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Monday, February 05, 2007

Amizades Descoloradas...

Hoje encontrei-me com J., novamente.
É bom começar a semana com pessoas assim...

O tempo voou, com sempre... Em pleno coração alfacinha, entre um Verde de Jasmim e um Verde Menta, um travo triste de desilusão e impotência pairava sobre a mesa, como tema de conversa.

Porque razão continuamos a amar os que nos tratam mal? Porque razão, continuamos amigos, mesmo de quem nos humilha, nos puxa o tapete, ou se esquece que existimos?

Bem... porque somos amigos!
Porque existe uma relação longa e uma partilha de Vida com aquelas pessoas, que já fazem parte do nosso círculo de amizades há anos.

É justo dizer a verdade. Como amigos que somos, devemos conversar quando algo não está bem. Pedir desculpa quando somos injustos, frios, quando nos esquecemos.
Devemos dar a conhecer quando nos sentimos magoados pelo outro. Porque infelizmente, a maioria das pessoas nem pensa no que diz ou faz, pelo que, não há uma clara intenção de "maltratar" o outro. Simplesmente, foram "programados" a responder assim, a comportarem-se assim, face a determinadas situações.

Mas o que fazer, quando sentimos que... não há mesmo nada a fazer?
Desistimos da pessoa?... Viramos costas e ficamos fechados na nossa conchinha para não sofrer?...

Não sei...
Aposto que cada caso é um caso, mas... é difícil estar sempre do lado que mais sente, porque se pensa muito... e se sente ainda mais. E há dias em que nos magoamos a sério!

É uma batalha dura e injusta entre o nosso mundo, repleto de sensibilidade e cuidados com os outros, e o mundo de alguns que, por mais que se esforcem viveram sempre num ambiente frio, competitivo, desconfiado e... cinzento, onde já não mora nenhum pulsar do "Eu Criança".

Mas fazendo o balanço... continuo a achar que vale a pena ser como somos, J.
Apenas teremos de ir baixando a fasquia das nossas expectativas,em relação aos outros. E tudo o que venha a mais... será uma admirável surpresa!

Podemos sofrer um pouco mais. Mas o Mundo de cada uma de nós, o nosso "Eu", alimenta-nos a Alma e os sentidos, vibrando e captando, também, com uma sensibilidade única, tudo o que de melhor nos rodeia.

Eis a grande recompensa do Universo...

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