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Thursday, June 23, 2011

Amor Tatuado...

Acordei sobressaltada. Não ouvi o som do iPhone que me acorda todos os dias. Pela luz lá fora, o Sol já ia alto e ainda em sobressalto puxei o telemóvel para mim e vi as horas. Quase dez da manhã... Sentia-me claramente de ressaca... Ressaca da semana, do mês, dos anos, das nebulosas do meu espaço interior, mas também do dia anterior.

Levantei-me empurrada por mil pensamentos. Lembrei-me que a minha amiga estava quase a partir e envie-lhe um SMS a despedir-me novamente, depois de a ter deixado em casa ontem, já tarde. Depois, não sabia bem por onde começar. Continuava sem fome. Desde há uns dias atrás que a fui perdendo. 

Caminhei até à cozinha, liguei a micro TV, enchi uma caneca com chá gelado e fiquei a olhar lá para fora, com o ruído das notícias da economia e da bolsa ao fundo. Olhava mas não via nada. Sentia o peso de várias vidas a mim ligadas e do enorme vazio, misturado por uma pequenina perspectiva de mudança. Senti-me impotente perante tanta coisa que, por momentos, perdi a força que me caracteriza e que me leva a lutar sempre até ao fim, onde encontro sempre uma solução. Senti-me como uma Amazona arrastada pelas lutas intensas dos últimos 8 anos, já sem forças para continuar. Talvez fosse o momento de parar e... deixar-me estar, simplesmente. Aceitar que é altura de deixar as coisas acontecer sem lutar contra elas. Senti que era este o caminho e não tive medo. Senti-me apenas só na tomada de decisão. 

Terminei o chá, tomei um duche longo e deixei que os pensamentos escorressem com a água e me levassem as lágrimas guardadas durante os anos de luta. Deixei as armas e saí de casa para ver o mar... 

Ouvi a tua voz. Ainda estava muito presente, desde ontem. Perguntavas se estava tudo bem, num tom que adivinhava que algo não ia bem comigo. E eu disfarcei mal. Mas não foste mais longe e eu também não. Refugiei-me na trincheira da chamada telefónica porque tenho de lutar contra o que sinto.
Porque tem de ser assim?... Porque não acontece como a tantos outros em que tudo acaba bem?... Fui eu quem estragou tudo? Ou mais uma vez me senti impotente face à tua obsessão por alguém que te magoa e te faz mal? Ou será que não faz?... Será que fui só eu quem sentiu genuinamente o pouco que vivemos?
Sim, pode até ser precipitado, mas não é o relógio ou o passar de folhas do calendário que determinam o que sentimos por alguém. Creio que ambos sabemos que foi desde o início, no momento em que não era suposto ser. Porque nem sequer tentaste?... 
Queria ter tido a oportunidade de te olhar nos olhos e partilhar o que sentia. Talvez por isso eu não te tenha abandonado... Permaneces em mim como se tivesse sido ontem e ficarás... como uma tatuagem que queremos guardar eternamente.

Deixei o mar e desisti... Fui sentindo que a possibilidade de deixar de lutar era mesmo o caminho a percorrer. 
Voltei para casa e mergulhei na mudança que aí vem, com todos os riscos que aceito correr. É chegado o momento de agir em vez de lutar. É chegado o momento de aceitar que a felicidade são momentos que atravessam a vida, desde que os deixemos entrar naturalmente. E se pelo caminho existir outro sorriso que se queira juntar ao meu, melhor ainda.
Só naquele momento senti que tinha despertado, esta manhã...

Wednesday, June 15, 2011

A Vida em Notícia

Hoje escolhi não ligar a Televisão... Preferi o silêncio da noite. E da Lua, que apesar de Cheia se escondeu.
Hoje não quis saber das notícias do mundo que está mesmo aqui tão perto, nem do que mora longe e nos parece distante demais para nos importarmos. Talvez seja mais fácil para exportar a dor.

Hoje a notícia sou eu. Em grande plano, nas grelhas das estatísticas e dos números que parecem nunca estar de acordo com a realidade. Hoje, é a minha realidade que é notícia, que pouco interessa aos demais, só a mim. 
Quis vê-la de muito perto, porque às vezes não damos pelo que vivemos nos dias que passam tão depressa. Quis olhar para ela, vezes sem conta... e tentar entender os porquês da Vida. Eu continuo na fase dos porquês... Por inocência ou pela capacidade que tive de não deixar morrer a miúda que sempre fui. 

Hoje doeu outra vez. Mais um murro. Mas vi na notícia que estou mais forte. Fiquei serena e cheia de esperança no futuro. Não houve lágrimas para derramar. Esbocei um sorriso para as cameras e para os holofotes, apesar de triste. 

Hoje, foi apenas mais um dia. 
Lá fora, as luzes acenderam à mesma hora, as lojas fecharam e cada um foi seguindo o caminho de todos os dias. Tudo estava igual no local da cena. Foi apenas mais um dia. Foi apenas mais um take. Sem duplos para as partes mais duras. 

Amanhã, será um novo dia. Igual a tantos outros. Afinal, tudo isto é simples...

Monday, June 13, 2011

A Brand New Start

Caros amigos, 

se chegaram aqui, foi porque receberam um email meu ou clicaram no link de uns poucos anúncios que coloquei na Web para saberem mais.

Na vida há momentos de mudança. Assim, estou a alugar o meu apartamento, um T2 na Expo Sul - Junto à Marina - com vista total de Rio.


Características do Apartamento


É um T2 com 130m2 num 6º andar virado a poente, com vista total de Rio em todas as divisões e ainda 2 lugares de garagem. O apartamento está como novo e mobilado
Tem 1 suite com jacuzzi, 1 quarto com WC completo em frente, 1 sala com casa de jantar, hall, WC social, e a cozinha totalmente equipada e já com loiças e utensílios incluídos.
É uma casa cheia de  luz natural, com Sol pela manhã e à tarde, sombra.

Para mais informações, já sabem: enviem-me um email.
Beijos e abraços!
Birdie


Stress and the City, no YouTube

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