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Sunday, January 21, 2007

Love is in the... Wireless!

Há uns dias atrás, estava em frente ao computador a concluir um trabalho com três colegas. Tratava-se de um artigo sobre as novas formas de usufruir do tempo a dois.

Numa sociedade cada vez mais dinâmica e competitiva, onde se tenta combinar num shaker de emoções, a gestão dos prazos escassos, os compromissos sociais, o acompanhamento dos filhos, a casa, compras, família e amigos, e o "nosso" tempo,
torna-se difícil digerir este Mix Urban-Tech.

Já que a mobilidade suga por completo as barreiras entre espaço de trabalho e espaço pessoal, onde fica afinal... o Romantismo? Ainda há espaço e vontade para se ser Romântico? E se há, como é o Romantismo do século XXI?


O Romantismo foi um movimento artístico e filosófico que surgiu na Europa nas últimas décadas do século XVIII, tendo perdurado uma grande parte do século XIX.
Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao racionalismo.
Mais tarde, o Romantismo passa a designar toda uma visão de mundo centrada no indivíduo. Os autores românticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e desejos de escapismo.

Se o século XVIII foi marcado pela objectividade, pelo Iluminismo, e pela razão, o início do século XIX seria marcado pelo lirismo, pela subjetividade, pela emoção e pelo "Eu".
E foi neste ponto que questionei as minhas colegas, que partilhavam entre si alguns dos precalços das suas relações pessoais.
Ainda acreditam queespaço para o Romantismo? Ou este transformou-se numa daquelas peças de "roupa velha" que colocamos no Baú e deixamos de usar porque caiu em desuso?

As opiniões dividiram-se...
Curiosamente, a mais irreverente de todas, demonstrava afinal ser a mais romântica, enquanto que a tida como mais conservadora, se mostrou bem mais "apática" em relação a certos comportamentos mais "amorosos", considerando-os até um pouco ridículos e antiquados... Por exemplo, o celebrar um aniversário de namoro, um jantar romântico com troca da prendas, oferta de flores... etc.

Com as hostes divididas, optei por lançar mais umas "achas" para a fogueira, e coloquei uma outra questão... Sabendo que ambas trocam SMS's matinais com as respectivas caras-metade, perguntei como "arrumavam" este tipo de... "comunicação amorosa": no baú cheio de roupa demodé, ou num eventual gesto de "romantismo do Sec. XXI" ?
E as trocas de emails?... E os postaizinhos virtuais? E a troca de sinais no msn?...

Serão estas as novas formas de demonstrar ao outro o quanto se gosta? Será que o Romantismo se pode medir pelo número de SMS's trocados pela manhã, ou pelas pequenas discussões quando o outro nao responde à mensagem no messenger? Ou pelo cartão virtual esquecido, frustrando o outro porque se sente o único a não ter nada para colocar no seu Desktop no dia de S. Valentim? E sem esquecer o envio daquela música especial, em MP3...
Fez-se silêncio por alguns instantes e, pouco tempo depois, demos uma valente gargalhada.
Desta vez, houve unânimidade...

Afinal, o Romantismo veio para ficar...
Podem não existir flores naturais. Podem não existir caixas de bombons enfeitadas com laçarotes gigantes em tom de amarelo metalizado, ou ursinhos de "pelúcia". E podem até nem existir jóias ou viagens... Mas o mínimo, o mínimo tem de existir!

Uma troca de Bites & Bytes amorosos, onde até os confusos algoritmos frios e impessoais se tornam, por momentos, nos mensageiros de todas as emoções e dos sentimentos humanos mais profundos...

Definitivamente, Love is in the Air, e é cada vez mais Wireless! ;)

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Stress and the City, no YouTube

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