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Tuesday, January 09, 2007

O "Abortar" da Consciência

A discussão sobre a Despenalização da Lei do Aborto, é por si só, um verdadeiro aborto.

Por uma razão muito simples: há uma "contra-informação voluntária" que aborta as mentes menos informadas, e nem com um "Cancel", "Abort Task", ou o típico "Reboot" a coisa lá vai... Formata-se! (isto é um aborto, não??)

A Igreja é clara, ao comparar o Aborto a um acto Terrorista, uma profanação do que de mais sagrado há: a Vida existente num embrião humano!

O Estado, Associações, e a população, dividem-se.
Uns apelam ao NÃO, promovendo a ideia de que esta Lei irá apenas favorecer o florescimento de Clínicas de Aborto, imaginando já, o grande negócio que poderia ser para alguns.

Outros, defendem o SIM, porque... porque SIM!
Porque querem estar ao lado das Mulheres.
Porque querem mostrar que são tão Liberais como outros países Europeus, onde esta Lei já vigora há muitos anos... E porque acham que a Mulher tem o direito de decidir sobre o seu Corpo, pesando as limitações em que incorre ao trazer uma criança ao Mundo.

Mas... afinal, fala-se tanto de respeito pela Vida, de Ética e dos Valores Morais, e... então o aumento dos maus tratos em Crianças? E as mortes causadas por estes maus tratos? E a falta de condições para ter filhos, nas Sociedades de hoje?...

Será melhor que, a favor da Moral e dos Bons Costumes, da Ética Social, e dos Valores Religiosos, se coloque no Mundo um ser-humano quando não há condições psicológicas, sociais, financeiras, ou morais, para tal? Alguém se questiona sobre isto?
E depois de nascer? Como vai ser o Vida daquela criança?...

Para terminar... num Estado Democrático, em que cada cidadão tem a liberdade de agir sobre si próprio, numa Sociedade do Sec. XXI com acesso a informação, quem é que ainda tem a leviandade de pensar que, por se responder NÃO a esta Lei num referendo, se termina de vez com os Abortos Ilegais, com os casos infelizes de Mulheres que, por escassez financeira e sem condições de praticar o aborto em segurança, terminam mortas na cama de uma qualquer clínica de "vão de escada"?

Caros... chega de Hipocrisia!
Sejamos honestos, porque falamos de uma coisa muito séria. Falamos de Vida! Não de morte!
"Abortar" a Lei do Aborto, é salvar a Consciência Moral de uma Democracia Hipócrita, é compactuar com um Poder Religioso Cego, Surdo e Mordaz. É abortar o Respeito pela Consciência Individual e a Igualdade entre Cidadãos.

É Abortar o respeito pela VIDA!

1 comment:

Anonymous said...

Gosto muito de ver estas opiniões um tanto ou quanto descuidadas. Antes de tirar conclusões sobre isto ou aquilo, convém relembar por onde tudo começa. Não se deixem desviar pela religião ou pelos interesses de quem pode ganhar dinheiro com a aprovação da lei. Isto é uma questão de cultura, ou melhor, má cultura.
Quere-se a aprovação da lei porque dá muito trabalho usar um preservativo... Quer-se a aprovação, porque no calor de uma noite, ninguém está para travar aqueles momentos quentes... Toda a gente sabe como se faz um filho, não há desculpa possível para por termo a uma vida tendo como justificação a irresponsabilidade pessoal.Quere-se a aprovação da lei porque as pessoas adoram poder fazer o que querem e quando querem. Claro que se pode chamar a isto liberdade, mas recorde-se que esse é um bem que nós, portugueses em geral, tendemos a não fazer por merecer.
A questão do aborto é também, e sobretudo, uma variável política. Já houve um referendo que negou esse suposto “direito”. E nesse referendo ganhou o Não porque quem defende o Sim, revelou uma vez mais, a preguiça que tanto o acompanha, noutros momento da vida, na hora do voto. E agora, porque politicamente se justifica e porque quem não se dignou a exercer o seu dever há alguns anos atrás já se arrependeu de não o ter feito, quere-se refrendar novamente esta questão. “Pá e tal, na altura pensava que não era preciso votar, mas tou a ver que afinal convém. Por isso, venha novamente o referendo. Não pode é ser no Verão para não perder um dia de praia...”
A prova de que o referendo não devia existir é a de que a maioria em Portugal vai concerteza votar Sim. Ora, como todos sabemos que a maioria em Portugal opta sempre pelo pior (vejam-se os programas mais vistos na TV, por exemplo, ou o futebol), é lógico e óbvio que não é uma boa lei para se aprovar.
Outro ponto importante, que ninguém parece lembrar-se, tem a ver com as doenças sexualmente transmissíveis. Em frança, por exemplo, desde que a lei foi aprovada que a SIDA disparou. Mas isso é um pormenor, não vamos agora pensar em consequências... não é da nossa cultura pensar no que pode originar as nossas opções.
Ah, já agora, se alguém fala no dinheiro que as clínicas vão passar a ganhar com isso, então também não pode dizer que é uma questão de dinheiro a que leva as pessoas a fazerem o aborto. Não quero dizer que sai mais barato criar uma criança, mas concerteza que será mais barato usar uma “camisinha” como dizem os brasileiro.

Zé ninguém

Stress and the City, no YouTube

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