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Saturday, April 18, 2009

Quando Recomecei a Encontrar uma Pequena Luz...

This is what I've decided to do with my life, from now on.
Thank you to the amazing person that share his beliefs with me...

"What I think is, it`s never too late... or, in my case, too early, to be whoever you want to be...
there`s no time limit, start anytime you want... change or stay the same...
there aren`t any rules... we can make the best or worst of it...
I hope you make the best... I hope you see things that startle you. Feel things you never felt before.

I hope you meet people who have a differente point of view.
I hope you challenge yourself.
I hope you stumble, and pick yourself up.
I hope you live the life you wanted to... and if you haven`t, I hope you start all over again..."


From, Benjamin Button film.


Sunday, April 12, 2009

A recaída

Eu sabia que não devia ter fumado aquela cigarrilha. Foi no dia 7 de Março no casamento da minha irmã. A culpa foi do álcool que acabou por pensar por mim.

A verdade é que sou um adicto da nicotina por mais que me custe aceitar. O tabaco é uma droga e para mim funciona como uma droga. Há que assumir e dizer as coisas com frontalidade. Basta-me dar uma passa e estou novamente agarrado. O processo até começar a fumar novamente com regularidade pode até durar meses a acontecer, mas uma vez experimentado está aberto ao cérebro o precedente para continuar.

Nos dias que se seguiram ao casamento não mais fumei. Umas semanas depois fui jantar a casa de uma amiga que me perguntou se eu ainda fumava. Estava-lhe a apetecer um cigarro e não tinha. Disse-lhe que não fumava há alguns anos mas que se houvesse uma cigarrilha marchava. Ela lembrou-se que tinha um charuto algures guardado de um casamento em que fora. Terminámos a noite a rodar o Monte Cristo por mais de uma hora enquanto recordávamos o nosso passado e partilhávamos as ideias para o nosso futuro.

Depois vieram mais alguns jantares em casa de outra amiga. Essa sabia que era fumadora e para não ficar atrás fui preparado. Levei uma caixa de cigarrilhas para mim. As que sobraram ainda duraram uma semana. Primeiro eram só para depois do jantar, depois já só eram para depois das refeições e uns dias mais tarde também já havia espaço para elas para depois da queca.

Depois veio o concerto dos Milion Dollar Lips. Tinha-me esquecido de comprar cigarrilhas e ainda por cima podia-se fumar lá dentro. Cravei alguns cigarros e no dia seguinte já tinha comprado um maço de Marlboro.

Fui confrontado diversas vezes pelo meu filho que me dizia: “tás viciado outra vez pai!” e eu limitava-me a dizer que não, que estava tudo controlado. Há alguma coisa mais triste que ver um filho a reprimir-nos e sabermos que ele têm razão?

Foi aí que parei e pensei na merda que estava a fazer e no que a minha vida se estava a tornar. Afinal de contas, como um toxicodependente começara de mansinho nas cigarrilhas e preparava-me agora para as doses diárias dos cigarros.

Perdi o sentido de humor. Cheiro mal. O cheiro nauseabundo entranha-se na minha roupa, nos meus cabelos e nos meus poros. Já não tenho a resistência da semana passada e começam-me a aparecer os primeiros sinais de catarro. Com tudo isto chegou também a frustração e o sentimento de culpa. Eis a miséria humana espelhada no meu Ser. Como eu me odeio!

Porém, quando tudo parece estar perdido aparece sempre alguém para nos dar a mão. É neste momento que acreditamos nas coincidências. Sem saber de nada ontem uma amiga minha convidou-me para ir com ela tirar um curso de mergulho.

Nem é tarde nem é cedo. Para purificar a alma e o corpo não deve haver nada melhor que submergir no fundo do mar com uma botija de oxigénio e dislumbrar cardumes de peixes que ingenuamente desconhecem os malefícios do tabaco. Aceitei.

Preciso de voltar à vida que tinha antes da Páscoa. Afinal de contas sou um tipo que corre 5 km todos os dias, fiz a mini-maratona em 46 minutos e jogo ténis todos os sábados. Já para não falar do ski, dos patins em linha, da bicicleta e de outras actividades que tenho vindo a praticar.

Com o fim da Páscoa tudo vai voltar ao normal e tal como Cristo vou ressuscitar para a vida após uma ausência de um mês.

No fim deste texto vou fumar o último cigarro e preparar-me para a ressaca que aí vêm.


Friday, April 10, 2009

Uma história mal contada

Todos nós sabemos que quem conta um conto acrescenta um ponto. Temos esse exemplo prático quando vamos à padaria e desabafamos com a padeira em como nos dói a cabeça e depois, após um mês de férias nas Caraíbas, ficamos surpreendidos quando regressamos ao bairro e verificamos que muitos dos vizinhos nos julgavam mortos com um qualquer tumor cerebral.

Se há histórias mal contadas a do cristianismo é uma. Nunca me convenceu por uma razão muito simples: a do longo tempo que nos separa desse acontecimento.

Numa altura em que não havia o recurso ao registo digital, as façanhas eram escritas, traduzidas, rescritas ou verbalizadas de geração em geração.

Com os cybertextos e as e-textualidades de hoje em dia essa história seria seguramente diferente. Não haveria espaço para técnicas como a do “cadáver esquisito” onde cada um vai acrescentando palavras ou imagens sobre uma primeira proposta da história e através do seu Tempo e da sua Cultura, vai fazendo e seguirá a fazer a sua participação na obra colectiva.

Numa altura como esta da Páscoa em que se comemora a ressurreição de Cristo e a vitória sobre a morte, importa para mim não dissertar sobre essa história mal contada mas ver o lado romântico da coisa.

Acreditar que Jesus esteve reunido com os seus apóstolos no Getsemani na noite anterior à sua morte, e que terá entrado em agonia, ao ponto do seu suor se tornar em gotas de sangue que escorreram pela terra é demasiado figurativo e simplista para a minha mente romântica.

Pois então o que falta para tornar esta história mais romântica e comovente ainda? Falta música, dramatização e profundidade nas palavras de Cristo que só 1973 anos depois foram finalmente conseguidas pelas mãos de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice na magnífica interpretação de “Gethseman” por Ted Neeley (1943).

Nesta Páscoa sugiro que se deixem de ovos de chocolate e amêndoas e rumem até ao vídeo clube, não para alugarem a Paixão de Cristo do Mel Gibson mas a Ópera Rock Jesus Chrisr Superstar.

Trinta de cinco anos depois do lançamento do filme eis que surge novamente Ted Neeley, mais velho e mais poderoso. Desta feita em teatros, numa das mais soberbas interpretações de Cristo que eu me lembre.

Se quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto, retirando, por vezes, verdade ao conto, neste caso pode-se dizer que quem interpreta uma música acrescenta-lhe o que lhe vai na alma. A mesma música a mesma letra mas com o poder de mais anos em cima. Quase os mesmos com que Cristo morreu.

Com Cristos assim quase que apetece ir à missa.



Ted Neeley - Gethsemane - Jesus Christ Superstar (2008)




Ted Neeley - Gethsemane - Jesus Christ Superstar (1973)

Sunday, April 05, 2009

Somewhere...

"I walked across an empty land
I knew the pathway like the back of my hand
I felt the earth beneath my feet
Sat by the river and it made me complete
Oh simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

I came across a fallen tree
I felt the branches of it looking at me?
Is this the place we used to love?
Is this the place that I've been dreaming of?

Oh simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

And if you have a minute why don't we go
Talk about it somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?

Oh simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

And if you have a minute why don't we go
Talk about it somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
So why don't we go

This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?
"

Thursday, April 02, 2009

My Bubble...

Sometimes I feel I'm losing my track as if suddendly all the ground beneath my feet got lost in space... And I'm standing inside a bubble going up and down trying to figure out what's going on with my ground and how will I get out from this stage that is holding my life for ages... trying to figure out why things aren't just a little bit more easy once in a while?...

Why is everything always so difficult along my way?... I'm tired of so many stones...
I need to fly... Please, let go off my wings and let me fly away from here... Let me reach my Sunscreen and taste a little bit of happiness and love... Then, I can die and come back one day, again... Less hurt then today...

Stress and the City, no YouTube

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Countries & Cities Where I've Been.