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Friday, October 27, 2006

Mar Adentro... en Busca de Vida.

Dedico este poema lindíssimo, de uma das faixas da Banda Sonora do filme "Mar Adentro", de Alejandro Amenábar, a todas as "flores" que ainda existem nas "áridas Urbes".
Em particular, a uma flôr: a do Jasmim...

"Poema*

Mar adentro, mar adentro.
Y en la ingravidez del fondo
Donde se cumplen los sueños
Se juntan dos voluntades
Para cumplir un deseo.

Un beso enciende la vida
Con un relámpago y un trueno
Y en una metamorfosis
Mi cuerpo no es ya mi cuerpo,
Es como penetrar al centro del universo.

El abrazo más pueril
Y el más puro de los besos
Hasta vernos reducidos
En un único deseo.

Tu mirada y mi mirada
Como un eco repitiendo, sin palabras
"más adentro", "más adentro"
Hasta el más allá del todo
Por la sangre y por los huesos.

Pero me despierto siempre
Y siempre quiero estar muerto,
Para seguir con mi boca
Enredada en tus cabellos."

por: Ramón Sampedro ("Mar Adentro" Original Soundtrack Film)

Mais sobre o filme

Mais sobre a Banda Sonora

Thursday, October 19, 2006

A Desculpa, Não é Mais do Que um Remendo do Erro...



Dói muito, quando nos magoam. Mais do que quando nos arranhamos numa corrida de bicicleta, do que um escaldão de praia, ou até mesmo, quando nos cortamos sem querer, numa folha de papel.
Quando nos sentimos "amachucados" por dentro, as feridas são mais difíceis de curar...

No entanto, quando magoamos alguém, e sem ter qualquer intenção de o fazer... também nos magoamos. E muito.
Primeiro, porque não havia qualquer intenção de ferir. E depois, porque é alguém que nos diz alguma coisa, alguém sensível que está sempre disposto a ouvir-nos, nos bons e nos maus momentos.

Esta semana, uma sucessão de acontecimentos e algumas distracções, fizeram com que magoasse uma pessoa que não merece, de todo! Fui injusta, aérea, e tive muito pouco discernimento, no que respeita às minhas acções.

Este texto, é para o Manel.
O Manel é muito mais do que um simples "transístor" sensível e essencial ao iPod, entre muitos outros aparelhómetros... É mais sensivel do que qualquer transístor. Não dá Música... felizmente. Mas o Manel é frontal, sincero, e muito amigo.


Desculpa, Manel.
Sem querer ser eu a "dar música", não pude deixar de lembrar a letra de uma canção dos ColdPlay, da qual gosto muito...


FIX YOU

When you try your best,
but you don't succeed
When you get what you want,
but not what you need

When you feel so tired,
but you can't sleep
Stuck in reverse

When the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

High up above or down below
When you too in love to let it go
If you never try you'll never know
Just watch and learn

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

Tears stream down your face
When you lose something
you cannot replace
Tears stream down your face
And I...

Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I...

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

Wednesday, October 11, 2006

A Winter in London - Part I

Saiu de casa, ainda era noite.

O ar era frio, terrivelmente ventoso e agreste.

Mas Kate, nem o frio sentia, de tão gelada a sua Alma que tristemente vagueava pela manhã ainda escura, de mais um dia de Inverno.


Num passo apressado em direcção ao Metro, pensava na Vida...
Por vezes, a Vida anda às voltas, como as folhas de Outono em dia de Ventania.


Há momentos que não se conseguem explicar...

E à medida que ia descendo degrau-a-degrau a escadaria longa do túnel do Metro, Kate

esforçava-se por elevar a moral, tentando convencer-se de que tudo teria uma razão de ser.


Pela primeira vez na Vida, não sentia o Stress de chegar a horas a lado algum...

Olhava para o formigueiro de pessoas que àquela hora já circulava pelas ruas com ar de Almas penadas. Ela era mais uma, apenas, com uma diferença: aqueles rostos apagados de Vida, tinham para onde ir. Seguiam uma rotina qualquer, iam ao encontro de uma qualquer função que lhes permitia sobreviver na Grande Cidade.

A ela, restava-lhe observar a rotina alheia e sobreviver ao vazio da sua rotina.

Fechou e abriu os olhos rapidamente, para tentar perceber se estaria ainda a dormir... Mas não!

O estrondo causado pelo abrir das portas da carruagem, trouxe-a de novo à sua realidade.

Entrou, empurrada e apertada contra outros corpos inertes que se quedavam para onde calhasse, e deixou-se ir... embalada pelo correr da carruagem nos longos e velhos carris da Bakerloo Line.


Recorda-se de quando apanhava aquela linha para ir para a City. Sempre apressada, gostava daquele momento da manhã. Ao contrário da maioria dos seus “companheiros” de viagem, era raro acordar mal-disposta e o facto de adorar o seu trabalho fazia com que se sentisse bem consigo mesma.

Os colegas admiravam a sua energia e o ar bem-disposto e brincalhão, logo pela manhã, sem descuidar a postura profissional e atenta. E adoravam os pequenos mimos com que Kate muitas vezes os saudava. Um bolo fresquinho e chá com leite, para os técnicos do estúdio, fruta e flores para a sala que partilhava com outros colegas da redacção, enfim... pequenos gestos a que já se tinham habituado e tão característicos da simpatia que irradiava e que herdara da sua Mãe, uma médica Americana que, em trabalho, acabou por conhecer e se apaixonar por um jornalista Escocês. Uma mistura algo explosiva para qualquer Inglês, mas que Kate com muito savoir faire conseguia contornar.


Entre um livro ou uma revista, gostava por vezes de simplesmente observar pelo canto do olho as “personagens” ao seu redor, durante a viagem pela rede de Metro londrina.

Mas agora... nada capta a sua atenção. Sente a Alma baça, vazia, e distante.

Mal podia acreditar. Com o olhar rígido e fixo no nada, sentia o calor das lágrimas que começavam a escorrer pela sua face meia sardenta.

Dez anos da sua Vida... Dez anos... Dez anos reduzidos a uma assinatura “cordial”, somada a uma carta de estima e recomendação pelo seu trabalho e competência exemplares, para lhes subtrair o peso na consciência. Meras contas de somar e sub(trair) expectativas, sonhos, e uma aposta de Vida.


Absorvida pelos seus pensamentos e por uma certa amargura, Kate saiu na última estação.

Subiu pelas escadas rolantes até à superfície...

Lá fora, a mesma agitação do trânsito, das pessoas, e o ar agreste e frio que parecia puxar-lhe todas as lágrimas ainda contidas nos seus grandes olhos verdes.

Pela primeira vez na Vida, não sabia onde estava... e muito menos para onde a levava a Ventania de Inverno.

O choro de uma criança levou o seu olhar até à montra da BlackWells, onde a capa de um livro sobressaiu de imediato - SPRING, de Emily-Jane and Hills Orford.

Um amigo já lhe tinha falado naquele livro. Era sobre as Quatro Estações, de Vivaldi. E cada uma das Estações do Ano retratava uma história.
Kate entrou na livraria, e procurou o livro. Ao ler o prefácio deste, percebeu que a história se centrava numa talentosa Violinista e num segredo que existia dentro do seu Vilolino que apenas ela e a sua Mãe conheciam.

Mas, não sabendo bem como, o segredo foi descoberto. E o livro conta o seu percurso de vida, a forma como sobreviveu e cresceu com o que de bom e mau a vida lhe trouxe, onde cada estágio da vida é representado por uma Estação do Ano.

Transportando a sua vida para esta história, Kate sentiu que talvez estivesse a atravessar o seu próprio Inverno. Tinha de acreditar que a seguir, haveria sempre uma Primavera...Comprou o livro, e saiu.


Na rua, as últimas folhas das árvores caiam com o Vento gelado que se mantinha. Kate apanhou uma folha linda, em tons de castanho-acobreado e guardou-a junto das primeiras páginas do seu livro...

Wednesday, October 04, 2006

Dias Assim... E Dias Assim-Assim.


dias assim... Há dias assim-assim...
Dias em que tudo se move em câmara lenta... como se pudessemos congelar o tempo, enquanto nos abstraimos da realidade e penetramos nos nossos pensamentos mais profundos... para o melhor e para o pior.

dias em que somos Tudo.
O Vento revolta-nos o cabelo e sentimos que podemos voar! A luz do Sol na face acende-nos o coração e desperta-nos para novas sensações. O frio que nos faz tremer o queixo, conduz-nos à busca de um aconchego e a saboreá-lo da melhor forma. Os cheiros dos sitios por onde vamos passando, mais ou menos agradáveis, são o perfume do momento, e remetem-nos para mil e uma paragens...

São dias em que olhamos para as coisas de uma maneira diferente... mais contemplativa, pura e apaixonada, de uma forma mais serena... como se quisessemos guardar na nossa memória aquele momento, aquela imagem para sempre... Porque nos faz feliz.
Dias em que a nossa essência transborda e se eleva através dos músculos, dos ossos, da pele, e irradia o que de melhor há em nós. E assim, apetece-nos dar mais aos outros... aos colegas, aos amigos, aos familiares, e até aos estranhos que por nós passam.

Há também os dias em que nos sentimos... Nada.
Não há nadafora... porque não nos sentimos por dentro.
Assim, o Vento assobia-nos ao ouvido, mas nem sequer o escutamos. O Sol brilha e acompanha-nos no caminho, mas apenas sabemos que é dia, porque há uma luz banal, sem brilho, que nos empurra para mais um dia de rotina pura... O Frio, arrepia-nos a espinha, e faz brotar lágrimas dos olhos, encolhendo-nos ainda mais no nosso Mundo, endurecendo o coração gélido
. Os Cheiros, são indiferentes... simplesmente passamos por eles, e nem nos apercebemos o que os distingue...

São dias assim-assim. Dias em que não olhamos, não conseguimos nem queremos ver nada nem ninguém. Viajamos numa nebulina espessa impossível de se atravessar, bloqueando a entrada do Mundo à nossa volta...
E ali ficamos... Isolados... Distantes! Do bom e do mau.

Dias em que sofremos porque fomos magoados. E sangramos... Dias em que achamos que nunca mais nos entregamos a ninguém, porque o Egoísmo é sempre mais forte, e acaba por nos trespassar a Alma e derramar lágrimas de dor...

dias... Assim. E dias Assim-Assim...

Stress and the City, no YouTube

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