't love me anymore
Even if you don't love me anymore

India Arie

Saturday, May 24, 2008

Shame TV

Com o comando percorri os canais todos da lista e por fim desliguei a televisão. Virei-me para ela e disse-lhe:
- “Só dá merda!”.
Ela respondeu-me:
- “Já sabes que dá para que é que a ligas!”

Nessa noite fizemos amor mais cedo e por mais tempo.
Há uns que no fim puxam de um cigarro, eu puxei do "Caminho para Marte" do Eric Idle e como se tivesse estado à minha espera escrevia assim:

“Como se sente? Passou a ser a pergunta mais frequente nos ecrãs de televisão. Não importa se é feita no fim de um jogo de futebol ao jogador que falhou uma grande penalidade ou se é feita a alguém na rua que acabou de saber que toda a sua família morreu num acidente de viação.
As emoções passaram ao domínio público e o espectáculo do choro em directo pode ser visto em todo o lado.
Começando pelos telejornais, há muito que os directos televisivos já não servem para cobrir a notícia. Servem para insistir na pergunta “como se sente?” Não importa saber quantos meios estão envolvidos num incêndio. Importa ouvir e ver lavado em lágrimas o homem cujos bens amealhados ao longo de cinquenta anos desapareceram com as chamas.”

– "Tens que ler isto" – Disse-lhe em vão. Afinal as festas no meu peito há muito que tinham terminado e eu nem sequer dera conta. Tal como ela, a sua mão descansava no sono. Extenuada.

“Mas são nos talkshows e programas da manhã que a pergunta é feita com mais insistência.
De repente as emoções passaram ao domínio público. Para homens, tornaram-se compulsivas. Estabelecer contacto com o nosso lado feminino era o lugar-comum preferido das revistas. O espectáculo lamentável de homens lavados em lágrimas estava por toda a parte.

Quem quisesse, nem que fosse vender um livro, tinha que chorar num talkshow. Os atletas não eram ninguém se não tivesses sido vistos a chorar na televisão, as estrelas de futebol soluçavam em campo, os comediantes choravam copiosamente, os presidentes dificilmente podiam dirigir-se à nação sem lágrimas nos olhos. Quem não conseguisse fazê-lo, o melhor era fingi-lo, porque isto era a reality tv.

As celebridades chafurdavam as emoções públicas como javalis num charco lamacento. Por isso, sim a culpa era novamente da TV, alterando comportamentos, baixando os padrões de qualidade, intrometendo-se, falsificando, expondo. As emoções tornaram-se a imagem de marca de intermináveis abutres da TV, as Medeias dos media com os seus penteados armados e os seus sorrisos refrigerados. Como é que sente? Era a pergunta que era feita após alguém ter marcado um golo, ou após lhe dizerem que toda a sua família tinha parecido na queda de um avião. Picadas e espicaçadas. Como é que sente? Municiadas e preparadas. Como é que sente? Até as lágrimas rebentarem e a pobre da vítima receber a sua bênção da loira rainha do show. Passa o Kleenex, checa as audiências, passa o saco do vomitado, faz favor.

Os homens não eram de forma nenhuma as únicas vítimas deste sequestro por parte dos abutres, e de qualquer maneira, já andavam a pedi-las. Havia imensa gente a contar as porcarias das suas vidas a toda a gente, numa altura em que os homens se descobriam, quiçá pela primeira vez, vulneráveis a formas particularmente públicas de vingança feminina. As mulheres, assim parecia, mal podiam esperar por ir para a cama com alguém para começarem a escrever cartas, guardando souveniers manchados de sémen para apresentar como prova no tribunal ou no estúdio, não interessava qual, visto que ambos estavam agora na televisão. Sharon revela tudo. Fotos nuas da rapariga que fodeu o país. Leiam o livro do broche. Notícias às 20.00 – Sexo, escândalo e o tempo que vai fazer. Era, evidentemente, a total destruição da privacidade. Vida privada – isso era afinal de contas um conceito vitoriano, e foi pela janela fora com a TV e o computador. As duplas Idades tinham chegado, nada era privado. Eu podia conhecer o registo bancário do leitor, o seu saldo, os seus padrões de compra, o seu endereço privado; gaita eu podia até assistir online ao seus orgasmos.”

Três da manhã. Apago a luz.

Será que alguém assistiu aos nossos orgasmos?
Antes de poder concluir qualquer coisa, também eu me juntava a ela.


Thursday, May 22, 2008

A Essência do Jasmim...

Os Meses voam, num corropio diário que nos atira para a vertigem da maratona do Calendário...
Neste turbilhão de tarefas intensas, rotinas ansiosas, e de dias felizes, algumas derrotas, e muito esforço, a verdadeira essência de cada um dilui-se.

Sabe bem parar, e na ausência dos automatismos e do ritmo imposto pelo Mundo, pensar em quem realmente se É. Fechar os olhos e deixar-nos levar pela enebriante fragrância da intensa essência do Ser...

A minha... Jasmim, claro.




Tuesday, April 29, 2008

Nasce um Partido

E porque no Post anterior me referi aos Sonhos, e à importância de cada um de nós Sonhar e aspirar mais longe, não poderia deixar de partilhar a notícia tão aguardada.

Os Sonhos, os Ideais, fazem o Mundo girar, crescer, e continuamente renovar-se. A esperança também se renova a cada dia. E Eduardo Correia, provou a tudo e a todos que por vezes o Impossível apenas existe no Comodismo de cada um.

Deixo-vos o artigo que marca o mês de Abril de 2008, em Portugal. A Esperança Renova-se... "Eles Não Sabem Nem Sonham... ".

Obrigada Eduardo, por nunca desistires do Sonho de Mudar Portugal!
Dedico este texto à Carina, que soube acreditar, seguir em frente com força e elevação, e que por todos nós nunca desistiu de concretizar com muito esforço, um dos muitos Sonhos partilhado por muitos, mas que poucos levariam a cabo...


"Eduardo Correia, fundador do Movimento Mérito e Sociedade, entregou hoje à tarde no Tribunal Constitucional 8.400 assinaturas para dar início ao processo de constituição do seu partido

O fundador do movimento, professor no ISCTE, e director da Business School da mesma instituição, não se revê nas orientações políticas nem da Esquerda nem da Direita e defende até que todos os deputados deveriam ficar misturados na Assembleia, em vez de segmentados pelos partidos que representam.

A constituição do partido Movimento Mérito e Sociedade é «o final da primeira etapa» para o professor universitário, que nunca tinha estado activo na política, e que agora pretende levar o seu novo partido às eleições legislativas e europeias de 2009.

Esta tarde foram entregues as assinaturas para ser formalizada a constituição do partido, um pouco mais do que as 7.500 obrigatórias, para garantir que tudo está correcto. Presentes à entrada do Tribunal Constitucional estavam cerca de duas dezenas de apoiantes do Movimento - que foi difundido essencialmente pela internet -, muitos dos quais não se conheciam antes deste encontro.
Passaram apenas alguns meses desde o início da recolha das assinaturas e um ano depois de ser tornado público o manifesto que Eduardo Correia escreveu em Setembro de 2005, com o nome de Manifesto Mérito e Sociedade.

«O MMS tem por missão transformar Portugal numa sociedade mais eficiente e inovadora, que possibilite um melhor e mais agradável estilo de vida» , afirma o professor.



Friday, April 25, 2008

Pobres Daqueles Que Deixaram de Sonhar...

Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

(António Gedeão)


Wednesday, April 16, 2008

A Cocoon Day Trip...

Ouço ao fundo um barulho intermitente, miudinho e irritante que lentamente me desperta o nível do Consciente da mente adormecida. Não quero acreditar... Amanheceu! Ou melhor, o Sol está quase a rebentar no horizonte. Vislumbro a linha do Tejo de forma pouco nítida... Mal consigo abrir os olhos.
Não é possível que a noite já tenha passado!?!

Dirijo-me para o Despertador nº2 - um daqueles despertadores antigos mini-size, verde-alface, tão pequeno que ainda me faz pensar como é possível que consiga reproduir aquele som estridente e terrível. Deixo-o afastado da cama de propósito, porque só assim me consigo levantar...
Que alívio! Desliguei o Verme, olhei bem para os ponteiros e definitivamente: não havia engano. Estava na hora de me levantar...

Pensei que só mais uns 15 minutos não iriam afectar o meu ritual matinal... se não fosse o facto de em vez de 15 terem passado quase 45 minutos...
Acordei de repente com o barulho de trânsito tardio. Quando olhei para o telemóvel perto da cama, saltei apressada e... fiquei mais verde que o meu pequeno Verme nº2!
Voeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei!!!! Literalmente!

Duche
à velocidade de chuva intensa, vestir várias peças de roupa em simultâneo ao mesmo tempo que vou andando pela casa para tentar chegar ao estúdio,
(não aconselho a experiência, é devastadora...) onde ainda tenho cumprimentar o Looney e dar a primeira paparoca do dia.
Corro para cozinha onde num movimento rápido abro e fecho o frigorífico para levar a dose de fruta do dia, enquanto engulo apressadamente o chá e uma fatia de Prokorn.

Detesto começar o dia a correr, quando ainda mal abri os olhos. Detesto acordar assim, com a sensação de que o Tempo me escorre pelos dedos como água! Detesto! E fico mal disposta!! Sim, fico! Com mau-feitio, chata, e é um daqueles dias de "não me digam nada!".

Ok, finalmente, não sei como, consegui! estou atrasada 20 minutos, recuperei algum tempo, mas... a sensação de "Urgência - Red Alert - SOS!" não diminuiu.
Despeço-me do Looney em voz alta - como se ele me conseguisse ouvir do fundo do aquário... - e saio porta-fora onde entre as duas voltas da chave na porta e o colocar os plásticos no Eco-Ponto do piso (hoje é o dia de Plásticos), chamo o elevador para não desperdiçar mais tempo.

Entro
, e desço a uma velocidade ligeira onde só falta a colectânea de musiquinha irritante com canções do Stevie Wonder, melodiosamente tocadas por um computador descaracterizado, sem voz, que reproduz um estilo meio Easy-Listening... Defendo-me desta "imagem sonora" (ou pavorosa) e puxo do meu iPod.
Saio do elevador já a debitar uma das minhas playlists favoritas, e recomeço a corrida!
É ele!!
é ele!! Já lá vem!! Corro, corro, corro, e lá consigo entrar no 28 completamente atolado - porque já é mais tarde. Está a rebentar pelas costuras, mas entrei! Vou completamente esmagada contra a porta, mas consegui!! Vitória!! Yuuupiiiiiiiiiiiii!!

Comecei a dissecar um pouco melhor o lugar onde me encontrava. Espera lá: estas portas abrem para dentro... para onde vou ser "atirada" na próxima paragem????? AAARRRGH!!!!
Comecei a sentir falta de ar, estava quase a sufocar! Porque raio não abrem uma única janela no autocarro???? Além da mescla de cheiros, falta-me o ar!!! Há gente a mais, para tão pouco ar!!! SOCORRO!! Tirem-me deste filme!
Foi neste momento que o autocarro fez uma travagem brusca! Senti um forte embate de costas na dita porta do autocarro, ao mesmo tempo que fui projectada para cima de um monte de gente, que em jeito de dominó, ia sofrendo compulsivos embates fortes. Resultado: muitos gritos, muitos pisões, uma zaragata entre duas senhoras do fundo, e... mais espaço!!!! YEEESSSSSSSSS!!!
Depois disto, tirei as primeiras conclusões interessantes da manhã: nem todos os acontecimentos menos bons resultam em algo totalmente desastroso...
No entanto... relembrei os motivos pelos quais não gosto de andar de autocarro...

Finalmente, o Metro!

Num instante estava em frente ao meu computador a trabalhar...
Fui buscar o primeiro café do dia para abrir a pestana.
Mal me levantei da cadeira, arrastei uma pilha de papéis que tinha acabado de ordenar para o chão, aos quais se seguiram umas canetas...
Apanhei tudo, respirei fundo, contei até 3 e lá fui buscar o café... Cheguei, e o telefone tocava. Corro para apanhar a chamada, tropeço num fio e entorno o café pela mesa! Fantástico!
Perdi a chamada, só tive tempo de levantar o portátil para que no meio de tanto caos, não o acabasse por fritar em café...
OK, vejamos a coisa pela positiva mais uma vez: muitas das folhas ficaram ensopadas em cafeína! O trabalho vai concerteza ser MUITO mais produtivo! Quero acreditar nesta Tese, para contrariar a Antítese do meu dia...

Passados 15 guardanapos e 4 lenços de papel, acrescidos de uma limpeza ligeira com um pano húmido, tudo parecia voltar ao normal... Parecia...
A tarde já se aproximava do fim, e o sono foi uma constante no dia ("tal como o Sonho é uma constante na Vida... "). Quando me preparava para desaparecer, soou mais um alarme... o IRS!!!! Damn!!!
O IRS!!!!! Deu erro.... E tenho de voltar a tentar submeter o ficheiro que entretanto gravei...
Não acredito... Tavez seja um problema do Mozilla vou tentar com o Explorer! A esperança voltou, e lá voltei ao computador...
Só mais 15 minutos quem sabe, e resolvo isto! Pois... começava a ser um Dejá-Vù... Passaram 45 minutos, e o filme da manhã regressára ao meu écran mental...

A noite já ia longa quando cheguei a casa... depois do atraso matinal, da corrida e do autocarro, do Metro, do café entornado, das folhas com cafeína, do IRS, e ainda o workshop de Make-up, o supermercado, e uma passagem no Casino a caminho de casa para ver uns amigos, estava outra vez pronta para adormecer...
Que dia...

Não sei o que passou mais depressa: se a noite anterior ou o dia que estava a terminar...


Saturday, April 05, 2008

A Maior Empresa do Mundo

"Posso ter defeitos, viver ansiosa
e ficar irritada algumas vezes,
mas não me esqueço que a minha Vida
é a maior empresa do Mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios, incompreensões
e períodos de crise.

Ser feliz, é deixar de ser vítima dos problemas,
e tornar-se num autor da própria história.
É atravessar desertos fora de mim, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da minha Alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz, é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de mim mesma. É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo-as todas, um dia vou construir um Castelo..."

Fernando Pessoa

Thursday, March 20, 2008

To Put an End to What Has Already Ended

Today, I realized that facing the fact there's really nothing left is perhaps more difficult than discussing about it...
Words ca
n anesthetize Feelings, while Feelings can't find Words when it hurts too much...



It's okay in the day I'm staying busy
Tied up enough so I don't have to wonder where is he
Got so sick of crying
So just lately
When I catch myself I do a 180

I stay up clean the house
At least I'm not drinking
Run around just so I don't have to think about thinking
That silent sense of content
That everyone gets
Just disappears soon as the sun sets

This face in my dreams seizes my guts
He floods me with dread
Soaked in soul
He swims in my eyes by the bed
Pour myself over him
Moon spilling in
And I wake up alone

If I was my heart
I'd rather be restless
The second I stop the sleep catches up and I'm breathless
This ache in my chest
As my day is done now
The dark covers me and I cannot run now

My blood running cold
I stand before him
It's all I can do to assure him
When he comes to me
I drip for him tonight
Drowning in me we bathe under blue light

His face in my dreams seizes my guts
He floods me with dread
Soaked in soul
He swims in my eyes by the bed
Pour myself over him
Moon spilling in
And I wake up alone

Tuesday, March 18, 2008

Há Noites Assim...

dias, como o de hoje, em que a Chuva torna tudo mais nostálgico.
Mesmo mergulhados no trabalho onde resolvemos, falamos, escrevemos, discutimos, toleramos... esquecendo por vezes quem somos, a Chuva tem aquele efeito "regenerador"...

De regresso a Nós - porque este regresso é inevitável - por vezes não nos encontramos, esquecemos parte da nossa essência...
Nada como uma noite de chuva, para nos fazer parar um pouco, e escutar o som das gotas de água que, com a força do vento, produzem uma melodia que nos aconchega e Alma e nos remete para o que Somos... para o que sentimos. Limpam a mente e tudo se torna mais evidente, alagando o nosso interior em serenidade onde emergem os afectos...

percebemos que a rotina dos dias é como uma maquilhagem simples. D
isfarça a perda, e entorpece os sentidos mais profundos com um falso brilho "socialmente fascinante" e necessário...
Sem querer, perdemo-nos na aridez do Deserto
...

Gosto das noites de Chuva...

You packed in the morning, I stared out the window
And I struggled for something to say
You left in the rain without closing the door
I didn't stand in your way.

But I miss you more than I missed you before
And now where I'll find comfort, God knows
'Cause you left me just when I needed you most
Left me just when I needed you most.

Now most every morning, I stare out the window
And I think about where you might be
I've written you letters that I'd like to send
If you would just send one to me.

'Cause I need you more than I needed before
And now where I'll find comfort, God knows
'Cause you left me just when I needed you most
Left me just when I needed you most.

You packed in the morning, I stared out the window
And I struggled for something to say
You left in the rain without closing the door
I didn't stand in your way.

Now I love you more than I loved you before
And now where I'll find comfort, God knows
'Cause you left me just when I needed you most
Oh yeah, you left me just when I needed you most
You left me just when I needed you most


Sunday, March 16, 2008

Sometimes it's Hard to Loose...

Sometimes, life sucks...

Everyday I wake-up and go to the Studio to see Feashy and Looney.
They live happily in a large Aquarium with nice plants and small stones that create the perfect habitat for them, as if they were living in a real lake.
Yes, they are fishes. My beautiful and happy fishes.

Each morning, I go to see them, I speak to them and I feed them... I play a bit with them and I enjoy caring about Feashy and Looney. They are a sort of "house-mates".
Then, I set the MP3 player on my favourite playlist and they really enjoy it!

When I arrive at home, I always go to see them and I chat a bit about everything...
It's amazing! They seem to understand and they really seem to pay attention! :)

Well... today, when I saw Feashy he did not seem very happy. Actually he was very quite, standing in the same position and not swimming to catch the food... He was the fastest one, he used to eat his food and sometimes he used to catch Looney's portion too!
Today... well... today he hardly moved...
I try to talk to him, looked into his eyes and he was sad and in pain.
I took him away from the Aquarium and I isolated him in another place... Looney was fine and normal....

I was very worried with Feashy and I've tried to find a Pet's store open on a Sunday, nearby! Impossible! None!!
At 16:43, Feashy has died after a long time in pain. I felt completely helpless knowing I was loosing Feashy.

Sorry, my dear Feashy... Sorry for not being able to help you when you most needed. Sorry for not even knowing why did that happen to you.
Tomorrow will be another day. But somehow, it will be a "dry" day, although my tears fall now... again...
I've lost Feashy...

Tuesday, February 26, 2008

TEMPO QUE FOGE...

"Contei os meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente, do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquela menina que ganhou uma enorme taça de Mangas.

As primeiras, ela chupou displicente. Mas percebendo que faltavam poucas, começou a roer o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Não tolero gabarolices.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projectos megalómanos.

Não participarei em conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo.


Não me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o Milénio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos factos a limpo". Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos".


Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.

Quero a Essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas Mangas na taça, quero viver ao lado de gente humana, muito humana.

Gente que sabe rir de seus tropeços, que não se encanta com triunfos, que não se considera eleita antes da hora, que não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.


O essencial faz a Vida valer a pena.

Nada neste mundo faz sentido se não tocamos o coração das pessoas.

Se crescemos com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves na alma."

Ricardo Gondim

Thursday, February 14, 2008

Breathless...

There are few special things in life that leave one breathless...
Moments... People... Places... a smile... the rainbow... or the smell of the rain...

Words are no need
for these and other Life treasures.
Music is the perfect seal for the most beautiful memories and feelings...


Saturday, February 09, 2008

Eternamente Meu...

"O valor das coisas não está
no tempo que elas duram,
mas na intensidade
com que estas acontecem.

Por isso,
existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis
e pessoas incomparáveis..."


Fernando Pessoa



Sunday, February 03, 2008

Saturday, January 19, 2008

Will You?...

As life goes by, I feel that a certain maturity gets installed in our soul which makes me to realize that the on-going turn will that occurs in our lives may not always be so scary. Actually, I find the opposite. I find it quite exciting.

I believe that for some, stability is the ultimate adventure of their lives. I find it... boring and it freezes my brain and my body.

Nevertheless, it's great to give ourselves sometime for a "break" in which one can have relaxed and easy-going moments where things happen as
they are expected and the routine is the topic of the day.

Still, I strongly feel that... Life is the greatest adventure we can have due to the unexpected changes that can bring to our "expected" routine a new world of new discovers, new projects and places and specially... new People!... Exactly when one least expects!

Keep your Faith, Dreams... Believe, Care and Dare! These are the words of the moment!
The World is out there. This is the Time to Live it as best as we can!Don't be afraid!.. Just let it flow and believe in what the Universe reserves to You...



He broke
your heart
He took your soul
You're hurt inside
Because there's a hole
You need some time
To be alone
Then you will find
What you always know

I'm the one who really loves you baby
I've been knocking at your door

As long as I'm living, I'll be waiting
As long as I'm breathing, I'll be there
Whenever you call me, I'll be waiting
Whenever you need me, I'll be there

I've seen you cry
Into the night
I feel your pain
Can I make it right
I realized there's no end inside
Yet still I'll wait
For you to see the light

I'm the one who really loves you baby
I can't take it anymore

As long as I'm living, I'll be waiting
As long as I'm breathing, I'll be there
Whenever you call me, I'll be waiting
Whenever you need me, I'll be there

You are my only I've ever known
That makes me feel this way
Couldn't on my own
I want to be with you until we're old

You have the love you need right in front of you
Please come home

As long as I'm living, I'll be waiting
As long as I'm breathing, I'll be there
Whenever you call me, I'll be waiting
Whenever you need me, I'll be there

Stress and the City, no YouTube

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Countries & Cities Where I've Been.