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Friday, October 01, 2010

The Number Ones of my Self

Mais um dia, mais um artigo.
Falta tempo para o fazer com mais rigor e cuidado - porque adoro palavras e é importante cuidar e fazer um bom uso destas.

Hoje... é o primeiro dia do mês de Outubro. E não podia deixar de escrever. Ideias, não faltam, mas hoje - dia 1 - o primeiro do mês e de um novo trimestre novinho a estrear - não podia ficar em branco ou ficar registado um tema banal ou, para variar, um texto virado para o meu umbigo (prometo que irão diminuir a pedido de muitos leitores - LOL -, do meu Bonsas, das teclas do meu portátil, do meu piercing - no umbigo, claro - e dos meus amigos que me conhecem bem e se queixam que assim, não têm nada de "novo" para ler).
Hoje, apesar de não ser mais um artigo de "umbigo"* - mas que não anda ainda muito longe... - é especialmente dedicado aos números Uns's da minha Vida.

[DICA: vão buscar os Kleenexs. - Adoro os de Menta!]

Todos nós temos lugares, pessoas, músicas, filmes, livros, momentos, viagens e uma infinidade de coisas, acontecimentos, atitudes, gestos e palavras que nos marcaram para sempre, que contribuiram em muito para quem somos hoje e em quem nos vamos tornando ao longo desta "Viagem".
Logo pela manhã senti uma inexplicável vontade de agradecer a todos os que mais me têm marcado ao longo do meu percurso - e me continuam a inspirar. Só depois, achei que faria até muito sentido escrever tudo o que tinha vontade de lhes dizer, hoje, já que são os meus "números uns de Vida", coincidindo com o facto de ser dia 1 do 10 (tirando o zero fica 1) e o dia 1 do último trimestre de 2010. Talvez seja uma coincidência... ou não, mas geralmente sigo o que o meu coração dita e - porque não corro muitos riscos - aqui estou eu para vos dedicar - em particular e com muito carinho - as próximas palavras.

Aos meus Pais...
Por todo o carinho, afectos, amor, dedicação, compreensão e apoio nos piores momentos, pela coragem para melhores dias, pelos abraços e apreço nas vitórias, pelos sábios e honrados valores transmitidos, pela partilha dos problemas e das dificuldades, pelo empreendedorismo, pela garra e pela forma como me mostraram como se luta na Vida a partir do nada, pelos risos, pelas lágrimas, pelas palmadinhas nas costas, as palmadas no rabiosque e repreensões agrestes, pela vida maravilhosa que me proporcionaram - viagens, livros, muitos sonhos, conforto, segurança, educação - e por tudo o que não me proporcionaram por pura inocência e desconhecimento, ensinado-me - sem o saber - que a Perfeição não existe, mesmo quando nos esforçamos ao máximo e focamos a nossa existência - quase que exclusivamente - no que é mais importante que tudo e todos na Vida.

À avó Olinda e ao avô Delfim, aos primos Paulo e Carla (adoro-vos, casal modelo), Pedro e André, à tia Ana e tio Ivo, tio Tomané e tia Idalina, à tia-avó Angêla (ausente, mas aqui dentro), aos tios-avós Serafim e Julieta (ausentes, mas lembrados), à D. Teresa, ao Bruno, Alice e Aníbal, à professora Maria Amélia...
Pela vosso acompanhamento ao longo da minha infância e adolescência. Por terem estado sempre tão presentes, pelos dias/anos de brincadeiras, zangas de primos/irmãos, pelos desafios, pelos amigos partilhados, pelas horas incansáveis e sacríficio para ver os meus vídeos intermináveis das viagens, pela vinda às minhas festas de aniversário, pelo carinho nas doenças, pelo interesse na escola, pela força em 8 anos nas aulas de orgão e solfeijo, pelos passeios de Jeep na costa alentejana, pelas trocas de músicas em cassetes de audio, pelas horas de conversa e partilha, pelas primeiras saídas à noite - com o Bruno e primos - pelas padarias com bolos e pão quente às 4:30 da manhã, pelos jantares, pelos livros, revistas, por me deixarem jogar horas a fio aquele jogo no Spectrum - Pijamarama - no qual era viciada, pelas primeiras dicas sobre o Windows numa época em que eu jurava a pés juntos que JAMAIS trabalharia com computadores... Ironias da Vida, não? :)
Pelos livros do Tio Patinhas, do Peninha, da Turma da Mónica, do Astérix e dos milhares de colecções de BD que me ias mostrando, Pedro, que só encontravas na loja ainda desconhecida algures no Chiado - BDMania. Pela companhia a ver desenhos animados: o Dr. Faísca, o Tom & Jerry, Tom Sawer, no País dos Rodinhas, os Barba-Papa, e muitos outros... Pela partilha - e pilhagem, também! - das bombocas, dos chocolates, das sandes com o "Coma com Pão", das guerras com garfos e facas atirados como se fossem lanças e que tanto estragaram as portas da casa dos avôs. Em especial ao Paulo, por nos deixares vestir-te com os meus bikinis para fazer anúncios do Taihti duche e os videoclips marados, sempre com a loucura fantástica do Tio Tomané. E lembram-se do "espectacular", de Viseu?? :))) O primo Jorge, a quem eu uma vez dei um estalo enorme no meio da praia depois de ele me ter coberto de areia?... Dias fantásticos.
Também um carinho muito grande ao Tio Tomané, que em muitas tardes de férias me chamava para o acompanhar à guitarra: ele tocava e eu cantava. :) E a ti, Paulo, mais uma vez, companheiro das minhas loucuras - e vítima, muitas vezes! - quando nos esgueirávamos tardes inteiras para uma das janelas que dava para as traseiras da casa dos avós para cantarmos à desgarrada a tarde inteira até acordar todos os vizinhos que poderiam estar a fazer a sesta! :))) E desculpa pelas vezes em que eu fingia sempre que me sentia mal, cada vez que ficávamos sozinhos em casa, e tu - muito aflito - não sabias o que fazer e ficavas meio em pânico. :)) Era a minha veia de actriz, desculpa. :))
Também pelos dias únicos e longos de praia, em que jogávamos Vólei até cairmos na água e continuarmos o jogo lá dentro! Brutal, partia todas as minhas unhas, mas era do melhor! E as "boleias" nas ondas? Era o nosso Body-board sem prancha, não? :))
Todos, mas todos vocês são muito, muito especiais na minha Vida. E têm sido muitos dos meus pilares de crescimento como pessoa e que muito contribuiram para quem sou hoje...

À tia Augusta, aos primos Manuel Carlos e Dulce,Jopê e Leonor e também às tias Adelaide, Adélia e ao tio João (ausente, mas sempre comigo), aos primos João, mas em especial ao primo Zé e prima Júlia (gosto muito dos dois)...
Pelos dias de praia, na Fonte da Telha, pelas saídas, pelos dias de mergulho e passeios de barco, pelas férias anos a fio em Isla Antilla, pelos amigos apresentados, pelas histórias, pelos debates, pelos almoços de família na cada da tia Augusta, em janeiro, com as maravilhosas vagens... Pelas viagens em conjunto, pelas conversas e interesse no meu percurso, pelas dicas em momentos decisivos... por tanto e por muito mais... são todos referências importantes na minha vida, na forma como cresci, como evoluí, pelos exemplos de atitudes e duelos com momentos difíceis na vida.

Não vou fazer referência aos amigos e alguns conhecidos que marcaram o meu percurso pessoal e profissional, porque são muitos que, talvez nem sonhem que fazem parte de mim, mas que são verdadeiros exemplos de vida, que estiverem comigo nos piores momentos e nem tanto nos melhores, por minha culpa. Desculpem as minhas ausências prolongadas, pelos meus altos e baixos, pelas minhas "fugas" - não de vocês, mas de mim...
Gosto muito de todos vós, são pessoas muito, mas muito especiais e por mais distantes que possamos estar, guardo-vos eternamente comigo...

E por último... há uma pessoa que foi e será sempre muito, mas muito especial. Uma referência que foi/tem sido, de uma importância fulcral... o pilar estruturante que vai muito além de Pais, família chegada, amigos, companheiro... Simplesmente porque tem desempenhado quase todos estes papéis. O Henrique. Um Professor que se tornou num grande amigo. A pessoa que mais me marcou na Vida.. por tudo e por tanto...
Pelos livros, pelas conversas, por me escutar em silêncio até eu quase perder a voz angustiada, por ter sempre uma palavra inspiradora que me levava a novos caminhos e a descobertas demasiado importantes para perder na Vida. Pelos abraços, pela partilha dos risos e das muitas lágrimas... Será que te posso chamar de meu "Gurú" Ocidental?... :)
Já te disse tudo isto nos olhos porque senti que era importante que soubesses tudo o que significas para mim, tanto quanto consegui traduzir em palavras, porque... a ti, Henrique, devo quase tudo o que sou hoje, o que sei, o que descobri, o que vivi. Abriste a minha janela para o Mundo, deste-me a mão e ensinaste-me a andar... e também me ajudaste sempre que caía... e se tive quedas aparatosas... Mas tu, estiveste, estás e estarás SEMPRE presente. Sempre.
Obrigada...


Love,
Take Care.
Birdie


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