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Tuesday, November 30, 2010

Quando o Próprio Amor, Vacila...

Porque hoje me apetece relembrar esta música lindíssima da Maria Bethânia... aqui fica.

Eu sei que atrás deste universo de aparências,
das diferenças todas,
a esperança é preservada.

Nas xícaras sujas de ontem
o café de cada manhã é servido.
Mas existe uma palavra que não suporto ouvir,
e dela não me conformo.

Eu acredito em tudo,
mas eu quero você agora.

Eu te amo pelas tuas faltas,
pelo teu corpo marcado,
pelas tuas cicatrizes,
pelas tuas loucuras todas, minha vida.

Eu amo as tuas mãos,
mesmo que por causa delas
eu não saiba o que fazer das minhas.

Amo teu jogo triste.

As tuas roupas sujas
é aqui em casa que eu lavo.

Eu amo a tua alegria.

Mesmo fora de si,
eu te amo pela tua essência.
Até pelo que você poderia ter sido,
se a maré das circunstâncias
não tivesse te banhado
nas águas do equívoco.

Eu te amo nas horas infernais
e na vida sem tempo, quando,
sozinha, bordo mais uma toalha
de fim de semana.

Eu te amo pelas crianças e futuras rugas.

Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas
e pelos teus sonhos inúteis.

Amo teu sistema de vida e morte.

Eu te amo pelo que se repete
e que nunca é igual.

Eu te amo pelas tuas entradas,
saídas e bandeiras.

Eu te amo desde os teus pés
até o que te escapa.

Eu te amo de alma para alma.
E mais que as palavras,
ainda que seja através delas
que eu me defenda,
quando digo que te amo
mais que o silêncio dos momentos difíceis,
quando o próprio amor
vacila.

Take Care.
Love,
Birdie

Friday, November 26, 2010

Aprovado!

No meio de muita contestação, discussão, manifestção, greves, capas de jornais, resmas de entrevistas e "especiais" na Televisão, muitas conversas de café animadas por um pastel de nata, uma bola de berlim com creme ou um tradicional palmiére recheado - embora eu seja é fã das bolachinhas húngaras recheadas de marmelada e com as pontinhas embebidas em chocolate - e ainda, depois de muita especulação, apelos, alertas, "puxadas de orelha de Bruxelas", algumas fotografias de telemóvel, muitos posts em blogs e partilhas de links no Facebook, muitas tricas e trocas de "galhardetes" nos corredores da Assembleia, muitos directos de TV, alguns discursos inflamados e outros... insuflados, eis que hoje, senhoras e senhores, Portuguesas e Portugueses... o orgulho nacional impôs-se! Foi finalmente aprovado o Orçamento do Estado para 2011!

Vamos sair para a rua e comemorar esta data histórica! A data em que o Desemprego em Portugal bate records, em que o número de empresas a falir se agrava, o dia em que sabemos (e não era preciso ser bruxo para saber) que os preços dos bens e serviços em 2011, em geral, vão subir, e em que... faz um frio enorme devido a uma vaga de frio polar. Estamos a congelar, a bater o dente, literalmente.
Mas hoje, é dia de celebrar! Foi aprovado o Orçamento de Estado que salva a Economia do País, salva os trabalhadores e a população de uma enorme crise internacional, e que é a chave para a resolução dos problemas dos Portugueses e Portgueses, neste Portugal em que até existem Funcionários Públicos de 1ª e de 2ª categoria.

Não sei se é do frio ou de tanto bater o dente. A verdade é que nada disto parece bater certo, e muito menos fazer sentido. O que me parece que é estamos a perder o sentido de orientação e a entrar em rota de colisão. Salve-nos a Estrela de Natal que, caso a crise deixe, deve estar para chegar. Talvez nos conduza a outros caminhos, mais lúcidos, mais claros, e acima de tudo, mais justos... para todos e não só para alguns.

Take Care.
Love, 
Birdie

Saturday, November 13, 2010

Home, Sweet Home.

Embora possa existir uma certa nostalgia, a verdade é que o regressar a casa depois de uma viagem é como tomar um bom duche quente e comer uma refeição caseira depois de um dia passado no frio das montanhas, por exemplo. É, no mínimo, retemperador.

Confesso que não tive muito tempo para sentir nostalgia. Vinha com os horários totalmente trocados e sei que quando cheguei vagueei pela casa, meio eléctrica, porque era de madrugada e não tinha sono. Andei de um lado para o outro a tirar coisas das malas, separar roupas para lavar, pequenas recordações da estadia, postais, livros, o tapete de yoga e meditação que a Tia me ofereceu, os chás que insiste que eu tome... Já tenho saudades dela.


De facto, esta viagem trouxe-me muitas coisas boas. Entre elas, a minha Tia, que se revelou uma luminosa surpresa.
Um pouco louca, mas simplesmehte adorável.
Tem perto de 65 anos, mas parece bem mais nova.

Foi para o Vietname ainda muito jovem. É irmã do meu pai, por isso, do lado sicíliano da famiglia. :)) Viajou para lá com a família com quem foi viver desde os 11 anos, estava o meu pai já em Lisboa. E nunca mais voltou. Por opção. 

Conheceu o meu Tio por lá. Ele já faleceu. Pertencia ao grupo de diplomatas americanos que estavam na Embaixada dos EUA, em Hanói. Estavam do lado oposto das trincheiras da guerra. Conheceram-se quando a minha Tia liderava um grupo de activistas a favor da Paz, chegando a estar presa por diversas vezes. Tem inúmeras histórias para contar sobre a Guerra...

Quando terminou o conflito, participou na reconstrução do Vietname e não assumiu nunca nenhum cargo oficial porque não quis envolver-se em Política, de forma activa. Preferiu o caminho das Artes, uma grande paixão que cultivou sempre, principalmente, no que respeita a pintura. A tia promoveu o desenvolvimento da arte - em particular das artes plásticas - no Vietname, fundamentalmente em Hanói. Com a ajuda do meu Tio - também ele um fascinado pelas artes plásticas e coleccionador de carros antigos - abriu uma série de galerias, promoveu inúmeras conferências, workshops e participou na criação de cursos universitários, estimulando sempre uma forte interacção entre artistas e movimentos artísticos ocidentais e orientais.


Nunca tiveram filhos, pelo que eu diria que a Arte é, sem dúvida, a minha prima. :))

Hoje, detém uma das principais e mais reputadas galerias de arte em Hanói, ainda promove muitos encontros entre artistas e é respnsável por grandes eventos culturais na Cidade. O Tio morreu há cerca de 2 anos...


Ela tem uma vida muito activa. Mas fiquei fascinada por ela porque, além de uma enorme capacidade de se dedidcar aos outros, tem também uma extraordinária capacidade de facilmente entrar na nossa cabeça e saber exactamente o que estamos a pensar, se estamos tristes, felizes, agitados, apáticos, etc. Além disto, adora receber em casa os amigos, mas também tem uma vida social fora de casa muito agitada, embora esteja a reduzir o número de eventos e festas onde vai, porque começa a ficar muito saturada desta agitação. É muito acarinhada por todos devido às suas posições sempre muito frontais, mas também muito dedicadas e genuínas nos laços que estabelece com o seu círculo de amigos mais íntimos. 
Esta Tia é um Mundo, um ser humano precioso, raro e tão clarividente na forma como gere a sua vida que me inspirou, de alguma forma, a mudar muitas coisas na minha vida.



Regresso a casa, diferente. Diria até que... muito diferente da pessoa que era antes de a conhecer e viver durante um mês com esta senhora. 
Será sempre um marco na minha vida. A partir de agora, vamos estar muito mais em contacto. Prometeu-me que este ano viria a passar o Natal connosco. Será a primeira vez, desde que partiu. Um acontecimento único e a família cá está a adorar a ideia. 
E prometeu-me que em breve me "rapta" para estar com ela em N.Y. durante o período da exposição que vai levar para lá em Abril do próximo ano! Se assim fôr... vai ser terrific!! ;)
No entanto, o melhor de tudo é esta ligação que se estabeleceu entre nós, e que não será facilmente quebrada. Nem pela distância... 
Acredito que a distância funciona apenas como desculpa nas relações que pura e simplesmente não teriam qualquer futuro, mesmo que essa mesma distância não fosse uma barreira. Por vezes estamos tão perto de amigos / familiares, que mal sabem quem somos, o que queremos e para onde vamos.


Take Care.
Love,
Birdie

Thursday, November 11, 2010

Preparing to go Home...

Today, it's my last day in Hanoi...
Sim, ao fim de 4 semanas - a caminho da 5ª - é tempo de voltar a casa.

Escrevo a alta velocidade nas teclas gastas do portátil que me escreve, lê, corrige, e me conhece há anos. Tinha saudades da escrita, destes momentos de solidão tão importantes para conquistar solidez de alma. Revemos os momentos que, colados uns aos outros, vão fazendo acontecer os nossos dias e pensar... Escrever é estar comigo, de uma forma intensa e em estado meditativo, na qual apenas existe o meu mundo. O resto, só o que faz parte deste "meu" mundo conta.

São 3:30 da manhã. Não tenho sono e o meu voo é daqui a 5 horas. Restam-me mais umas 2 a 3 horas neste quarto que foi meu durante 4 semanas. Um quarto onde dificilmente voltarei, mas que fará sempre parte de mim. Um quarto onde, agora, escrevo sentada na cama.

Resta-me uma mala por fechar. Tende em me contrariar, alertando-me para o excesso de volume face à escassa elasticidade do fecho de correr. A Mochila parece um ovo de Dinossauro. Não sei como me vou equilibrar com aquilo às costas. Porque será que no início da jornada, as malas parecem mais arrumadinhas e menos volumosas do que no regresso a casa? Mesmo sem ter comprado... muita coisa... Hummmm.... pois, não foram assim tão poucas, mas... Mesmo assim! Quase sempre acontece isto. Talvez por sabermos que vamos para casa e que já não interessa tanto se a roupa vai sair toda amarrotada ou não, pois provavelmente, vai toda para a máquina de lavar.

Enfim, são quase 4 da manhã e eu aqui a "lavar roupa". Como é possível que ao fim de 4 semanas em Hanoi eu esteja aqui a "vegetar" acerca das malas e da roupa e de tudo menos do que é importante partilhar?! Desculpem, devem ser mesmo os meus neurónios que fundiram de vez e só sobrou o surfista, mesmo... Estão a vê-lo, de prancha, a correr praia fora e a atirar-se ao mar? Ele quer lá saber. Ele quer é ONDAS sem mais confusões!!!

Sem mais ondas... devo confessar que estas foram 4 das melhores semanas da minha vida. Por tudo, claro. Pelo Viagem, mas acima de tudo pela descoberta e pela auto-descoberta.
Descoberta de uma pessoa brilhante, fantástica, e genuinamente encantadora, pela minha própria viagem interior - que creio que todos fazemos quando nos atiramos para "novos mares e novas ondas" :) - , e por Hanói, claro.

Destruída pela guerra do Vietname, este é um verdadeiro exemplo de persistência, humildade, preserverança, paciência e foco. Reconstruiu-se aos poucos, mas de forma sólida e distinta.

Vejo-a como uma fulgurante borboleta saída da sua crisálida silenciosa e cinzenta, pronta a voar e a encantar os que têm a oportunidade de a vislumbrar... e se deslumbrar.
Com mais de 6,5 milhões de habitantes esta é a capital e a segunda maior cidade do Vietname que comemorou oficialmente os 1000 anos - como cidade - em Outubro deste ano, pelo que se tornou numa das principais rotas "in" a visitar, durante 2010.
A Vida pulsa em Hanói! Manifesta-se na malha gigantesca de bicicletas que, cedo, iniciam a jornada por toda a metrópole. Mas as motos são de facto o meio preferencial de transporte e não se "vive" sem uma! Fazem as delícias de todos os vietnamitas, de qualquer faixa etária.

Há restaurantes de todo o tipo de comida e preço que possam imaginar: Vegi, Vietnamita, Japonês, Chinês, Tailandês, Ocidental, hamburgerias Viets, enfim, uma panóplia para todos os gosto! E claro, a acompanhar qualquer prato, a cerveja! Sempre a jorrar... e muuuito barata! Mesmo... :)
Fiquei espantada com a diversidade de mercados de peixe fresco, mas acima de tudo de como TUDO - literalmente - se vende nas ruas: comida pronta - uns rolinhos de vegetais e a sopa tradicional (Pöh, com vaca ou porco) - que se vende em cada esquina (lá não existe uma ASAE!) :)) Experimentei tudo e aguentei-me! ;)


A noite é incrivelmente animada. O clima é muito quente e húmido. E as noites são longas.
O ponto de encontro da esmagadora maioria dos jovens, e não só, é junto ao lago Hoan Kiem - o maior de todos os lagos da cidade, no Old Quarter - e que ao seu largo aglomera restaurantes de todo o género, discos, clubs, bares com e sem música ao vivo, tudo o que possam imaginar e até o inimaginável em Hanói: um bar onde só se escutam os melhores músicos de Jazz Vietnamitas ao vivo, que tocam os maiores sucessos da Blue Note label.

Não esperava que a cidade fosse tão... cosmopolita e trendy! De facto, há locais fantásticos: bares, restaurantes, lojas, e uma brutal proliferação de Galerias de Arte! Aliás, Hanói converteu-se à Cultura, por excelência, e é actualmente uma das cidades do mundo onde começam a surgir os novos grandes nomes das Artes Plásticas, bem como as obras de arte mais desejadas. Não queiram saber de que valores estamos a falar.... :)
Há também espaços que constituem um misto de galeria de arte e bar, frequentados por intelectuais locais e estrangeiros, jornalistas, poetas, escritores e artistas plásticos.

Conheci este tipo de locais pela "mão" da Tia! Ela foi uma constante surpresa e uma descoberta absolutamente incrível, que me vai marcar para a vida. :)
Mas dela, vou falar-vos no meu próximo post. Está na hora de levantar e preparar para a longa maratona de vôos que tenho pela frente!
Até já! ;)

Take Care.
Love,
Birdie

(que saudades de vos escrever!...)


Tuesday, October 12, 2010

Hanói, day 1 - O Despertar

Ouvia ao longe um barulho estranho que não reconhecia. Sentia-me num limbo, entre um acordar lento e ao mesmo tempo desorientado...
À medida que, vagarosamente, se abriam os olhos tentava perceber onde estava e durante quanto tempo tinha dormido.
Num flash imediato lembrei-me. Estava em Hanói! Na casa da Tia hippie.
Completamente perdida no Tempo (e no espaço), não sabia que horas eram.
Tentei procurar um candeeiro para me orientar, já que a pouca luz que atravessava as espessas cortinas e os estores japoneses deixavam-me totalmente às escuras. Depois de algumas apalpadelas, descobri o candeeiro junto à cama e o respectivo interruptor.

Reconheci o meu Iphy (Iphone). Bolas, estava totalmente descarregado e não existia um único relógio no quarto. Será que ninguem via as horas neste país?!... Depois, ri-me de mim mesma e deixei-me ficar debaixo do edredon macio por mais 5 minutos a pensar em tudo o que se tinha passado nas últimas horas em que estive acordada. Desde a saída de minha casa para o aeroporto, as longas horas de viagem, o transbordo, até ao aterrar e conhecer a Tia e... o quarto onde estava agora. Tudo isto, em pequenas fracções de segundo. Sorri e pensei com maior clareza: afinal fui para Hanói com bilhete de ida e outro para prosseguir até xxxxx mas sem data ainda marcada, portanto... Zazen*!

Depois, abri as cortinas e as janelas altas, para sentir o pulsar da cidade. Uauuuu... Estava mesmo em frente a um lago fantástico, cheio de árvores milenares e frondosas a contrastar com o colorido de flores lindíssimas. Que sorte, grande spot!
Durante algum tempo deixei-me absorver pela confusão da rua: carros velhos, imensas motorizadas e bicicletas eram as peças de um puzzle em movimento e muito confuso, com muitas pessoas à mistura. Fui buscar a minha Canon à mochila que ainda estava dentro do saco gigante que me tinha acompanhado na viagem. Queria começar já a apanhar momentos desta viagem, como quem corre atrás de borboletas bonitas...
Devia ser um dia qualquer, da parte da tarde - pela luz do Sol - mas isso agora não era importante... Apenas aquele momento que estava a captar para levar comigo.

Love,
Take Care.
Birdie

*Zazen: Senta-te. Descansa. Trabalha. (termo usado pelos Budistas e que nos diz para buscar a paz e a tranquilidade interior para encontrares em ti a energia que necessitas. Depois, inicia os teus afazeres.)

Sunday, October 10, 2010

Landing in Vietname

São agora 20:11 em Hanói e acabo de aterrar... 

Arrasto a minha mochila gigante que pesa mais do que eu e ainda a "sportbilly Bag" que deve ser mais funda que as minas do Chile... 
Estou arrasada e confusa com o Jetlag.

Saí da zona das bagagens e depois de falar com não sei quantos seguranças pelo longo caminho até à saída, mal tive tempo de respirar ou de fazer alguma coisa! Senti um aperto enorme de uma senhora que quase me esmagava - a mim e aos meus queridos pertences... Ah! Esta é a Tia! Olhei para a fotografia que tinha na mão. Ela reconheceu-me de imediato pelas fotos que ia vendo no Facebook e no Picasa.

Quanto a ela... era muito diferente do que constava na foto - que devia ser do ano 4 A.C.. A "Tia" era afinal uma senhora com perto de 60 anos, alta, magra, cheia de energia e força e deve ter parado nos anos 60/70... ou seja, very hippie, sem a parte chic, estão a ver?
Falava imenso - num português muito confuso - e eu não conseguia ouvir nem absorver nada do que me ia dizendo a uma velocidade de um Lamborghini de competição... em competição!

Finalmente, entrámos no Táxi e seguimos para o apartamento dela no centro da... gigantesca cidade que eu tinha visto lá de cima e que se assemelhava um concerto dos U2, mas cujo palco, luzes e vibração se espalhava por milhares de campos de futebol.

Adormeci no táxi enquanto a tia falava com o motorista em Vietnamita. Talvez tenham passados uns 30 minutos e estávamos em casa: eu, a caminho da casa de banho para vomitar, porque a condução nesta cidade é de loucos. Acalmei a tia enquanto ela me fazia chá e me mostrava o quarto. Brutal! É lindo! Uma decoração simples, não muito grande mas super cosy. Tenho um Buda, um tapete de meditação, um gongo e incenso. Wow!

A Tia pode ter parado nos anos 60/70, mas além de ter muito bom gosto... aderiu às tecnologias do século XXI, pelo pouco que a pestana ainda deixou ver. Durante os poucos dias que aqui permanecer poderei partilhar esta nova aventura. ;)

Take Care, 
Love, 

Birdie

Friday, October 08, 2010

Fui visitar a minha Tia a... Hanói!

Fui "farejar tendências", fazer um curso de Meditação Vietnamita, assistir ao Festival de Poesia de Hanói, arejar a cabeça e ver a Moda Hanói Primavera 2013!!

Se conseguir, trago uns Tahiti duche para os mais saudosistas. A Tia disse que importavam da Tailândia e que se vendem na rua... 

Volto daqui a uns dias.  Beijinhos e abraçooooos!


Take Care, 
Love.

Birdie

Wednesday, October 06, 2010

Adoro... Pablo Neruda

"Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, 
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, 
Quem não se permite,  
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos." 
Pablo Neruda

Take Care.
Love, 
Birdie 

Tuesday, October 05, 2010

The Independence Day of... the AlarmClock!

Já alguma vez... sentiram que precisavam de dormir só mais um naaaadinha para repôr as energias e ficar com melhor humor para enfrentar o dia? Sim?? E também ficam na cama sempre só mais 10 minutos, enquanto carregam no snooze 4 ou 5 vezes e desejam ter o poder de esticar o tempo?? Se sim... então não estou sozinha na guerra ao Despertador!

Se escrevesse uma frase num daqueles pacotes de açúcar da Nicola, seria certamente algo como "Um dia, torno-me Independente do despertador e vou ser Feliz! Esse dia é hoje!"
HOJE, foi o dia da grande revolta! UM DIA de SEMANA em que pude sentir-me independente do maldito despertador! Foi o Dia da Independência, celebrado com um brunch estupendo entre muitas outras coisas interessantes - muito honestamente, completamente irrelevantes para quem me lê. Podem desistir agora, se quiserem.
HOJE, senti aquele prazer exclusivo do fim-de-semana (alguns) de acordar naturalmente, com tempo para me espreguiçar, mimar, tomar um duche mais longo e tranquilo, enquanto penso a avulso no que vou preparar para o meu Brunch... 

Comecei com o primeiro ritual matinal (depois do duche). Acendi o incenso Nag Champa "Goloka" e meditei durante 20 minutos. Deslizei para dar os bons-dias - ou talvez as boas tardes - ao Bonsas (meu Bonsai) e fui tratando dele, enquanto preparava o café e colocava a frigideira no fogão... nhaaaaammmmmmm... ovos mexidos mal passados com queijo, cogumelos, fiambre de perú e finalizado com oregãos on top!... Hummmmmm..... smelt nice, tasted even better! Espremidas algumas laranjas tinho o sumo pronto e bem fresquinho, assim como o café pingado com leite e, claro... o pão de cereais torrado com mel para acompanhar os ovos!

Passei uma hora com os sentidos dividos entre o Brunch e o que iria fazer o resto do dia que estava agora a começar. Lentamente, surgiram algumas ideias e quando menos esperava, já estava com a mochila às costas com a máquina fotográfica, iphy, o livro que estou a ler, o iPod com a minha playlist actual e parti à descoberta da cidade, num feriado nacional em que quase tudo esteve fechado mas que, nem por isso o povo deixou de sair à rua para tirar partido do Sol maravilhoso que fez e - qui çá - celebrar o dia da República, participando activamente nos muitos eventos espalhados por vários cantos da cidade.
  
Junta à frente ribeirinha encontrei imensa gente a fazer jogging, biking, alguns com patins em linha ou em marcha lenta... mas não em greve! ;). Ao que parece, estamos cada vez mais a ter cuidado com a forma física, independentemente de o Verão ter terminado! Um sinal positivo de vitalidade no País! Será? ;)

Depois de disparar... algumas fotos, rumei a sul e fui ver o ambiente na praia num dia como o de hoje.
Imensa gente a passear, a apanhar Sol, talvez com alguma nostalgia e na tentativa de prolongar o final das férias e dos dias de praias.
Depois de muito caminhar junto ao mar e sentir o vento na cara - que ficou mesmo muito queimada! :( - descansei na minha esplanada já habitual... Há dependências positivas às quais chamo de rituais. E este é um deles... Por lá, sinto-me em casa e guardo bons momentos na memória dos meus três neurónios. :)

O Sol ia descendo junto à linha do horizonte e disparei as últimas fotos... pisquei-lhe o olho e disse-lhe adeus... 

Regressei a casa já à noitinha e depois de um duche revigorante e já no quarto olhei para o despertador e... revi o dia fantástico que vivi sem ter de acordar com ele. De facto... podemos escolher com quem estamos, o que fazemos, os locais onde vamos, a côr do cabelo e a roupa que usamos. No entanto, não podemos escolher a que horas vamos acordar todos os dias da nossa vida. E sabem que mais? Ainda bem! Porque senão... senão, este dia não teria sido tão especial!

Viva a Independência! Mas... um special thanks ao Despertador! ;)


Love,
Take Care.
Birdie

Monday, October 04, 2010

If you Can't Hunt with a Dog, Hunt With... Online Pet Dating!

Que o Online Dating é uma realidade, não é novidade.
Quer seja de uma forma organizada e by the book através de sites específicos para o efeito, quer seja através das redes sociais - que têm servido de mote a muitas traições e divórcios, mas também encontro e reencontro de almas gémeas - o online dating e os programas de speed dating vieram para ficar em Sociedades onde cada vez mais habita o paradoxo de vivermos na era da Aldeia Global mas em simultâneo sentirmos que estamos cada vez mais sós tendo como desculpas a tradicional falta de "tempo", falta de vontade/inércia ou até nem saber como fazer para encontrar novas pessoas - amigos ou um/a companheiro/a.

Confesso que fiquei surpreendida quando, ao pesquisar uns artigos para umas aulas que estou a preparar, me deparo com um link lateral sobre Online Dating. Mas não apenas "mais um site" de Online Dating. Eu que achava que já tinha visto quase tudo, não pude deixar de dar umas gargalhadas quando cliquei no link e segui até ao dito site!

Se tem um Cão, um Gato, um Hamster ou até um Cavalo - acho que se esqueceram dos Coelhos! - então, já não tem desculpa para não travar novos conhecimentos e, quem sabe, encontrar a sua Animal... ooops... Alma Gémea!
Sim, é verdade e eu confirmei: são sites de PetDating que juntam o útil ao agradável: procurar um parceiro para o animal de estimação - qui çá - para procriar com uma raça pura e, ao mesmo tempo, conseguir também o melhor match dos respectivos donos!
Confesso que, por instantes, a minha mente sórdida pensou que se tratava de um Pet Dating... literalmente!!!! Aaargh!!
Mas depois percebi que era algo mais... aceitável e fiquei mais tranquila. Mas não pude deixar de imaginar algumas situações constrangedoras e a temer! Senão vejamos...

 - Se o meu Cão não gosta do Teu, a nossa Relação tem Futuro?
Ora, aqui pode existir à partida um grande entrave. Imaginem que os donos até sentem que a relação deles tem futuro, mas os respectivos cães odeiam-se e são incompatíveis... O que fazer?!

 - Os nossos Gatos tornaram-se inseparáveis mas eu não te suporto!
É preciso pensar até onde está disposto/a a ir pelo seu animal de estimação para que não se torne em animal de "odiação"! Quer deixando-o partir como quem vê partir um filho quando casa ou impedindo a relação do seu bichano e optar por contratar um bom Psicólogo para o acompanhar na separação inevitável...

 - O teu Hamster quer o divórcio, mas eu quero continuar contigo!
Bom, este problema é sério. Porque das duas uma: ou o seu hamster se torna independente e volta para a rodinha dele com a sua trouxa e você fica com o dono do hamster abandonado ou regressa a casa com ele, por solidariedade. Estará você disposto/a a correr esse risco?!

 - Os nossos cavalos são felizes e já têm filhotes, mas eu não quero continuar contigo!
Esta, pode ser uma situação dolorosa... Você está prestes a tornar-se "avô/avó" dos seus pets mas também está prestes a perder o seu parceiro. Com quem fica o casal de cavalos? E os filhotes??
Caso fiquem com o seu parceiro - porque a quinta dele é maior que a sua e sabe que oferece melhores condições para que os mais novos cresçam felizes e contentes - poderá você visitar o seu bichinho e os respectivos descendentes??...

Bom, eu não tenho nenhum animal de estimação a viver comigo, no meu apartamento. Mas para aderir a um destes sites era capaz de adoptar ou comprar um. Adoro cães! De paixão! Mas não tenho espaço para ter o meu cão mais que tudo a viver comigo - Labrador ou um Golden Retrievier castanho dourado. É pena... Gatos, nem pensar! Não gosto muito... demasiado independentes e para este tipo de dating dependeria muito da sua mood. Nunca iria saber se seria um bom dia ou não para sair porque estão sempre na deles... 
Passáros, fazem demasiado barulho por nada. Lamento. Prefiro-os fora de gaiolas, bem como os Hamsters. Além de que acho um pouco... estranho... ficar ali a observar um rato a correr numa roda ou a um canto a roer qq coisa, invarialvemente. 
Já tive peixes... mas acho que não seriam muito recomedáveis para um Dating. Metem muita água e podem ter má influência... Além de que morreram depressa, são pouco resistentes e ainda me iriam pedir alguma indemnização por algum ataque cardíaco, caso o peixe do meu parceiro de dating se apaixonasse à primeira-vista pelo meu!
Também acho que as tartaturgas não devem ser aconselháveis para este tipo de encontros... São demasiado lentas a andar. E imagine que você se fartava rapidamente do seu parceiro/a de encontro! Demoraria HORAS para se livrar dele/a!!

Se quiser ver para crer, experimentar e testar, deixo uma lista de alguns dos sites que encontrei:
Datemypet.com - Date Me, Date my Pet 
Petpeoplemeet.com
Leashesandlovers.com 
Catloversdating.com 
Hamsterer.com 
Equestriancupid.com 

Divirta-se e quem sabe não encontra o que procura.
Eu vou voltar para as minhas aulas... depois de ter negado sair com amigos verdadeiros e já conhecidos de há alguns anitos. ;) Nada como à moda antiga... the Old Fashion Way. With or Without Pets. ;)

Love, 
Take Care.
Birdie


Saturday, October 02, 2010

Hoje é "a" Noite U2

Hoje... é a noite mágica na cidade de Coimbra, onde Almas, Corpos e muita energia vai vibrar ao rubro com eles... a Banda de Bono: os U2.
Today, no more words... only... One! 'cause... sometimes you can't make it on your own...



Friday, October 01, 2010

The Number Ones of my Self

Mais um dia, mais um artigo.
Falta tempo para o fazer com mais rigor e cuidado - porque adoro palavras e é importante cuidar e fazer um bom uso destas.

Hoje... é o primeiro dia do mês de Outubro. E não podia deixar de escrever. Ideias, não faltam, mas hoje - dia 1 - o primeiro do mês e de um novo trimestre novinho a estrear - não podia ficar em branco ou ficar registado um tema banal ou, para variar, um texto virado para o meu umbigo (prometo que irão diminuir a pedido de muitos leitores - LOL -, do meu Bonsas, das teclas do meu portátil, do meu piercing - no umbigo, claro - e dos meus amigos que me conhecem bem e se queixam que assim, não têm nada de "novo" para ler).
Hoje, apesar de não ser mais um artigo de "umbigo"* - mas que não anda ainda muito longe... - é especialmente dedicado aos números Uns's da minha Vida.

[DICA: vão buscar os Kleenexs. - Adoro os de Menta!]

Todos nós temos lugares, pessoas, músicas, filmes, livros, momentos, viagens e uma infinidade de coisas, acontecimentos, atitudes, gestos e palavras que nos marcaram para sempre, que contribuiram em muito para quem somos hoje e em quem nos vamos tornando ao longo desta "Viagem".
Logo pela manhã senti uma inexplicável vontade de agradecer a todos os que mais me têm marcado ao longo do meu percurso - e me continuam a inspirar. Só depois, achei que faria até muito sentido escrever tudo o que tinha vontade de lhes dizer, hoje, já que são os meus "números uns de Vida", coincidindo com o facto de ser dia 1 do 10 (tirando o zero fica 1) e o dia 1 do último trimestre de 2010. Talvez seja uma coincidência... ou não, mas geralmente sigo o que o meu coração dita e - porque não corro muitos riscos - aqui estou eu para vos dedicar - em particular e com muito carinho - as próximas palavras.

Aos meus Pais...
Por todo o carinho, afectos, amor, dedicação, compreensão e apoio nos piores momentos, pela coragem para melhores dias, pelos abraços e apreço nas vitórias, pelos sábios e honrados valores transmitidos, pela partilha dos problemas e das dificuldades, pelo empreendedorismo, pela garra e pela forma como me mostraram como se luta na Vida a partir do nada, pelos risos, pelas lágrimas, pelas palmadinhas nas costas, as palmadas no rabiosque e repreensões agrestes, pela vida maravilhosa que me proporcionaram - viagens, livros, muitos sonhos, conforto, segurança, educação - e por tudo o que não me proporcionaram por pura inocência e desconhecimento, ensinado-me - sem o saber - que a Perfeição não existe, mesmo quando nos esforçamos ao máximo e focamos a nossa existência - quase que exclusivamente - no que é mais importante que tudo e todos na Vida.

À avó Olinda e ao avô Delfim, aos primos Paulo e Carla (adoro-vos, casal modelo), Pedro e André, à tia Ana e tio Ivo, tio Tomané e tia Idalina, à tia-avó Angêla (ausente, mas aqui dentro), aos tios-avós Serafim e Julieta (ausentes, mas lembrados), à D. Teresa, ao Bruno, Alice e Aníbal, à professora Maria Amélia...
Pela vosso acompanhamento ao longo da minha infância e adolescência. Por terem estado sempre tão presentes, pelos dias/anos de brincadeiras, zangas de primos/irmãos, pelos desafios, pelos amigos partilhados, pelas horas incansáveis e sacríficio para ver os meus vídeos intermináveis das viagens, pela vinda às minhas festas de aniversário, pelo carinho nas doenças, pelo interesse na escola, pela força em 8 anos nas aulas de orgão e solfeijo, pelos passeios de Jeep na costa alentejana, pelas trocas de músicas em cassetes de audio, pelas horas de conversa e partilha, pelas primeiras saídas à noite - com o Bruno e primos - pelas padarias com bolos e pão quente às 4:30 da manhã, pelos jantares, pelos livros, revistas, por me deixarem jogar horas a fio aquele jogo no Spectrum - Pijamarama - no qual era viciada, pelas primeiras dicas sobre o Windows numa época em que eu jurava a pés juntos que JAMAIS trabalharia com computadores... Ironias da Vida, não? :)
Pelos livros do Tio Patinhas, do Peninha, da Turma da Mónica, do Astérix e dos milhares de colecções de BD que me ias mostrando, Pedro, que só encontravas na loja ainda desconhecida algures no Chiado - BDMania. Pela companhia a ver desenhos animados: o Dr. Faísca, o Tom & Jerry, Tom Sawer, no País dos Rodinhas, os Barba-Papa, e muitos outros... Pela partilha - e pilhagem, também! - das bombocas, dos chocolates, das sandes com o "Coma com Pão", das guerras com garfos e facas atirados como se fossem lanças e que tanto estragaram as portas da casa dos avôs. Em especial ao Paulo, por nos deixares vestir-te com os meus bikinis para fazer anúncios do Taihti duche e os videoclips marados, sempre com a loucura fantástica do Tio Tomané. E lembram-se do "espectacular", de Viseu?? :))) O primo Jorge, a quem eu uma vez dei um estalo enorme no meio da praia depois de ele me ter coberto de areia?... Dias fantásticos.
Também um carinho muito grande ao Tio Tomané, que em muitas tardes de férias me chamava para o acompanhar à guitarra: ele tocava e eu cantava. :) E a ti, Paulo, mais uma vez, companheiro das minhas loucuras - e vítima, muitas vezes! - quando nos esgueirávamos tardes inteiras para uma das janelas que dava para as traseiras da casa dos avós para cantarmos à desgarrada a tarde inteira até acordar todos os vizinhos que poderiam estar a fazer a sesta! :))) E desculpa pelas vezes em que eu fingia sempre que me sentia mal, cada vez que ficávamos sozinhos em casa, e tu - muito aflito - não sabias o que fazer e ficavas meio em pânico. :)) Era a minha veia de actriz, desculpa. :))
Também pelos dias únicos e longos de praia, em que jogávamos Vólei até cairmos na água e continuarmos o jogo lá dentro! Brutal, partia todas as minhas unhas, mas era do melhor! E as "boleias" nas ondas? Era o nosso Body-board sem prancha, não? :))
Todos, mas todos vocês são muito, muito especiais na minha Vida. E têm sido muitos dos meus pilares de crescimento como pessoa e que muito contribuiram para quem sou hoje...

À tia Augusta, aos primos Manuel Carlos e Dulce,Jopê e Leonor e também às tias Adelaide, Adélia e ao tio João (ausente, mas sempre comigo), aos primos João, mas em especial ao primo Zé e prima Júlia (gosto muito dos dois)...
Pelos dias de praia, na Fonte da Telha, pelas saídas, pelos dias de mergulho e passeios de barco, pelas férias anos a fio em Isla Antilla, pelos amigos apresentados, pelas histórias, pelos debates, pelos almoços de família na cada da tia Augusta, em janeiro, com as maravilhosas vagens... Pelas viagens em conjunto, pelas conversas e interesse no meu percurso, pelas dicas em momentos decisivos... por tanto e por muito mais... são todos referências importantes na minha vida, na forma como cresci, como evoluí, pelos exemplos de atitudes e duelos com momentos difíceis na vida.

Não vou fazer referência aos amigos e alguns conhecidos que marcaram o meu percurso pessoal e profissional, porque são muitos que, talvez nem sonhem que fazem parte de mim, mas que são verdadeiros exemplos de vida, que estiverem comigo nos piores momentos e nem tanto nos melhores, por minha culpa. Desculpem as minhas ausências prolongadas, pelos meus altos e baixos, pelas minhas "fugas" - não de vocês, mas de mim...
Gosto muito de todos vós, são pessoas muito, mas muito especiais e por mais distantes que possamos estar, guardo-vos eternamente comigo...

E por último... há uma pessoa que foi e será sempre muito, mas muito especial. Uma referência que foi/tem sido, de uma importância fulcral... o pilar estruturante que vai muito além de Pais, família chegada, amigos, companheiro... Simplesmente porque tem desempenhado quase todos estes papéis. O Henrique. Um Professor que se tornou num grande amigo. A pessoa que mais me marcou na Vida.. por tudo e por tanto...
Pelos livros, pelas conversas, por me escutar em silêncio até eu quase perder a voz angustiada, por ter sempre uma palavra inspiradora que me levava a novos caminhos e a descobertas demasiado importantes para perder na Vida. Pelos abraços, pela partilha dos risos e das muitas lágrimas... Será que te posso chamar de meu "Gurú" Ocidental?... :)
Já te disse tudo isto nos olhos porque senti que era importante que soubesses tudo o que significas para mim, tanto quanto consegui traduzir em palavras, porque... a ti, Henrique, devo quase tudo o que sou hoje, o que sei, o que descobri, o que vivi. Abriste a minha janela para o Mundo, deste-me a mão e ensinaste-me a andar... e também me ajudaste sempre que caía... e se tive quedas aparatosas... Mas tu, estiveste, estás e estarás SEMPRE presente. Sempre.
Obrigada...


Love,
Take Care.
Birdie


Thursday, September 30, 2010

Do Tamanho da Paz...

Written on the 3rd of August 2008 (Sunday)
Still, updated... two years later.


Sinto-me um "guichê" de reclamações...
Amigos que nunca me vêem e reclamam a minha presença. Em jantares onde nunca consigo estar, saídas divertidas nas quais nunca chego a aparecer, e nem para um simples café com um amigo novo que gostaria de estar mais tempo comigo...
Em momentos breves de fim-de-semana, a família reclama a minha atenção em conversas triviais e a presença à mesa onde o almoço é sempre mais longo aos Domingos...

Estou cansada das reclamações! Mas pior que isso... estou saturada das minhas "desculpas" de sempre, que me forçam a não estar presente... e que originam as "reclamações". Estou cansada de estar cansada de mim.

Sinto a Vida a passar ao lado... Literalmente! Acho sempre que é uma questão de tempo... Tempo... E vou adiando o Tempo para estar comigo, o Tempo para me dar aos outros, mas principalmente, o Tempo para usufruir de mim e ser Feliz.
O Tempo que passa sem que eu dê por isso, sem que eu perceba que vou perdendo dias, momentos especiais e com tudo isto... pessoas que me são queridas, pessoas que não conheço e que poderia conhecer porque nunca estou, nunca vou, nunca saio... porque estou sem paciência, porque estou farta de me ver desta forma e prefiro nem me dar a conhecer.

Engolida pela vertigem dos dias, que me corta a respiração, me prende a Alma e me amarra a dias automatizados - todos iguais... esta é uma vertigem que me suga as emoções, a energia anímica e tudo o que me preenche os Sonhos.
Apago a "luz" interior para me aguentar meses e meses consecutivos sem permitir que o meu "eu" se faça ouvir. Calo-o com uma "mordaça" e fecho-o no escuro para não o escutar e muito menos sentir aquilo que ele me tenta fazer recordar e a pedir: deixar tudo e todos e partir!

O meu "guichê" de reclamações acumula pilhas e pilhas de queixas, de pressões por "resolver", de pedidos para "acender a Luz" que faça regressar a Birdie que muitos conheceram e que apenas eu reconhecerei se voltar a sentir aquele pulsar pela Vida.
Os que não conhecem, nem entendem...
Diz o ditado que "Água Mole em pedra Dura, tanto Bate até que Fura". 
Olho para a linha do horizonte que beija o Mar e revejo-me em múltiplos sonhos que vou adiando como adio o Tempo que quero para mim... Tenho uma Caixa cheia de Sonhos por desembrulhar e abrir. Já passou tempo demais.
Estou cansada de tanto esperar e ainda mais das minhas desculpas de sempre.

O Sol diz-me adeus e deixa-me envolvida em tons de pastel, antecipando a escuridão do meu "Buncker". A brisa fresca sussura-me que vem aí mais um Outono e que o Tempo não espera por mim...
Tento respirar fundo, mas não consigo porque o Coração está demasiado duro e amarrado para me sentir.
O Sol desapareceu e a Lua chega a tempo de testemunhar duas lágrimas que se soltam dos meus olhos fixos no Tempo que não consegue agarrar e que me grita das entranhas para agarrar na mochila e me fazer à estrada, em busca de Vida, em busca de mim.


Não quero voltar para os meus dias escuros e automatizados. Apenas quero estar onde possa ficar do tamanho da paz e tenha somente a certeza dos limites do Corpo, do equilíbrio da Alma e... nada mais.

Love, 
Take Care.
Hoje... Namastè
Birdie

Wednesday, September 29, 2010

In the Mood for This!

Today I feel like this... Going away NOT for a week but for the rest of my life! :)) This sounds... challenging enough for me.

I am A-BSO-LU-TELY fascinated with this spot! 
Sorry about being just a TV commercial. It's a shame!
It's so beautiful and delightful that it should turn into a story for a film...

Love, 
Take Care, as always.
Birdie


Tuesday, September 28, 2010

Insónia Sábia

Acordei cedo... muito cedo, até. Às 4 da manhã deixei de ter sono e fui invadida por mil pensamentos confusos e dispersos.
Por vezes tentamos entender coisas que não estão ao nosso alcance. Faltam ingredientes em acontecimentos incoerentes, em restos de conversas, em histórias inacabadas ou mal contadas, em dúvidas prementes que não podem ser confrontadas àquela hora em que o nosso espírito se inquieta...

Às 4 da manhã eu queria entender o meu mundo e o dos outros. Tarefa dura para realizar de madrugada ou a qualquer outra hora... Uma missão impossível quando, entendedo aos poucos o que se passa no nosso pequeno mundo, necessitamos de respostas mais completas para tomar decisões importantes, respostas essas que estão em outros mundos... inacessíveis.

Cansada de estar deitada sem dormir, sentei-me na cama e recostei-me nas almofadas, enquanto olhava para o meu quarto e depois para os meus braços e mãos, sentido, talvez a necessidade de me sentir real, eu mesma, de carne e osso e não apenas um novelo de pensamentos que me percorriam a alta velocidade...
Respirei fundo ao mesmo tempo que senti o prazer e reconheci os motivos que me levaram a ter sempre várias e grandes almofadas na cama. Gosto efectivamente de almofadas. Amparam as nossas quedas, são boas conselheiras, excelentes para uma pequena "guerra" de almofadas em que tudo acaba bem e também porque nos aconchegam quando - no meio do turbilhão - precisamos de um abraço, apenas, e não o temos em nenhum armário da casa. Infelizmente ou felizmente, ainda não se encontram à venda nas lojas de Conveniência, abertas 24 horas por dia.

Ao aconchegar-me nas almofadas e sentido o toque macio e limpo no meu corpo, entornei-me numa sensação de tranquilidade e paz, apesar dos pensamentos intensos. Agarrei no livro que estou a ler e abri na página onde está o marcador vermelho. Não li. Olhei para as palavras sem as ver. Queria um ponto de focagem e só o encontrei ali. Olhei para a página e nada li. Pensei apenas, focada na página em si e soltando aos poucos os intrusos que me invadiram a meio da noite. Aos poucos, fui libertando um a um e meditando um pouco desliguei de todos eles porque deixaram de ser importantes naquele momento. O foco era a página do livro, era eu mesma. Porque a ansiedade estava em mim, necessitava de a libertar. TInha passado uma hora e meia. Coloquei o livro de lado, enrrosquei-me numa das almofadas, apaguei a luz e deixei-me ficar... serena, segura, cansada, mas em paz comigo.

Há coisas que, provavelmente, nunca iremos entender. E nesse caso, o melhor que há a fazer é deixá-las partir em paz. Acredito que o Universo é sábio, mas também acredito profundamente que somos nós que escolhemos o nosso caminho e ditamos, hoje, o nosso amanhã. Não podemos mudar os outros, somente a nós mesmos.
Quando já nos conhecemos um pouco melhor e sabemos o que queremos - mas acima de tudo, o que não queremos - a decisão de nos libertar de certos pensamentos, pessoas, coisas, momentos ocorre de forma lenta, mas tranquila. O caminho não é fácil e é lento. Mas sabemos que Hoje estamos a dar novas oportunidades ao nosso Amanhã, caminhando no sentido do que queremos e ambicionamos para a nossa Vida.
Estou no meu caminho, segura, serena, e no mesmo sítio de sempre, onde permanecerei enquanto me conhecer assim: consciente e fiel a mim mesma, tentando sempre dar o meu melhor em tudo o que me é querido e importante. Só isto importa...
Entrelaçada na almofada, senti-me pousar lentamente nos braços de Morfeu...

"One Needs to be Slow to form Convictions..." - Mahatma Gandhi

Love,
Take Care.
Birdie

Monday, September 27, 2010

A Cocoon Day Trip!

Ouço ao fundo um barulho intermitente, miudinho e irritante que lentamente me desperta o nível do Consciente da mente adormecida. Não quero acreditar... Amanheceu! Ou melhor, o Sol está quase a rebentar no horizonte. Vislumbro a linha do Tejo de forma pouco nítida... Mal consigo abrir os olhos.
Não é possível que a noite já tenha passado!?!

Dirijo-me para o Despertador nº2 - um daqueles despertadores antigos mini-size, verde-alface, tão pequeno que ainda me faz pensar como é possível que consiga reproduir aquele som estridente e terrível. Deixo-o afastado da cama de propósito, porque só assim me consigo levantar...
Que alívio! Desliguei o Verme, olhei bem para os ponteiros e definitivamente: não havia engano. Estava na hora de me levantar...

Pensei que só mais uns 15 minutos não iriam afectar o meu ritual matinal se... não fosse o facto de em vez de 15 terem passado quase 45 minutos...
Acordei de repente com o barulho de trânsito tardio. Quando olhei para o telemóvel perto da cama, saltei apressada e... fiquei mais verde que o meu pequeno Verme nº2!
Voeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei!!!! Literalmente!

Duche
à velocidade de chuva intensa, vestir várias peças de roupa em simultâneo, ao mesmo tempo que vou andando pela casa para tentar chegar ao estúdio
(não aconselho a experiência, é devastadora...), onde ainda cumprimento o Looney - o meu peixe Telescópio - e lhe dou a primeira paparoca do dia.
Corro para cozinha onde, num movimento rápido - mas pouco sexy :) - abro e fecho o frigorífico para levar a dose de fruta do dia, enquanto engulo apressadamente o chá verde e uma fatia de pão de sementes Prokorn.

Detesto começar o dia a correr, quando ainda mal abri os olhos. Detesto acordar assim, com a sensação de que o Tempo me escorre pelos dedos como a areia da praia! Detesto! E fico mal disposta!! Sim, fico! Com mau-feitio, chata e é um daqueles dias de "não me digam nada!".

Ok, finalmente, não sei como, consegui! Só estou 20 minutos
atrasada , recuperei algum tempo, mas... a sensação de "Urgência - Red Alert - SOS!" não diminuiu.
Despeço-me do Looney em voz alta - como se ele me conseguisse ouvir do fundo do aquário... - e saio porta-fora onde entre as duas voltas da chave na porta e o colocar os plásticos no Eco-Ponto do piso (hoje é o dia de Plásticos), chamo o elevador para não desperdiçar mais tempo.

Entro
, e desço a uma velocidade ligeira onde só falta a colectânea de musiquinha irritante com canções do Stevie Wonder, melodiosamente tocadas por um computador descaracterizado, sem voz, que reproduz o estilo Easy-Listening... Defendo-me desta "imagem sonora" (ou pavorosa) e puxo do meu iPod.
Saio do elevador já a debitar uma das minhas playlists favoritas. A corrida recomeça!
É ele!!
É ele!! Já lá vem!! Corro, corro, corro e lá consigo entrar no 28 completamente atolado - porque já é mais tarde. Está a rebentar pelas costuras, mas entrei! Vou completamente esmagada contra a porta, mas consegui!! Vitória!! Yeeeeeeesssssss!!

Comecei a dissecar um pouco melhor o lugar onde me encontrava. Espera lá: estas portas abrem para dentro... para onde vou ser "atirada" na próxima paragem?????!!!!!!! AAARRRGH!!!!
Comecei a sentir falta de ar, estava quase a sufocar! Porque raio não abrem uma única janela no autocarro???? Além da mescla de cheiros, falta-me o ar!!! Há gente a mais para tão pouco ar!!! SOCORRO!! Tirem-me deste filme!
Foi neste momento que o autocarro fez uma travagem brusca! Senti um forte embate de costas na dita porta do autocarro, ao mesmo tempo que fui projectada para cima de um monte de gente, que em jeito de dominó, ia sofrendo compulsivos embates fortes. Resultado: muitos gritos, muitos pisões, uma zaragata entre duas senhoras ao fundo, e... mais espaço!!!! YEEEAAAAHHHH!!!
Depois disto, tirei as primeiras conclusões interessantes da manhã: nem todos os acontecimentos menos bons resultam em algo totalmente desastroso...
No entanto... relembrei os motivos pelos quais não gosto de andar de autocarro...

Finalmente, o Metro!

Num instante estava em frente ao meu computador a trabalhar...
Fui buscar o primeiro café do dia para abrir a pestana.
Mal me levantei da cadeira, arrastei uma pilha de papéis que tinha acabado de ordenar para o chão, aos quais se seguiram umas canetas...
Apanhei tudo, respirei fundo, contei até 3 e lá fui buscar o café... Cheguei e o telefone tocava incessantemente. Corro para apanhar a chamada, tropeço num fio e entorno o café pela mesa! Fantástico!
Perdi a chamada, só tive tempo de levantar o portátil para que no meio de tanto caos não o acabasse por fritar em café...
OK, vejamos a coisa pela positiva mais uma vez: muitas das folhas ficaram ensopadas em cafeína! O trabalho vai concerteza ser MUITO mais produtivo! Quero acreditar nesta Tese, para contrariar a Antítese do meu dia...

Passados 15 guardanapos e 4 lenços de papel, acrescidos de uma limpeza ligeira com um pano húmido, tudo parecia voltar ao normal... Parecia...
A tarde já se aproximava do fim e o sono foi uma constante no dia ("tal como o Sonho é uma constante na Vida... "). Quando me preparava para desaparecer, soou mais um alarme... o IRS!!!! Damn!!!
O IRS!!!!! Deu erro.... E tenho de voltar a tentar submeter o ficheiro que entretanto gravei...
Não acredito... Tavez seja um problema do Mozilla vou tentar com o Explorer! A esperança voltou, e lá voltei ao computador...
Só mais 15 minutos quem sabe, e resolvo isto! Pois... começava a ser um Dejá-Vù... Passaram 45 minutos, e o filme da manhã regressára ao meu écran mental...

A noite já ia longa quando cheguei a casa... depois do atraso matinal, da corrida e do autocarro, do Metro, do café entornado, das folhas com cafeína, do IRS, e ainda o workshop de Make-up, o supermercado, e uma passagem no Casino a caminho de casa para ver uns amigos, estava outra vez pronta para adormecer...
Que dia...

Não sei o que passou mais depressa: se a noite anterior ou o dia que estava a terminar..

Love, 
Take Care.
Birdie.

Stress and the City, no YouTube

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