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Sunday, July 24, 2011

Não Tive Tempo

Não tive tempo para lembrar, mas lembrei.
Não tive tempo para chorar, mas chorei. 
Não tive tempo de disfarçar, mas disfarcei.
Não tive tempo de te amar, mas amei.
Amo.


For you I was a flame
Love is a losing game
Five story fire as you came
Love is a losing game


Why do I wish I never played
Oh, what a mess we made
And now the final frame
Love is a losing game


Played out by the band
Love is a losing hand
More than I could stand
Love is a losing hand


Self professed, profound
Till the chips were down
Know you?re a gambling man
Love is a losing hand


Though I?m rather blind
Love is a fate resigned
Memories mar my mind
Love is a fate resigned


Over futile odds
And laughed at by the gods
And now the final frame
Love is a losing game


Amy Whinehouse



- Posted using BlogPress from my iPhone

Wednesday, July 13, 2011

A Persistência do Bambú

Ao longo da minha vida, tive o privilégio de conhecer pessoas que me marcaram. Não são muitas, mas as suficientes. E outras estarão para vir, por certo, se o Universo assim o entender. 

Estas marcas que perpetuam e despertam a alma, nascem por um de dois caminhos: pela positiva ou pela negativa. Mas mesmo estas últimas, deixaram um lastro de energia positiva que me permitiram um reforço da espinha dorsal, relançaram-me para novas perspectivas e me fizeram subir mais uns degraus na tal "experiência de vida", que  - dizem - nos vai tornando em seres mais maduros, tolerantes e com maior capacidade de escutar o outro.

Mas há seres-humanos verdadeiramente brilhantes e ao mesmo tempo... capazes de partilhar a sua luz mais vibrante com os demais, com a maior naturalidade. 
Há muito tempo que não encontrava ninguém como ele. Inesperado, contundente, vivido e experiente, com muitas marcas, mas esvaziado de feridas, sem nada a provar, correndo muitos riscos, mas sem medo. Um homem que arrisca a vida para denunciar a maldade, a mentira, a injustiça e a impunidade dos que se têm em conta de Homens ser.

Ao longo de três dias intensos de partilha, de confronto, de sensibilização - como ele gosta de dizer - mas também com muito daquele humor que nos faz pensar, o Rui partilhou uma das coisas - aparentemente simples - que não se ensina na escola, não se aprende (facilmente) nos livros e na esmagadora maioria dos casos, nem a família nos transmite, porque não sabe, não o sabe fazer... ou não tem tempo.

A vida não é simples. Mas torna-se mais fácil se houver humildade, vontade, esforço e trabalho sério, valores fortes, coluna, honestidade e solidariedade, muito amor e amizade desinteressada, frontalidade e laços fortes. 
Apesar do Poder, apesar da incapacidade que julgamos ter - e temos - relativamente à falta de Justiça e ao abuso do Poder, apesar da falta de rigor e seriedade, apesar da evolução profissional e das relações se fazer mais na horizontal do que na vertical, apesar, apesar, apesar, apesar.... temos sempre a capacidade de nos manter erguidos, como o Bambú, que  mesmo em dias de vento e fortes tempestades, balanceia, dobra, mas não parte... não verga.

Obrigada, Rui, por me mostrares que ainda é possível lutar contra-correntes sem ter de esquecer ou ignorar os meus valores. 
Obrigada por me fazeres acreditar que tudo é possível, se souber contornar a situação com muito empenho, sabedoria, inteligência e, acima de tudo, muito trabalho.
Obrigada por me teres permitido redescobrir a garra, a força e a energia da grandiosidade daqueles, que, com mais trabalho e empenho, sabem viver integrados sem perder a essência daquilo a que se chama Humanidade.

Love, 
Take care, 
Birdie


Saturday, July 09, 2011

É preciso...

Há momentos em que levamos murros no estômago... Esta expressão foi utilizada pelo nosso PM, quando se referia à morte antecipada de Maria José Nogueira Pinto. No dia seguinte, outro murro gigantesco, como acentuou o Cónego João Aguiar Campos. Fomos apanhado se surpresa pela morte injusta e fora de tempo de Diogo Vasconcelos...



Uma semana dura, hostíl, para com Portugal, com as agências de rating a elaborar relatórios pomposos nos quais nos chama "Lixo". Mas os dois momentos citados acima, são os verdadeiros murros no estômago.
Alertam-nos para o que é essencial na Vida e para a necessidade de abandonar o acessório. Alertam-nos para a nossa insignificância, como parte integrante deste universo infinito. Alertam-nos para o facto de acreditar que o que importa, não são os rankings das agências de rating, mas a capacidade e a atitude que vamos ter para enfrentar os momentos difíceis que se vivem.

Caio no ridículo dos clichés, mas não me importo. É o momento de alterarmos a nossa consciência, a forma como agimos e estamos na Sociedade. É preciso mais tolerância e menos arrogância. É preciso mais energia, e menos letargia. É preciso mais vontade, e menos preguiça. É preciso reaprender a viver, e deixar de lado os excessos e as fachadas. É necessário mais honestidade, e menos cinismo. É preciso mais responsabilidade, e menos "desenrasque". É preciso mais moral, e menos impunidade. É preciso mais dedicação, e menos desresponsabilização... É preciso muita coisa, mas acima de tudo, é preciso muitos murros no estômago para ganhar forças e acreditar que vamos ultrapassar momentos menos bons, aproveitando para melhorar o que de melhor o lado humano tem, na nossa sociedade.

Love.
Take Care, 
Birdie

Stress and the City, no YouTube

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