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Wednesday, April 16, 2008

A Cocoon Day Trip...

Ouço ao fundo um barulho intermitente, miudinho e irritante que lentamente me desperta o nível do Consciente da mente adormecida. Não quero acreditar... Amanheceu! Ou melhor, o Sol está quase a rebentar no horizonte. Vislumbro a linha do Tejo de forma pouco nítida... Mal consigo abrir os olhos.
Não é possível que a noite já tenha passado!?!

Dirijo-me para o Despertador nº2 - um daqueles despertadores antigos mini-size, verde-alface, tão pequeno que ainda me faz pensar como é possível que consiga reproduir aquele som estridente e terrível. Deixo-o afastado da cama de propósito, porque só assim me consigo levantar...
Que alívio! Desliguei o Verme, olhei bem para os ponteiros e definitivamente: não havia engano. Estava na hora de me levantar...

Pensei que só mais uns 15 minutos não iriam afectar o meu ritual matinal... se não fosse o facto de em vez de 15 terem passado quase 45 minutos...
Acordei de repente com o barulho de trânsito tardio. Quando olhei para o telemóvel perto da cama, saltei apressada e... fiquei mais verde que o meu pequeno Verme nº2!
Voeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei!!!! Literalmente!

Duche
à velocidade de chuva intensa, vestir várias peças de roupa em simultâneo ao mesmo tempo que vou andando pela casa para tentar chegar ao estúdio,
(não aconselho a experiência, é devastadora...) onde ainda tenho cumprimentar o Looney e dar a primeira paparoca do dia.
Corro para cozinha onde num movimento rápido abro e fecho o frigorífico para levar a dose de fruta do dia, enquanto engulo apressadamente o chá e uma fatia de Prokorn.

Detesto começar o dia a correr, quando ainda mal abri os olhos. Detesto acordar assim, com a sensação de que o Tempo me escorre pelos dedos como água! Detesto! E fico mal disposta!! Sim, fico! Com mau-feitio, chata, e é um daqueles dias de "não me digam nada!".

Ok, finalmente, não sei como, consegui! estou atrasada 20 minutos, recuperei algum tempo, mas... a sensação de "Urgência - Red Alert - SOS!" não diminuiu.
Despeço-me do Looney em voz alta - como se ele me conseguisse ouvir do fundo do aquário... - e saio porta-fora onde entre as duas voltas da chave na porta e o colocar os plásticos no Eco-Ponto do piso (hoje é o dia de Plásticos), chamo o elevador para não desperdiçar mais tempo.

Entro
, e desço a uma velocidade ligeira onde só falta a colectânea de musiquinha irritante com canções do Stevie Wonder, melodiosamente tocadas por um computador descaracterizado, sem voz, que reproduz um estilo meio Easy-Listening... Defendo-me desta "imagem sonora" (ou pavorosa) e puxo do meu iPod.
Saio do elevador já a debitar uma das minhas playlists favoritas, e recomeço a corrida!
É ele!!
é ele!! Já lá vem!! Corro, corro, corro, e lá consigo entrar no 28 completamente atolado - porque já é mais tarde. Está a rebentar pelas costuras, mas entrei! Vou completamente esmagada contra a porta, mas consegui!! Vitória!! Yuuupiiiiiiiiiiiii!!

Comecei a dissecar um pouco melhor o lugar onde me encontrava. Espera lá: estas portas abrem para dentro... para onde vou ser "atirada" na próxima paragem????? AAARRRGH!!!!
Comecei a sentir falta de ar, estava quase a sufocar! Porque raio não abrem uma única janela no autocarro???? Além da mescla de cheiros, falta-me o ar!!! Há gente a mais, para tão pouco ar!!! SOCORRO!! Tirem-me deste filme!
Foi neste momento que o autocarro fez uma travagem brusca! Senti um forte embate de costas na dita porta do autocarro, ao mesmo tempo que fui projectada para cima de um monte de gente, que em jeito de dominó, ia sofrendo compulsivos embates fortes. Resultado: muitos gritos, muitos pisões, uma zaragata entre duas senhoras do fundo, e... mais espaço!!!! YEEESSSSSSSSS!!!
Depois disto, tirei as primeiras conclusões interessantes da manhã: nem todos os acontecimentos menos bons resultam em algo totalmente desastroso...
No entanto... relembrei os motivos pelos quais não gosto de andar de autocarro...

Finalmente, o Metro!

Num instante estava em frente ao meu computador a trabalhar...
Fui buscar o primeiro café do dia para abrir a pestana.
Mal me levantei da cadeira, arrastei uma pilha de papéis que tinha acabado de ordenar para o chão, aos quais se seguiram umas canetas...
Apanhei tudo, respirei fundo, contei até 3 e lá fui buscar o café... Cheguei, e o telefone tocava. Corro para apanhar a chamada, tropeço num fio e entorno o café pela mesa! Fantástico!
Perdi a chamada, só tive tempo de levantar o portátil para que no meio de tanto caos, não o acabasse por fritar em café...
OK, vejamos a coisa pela positiva mais uma vez: muitas das folhas ficaram ensopadas em cafeína! O trabalho vai concerteza ser MUITO mais produtivo! Quero acreditar nesta Tese, para contrariar a Antítese do meu dia...

Passados 15 guardanapos e 4 lenços de papel, acrescidos de uma limpeza ligeira com um pano húmido, tudo parecia voltar ao normal... Parecia...
A tarde já se aproximava do fim, e o sono foi uma constante no dia ("tal como o Sonho é uma constante na Vida... "). Quando me preparava para desaparecer, soou mais um alarme... o IRS!!!! Damn!!!
O IRS!!!!! Deu erro.... E tenho de voltar a tentar submeter o ficheiro que entretanto gravei...
Não acredito... Tavez seja um problema do Mozilla vou tentar com o Explorer! A esperança voltou, e lá voltei ao computador...
Só mais 15 minutos quem sabe, e resolvo isto! Pois... começava a ser um Dejá-Vù... Passaram 45 minutos, e o filme da manhã regressára ao meu écran mental...

A noite já ia longa quando cheguei a casa... depois do atraso matinal, da corrida e do autocarro, do Metro, do café entornado, das folhas com cafeína, do IRS, e ainda o workshop de Make-up, o supermercado, e uma passagem no Casino a caminho de casa para ver uns amigos, estava outra vez pronta para adormecer...
Que dia...

Não sei o que passou mais depressa: se a noite anterior ou o dia que estava a terminar...


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