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Tuesday, March 18, 2008

Há Noites Assim...

dias, como o de hoje, em que a Chuva torna tudo mais nostálgico.
Mesmo mergulhados no trabalho onde resolvemos, falamos, escrevemos, discutimos, toleramos... esquecendo por vezes quem somos, a Chuva tem aquele efeito "regenerador"...

De regresso a Nós - porque este regresso é inevitável - por vezes não nos encontramos, esquecemos parte da nossa essência...
Nada como uma noite de chuva, para nos fazer parar um pouco, e escutar o som das gotas de água que, com a força do vento, produzem uma melodia que nos aconchega e Alma e nos remete para o que Somos... para o que sentimos. Limpam a mente e tudo se torna mais evidente, alagando o nosso interior em serenidade onde emergem os afectos...

percebemos que a rotina dos dias é como uma maquilhagem simples. D
isfarça a perda, e entorpece os sentidos mais profundos com um falso brilho "socialmente fascinante" e necessário...
Sem querer, perdemo-nos na aridez do Deserto
...

Gosto das noites de Chuva...

You packed in the morning, I stared out the window
And I struggled for something to say
You left in the rain without closing the door
I didn't stand in your way.

But I miss you more than I missed you before
And now where I'll find comfort, God knows
'Cause you left me just when I needed you most
Left me just when I needed you most.

Now most every morning, I stare out the window
And I think about where you might be
I've written you letters that I'd like to send
If you would just send one to me.

'Cause I need you more than I needed before
And now where I'll find comfort, God knows
'Cause you left me just when I needed you most
Left me just when I needed you most.

You packed in the morning, I stared out the window
And I struggled for something to say
You left in the rain without closing the door
I didn't stand in your way.

Now I love you more than I loved you before
And now where I'll find comfort, God knows
'Cause you left me just when I needed you most
Oh yeah, you left me just when I needed you most
You left me just when I needed you most


Sunday, March 16, 2008

Sometimes it's Hard to Loose...

Sometimes, life sucks...

Everyday I wake-up and go to the Studio to see Feashy and Looney.
They live happily in a large Aquarium with nice plants and small stones that create the perfect habitat for them, as if they were living in a real lake.
Yes, they are fishes. My beautiful and happy fishes.

Each morning, I go to see them, I speak to them and I feed them... I play a bit with them and I enjoy caring about Feashy and Looney. They are a sort of "house-mates".
Then, I set the MP3 player on my favourite playlist and they really enjoy it!

When I arrive at home, I always go to see them and I chat a bit about everything...
It's amazing! They seem to understand and they really seem to pay attention! :)

Well... today, when I saw Feashy he did not seem very happy. Actually he was very quite, standing in the same position and not swimming to catch the food... He was the fastest one, he used to eat his food and sometimes he used to catch Looney's portion too!
Today... well... today he hardly moved...
I try to talk to him, looked into his eyes and he was sad and in pain.
I took him away from the Aquarium and I isolated him in another place... Looney was fine and normal....

I was very worried with Feashy and I've tried to find a Pet's store open on a Sunday, nearby! Impossible! None!!
At 16:43, Feashy has died after a long time in pain. I felt completely helpless knowing I was loosing Feashy.

Sorry, my dear Feashy... Sorry for not being able to help you when you most needed. Sorry for not even knowing why did that happen to you.
Tomorrow will be another day. But somehow, it will be a "dry" day, although my tears fall now... again...
I've lost Feashy...

Friday, October 26, 2007

Noites Longas na Cidade...

Chego a casa de madrugada...
Contrariamente ao normal, não quero dormir...
Apetece-me relembrar a intensidade da noite na sombra reconfortante de um café acabado de fazer.
Ligo a chaleira eléctrica. No silêncio da casa ouço apenas os sons estridentes da minha agitação interior. Os que me mostram imagens contínuas de momentos, pessoas e espaços, vividos ao longo da noite.

Vou para a sala e abro a janela larga virada ao rio. Respiro fundo... uma e outra vez. Fecho os olhos para sentir o momento sem outras distracções...
Lá fora, a Lua cheia ilumina a sala com uma luz fria mas hipnótica e bela... É linda. "És linda"... sussurro, com voz rouca, cansada e gasta pelas horas...
Observo a avenida larga. É tarde... ou cedo, depende. Vejo ainda alguns carros em movimento.
Ao longe... ao longe, o brilho das luzes da outra margem e da ponte que, numa dança ritmada em jeito de "rave silenciosa" da madrugada, me agitam as emoções.

A chaleira chama-me, com o seu apito seco e esfumaçado pelo vapor.
Caminho calmamente e dirijo-me à cozinha, como se a noite fosse eterna...
Sentia-me menos inquieta e excitada pelas novidades, pela mudança em curso, por tudo e todos por onde os meus caminhos me têm conduzido...

O café... Está quase pronto. A água ferve já dentro da cafeteira onde o pó escuro e de cheiro intenso antes repousava e agora se envolve, esfuziantemente, com a torrente escaldante de água.
O café... Como um simples café é capaz de raptar-me o Coração e manter-me prisioneira das viagens da Alma.

Abro o armário para tirar a minha chávena amarela-torrado... De uma forma tão real, passa por mim o filme em que te revejo. O momento em que costumava perguntar-te qual a côr da chávena que querias, entre as mais de 10 chávenas coloridas que guardo, carinhosamente, e que acumulam histórias de família.

Estás aqui
, comigo... Em mim, onde sempre estarás. Sinto a tua presença, de tão intensa que é a lembrança.
Guardo cada gesto, cada olhar dos teus olhos de eterno menino... o teu toque... o teu carinho... as palavras e até a tua voz... Guardo-te. Em mim...
Respiro-te... Misturas-te com o aroma intenso do café, sem o qual não vivo... De olhos fechados, sinto cada momento da viagem, onde o aroma que invade a casa é a fita do filme que o café realiza... vezes sem conta. Sem açúcar. Basta-me a tua doçura...

Volto à sala e sento-me na janela ampla de parapeito baixo e confortável.
O calor do café acarinha-me a face quando cuidadosamente o beijo na primeira prova... É quente, intenso, denso, e forte...
Acarinho a chávena amarela com as duas mãos entrelaçadas para a proteger... para te proteger.

Já não sei o que me embala na frieza da luz intensa da Lua...
"I Know You're Somewhere Out There"...

Thursday, October 18, 2007

Uma Possível Resposta a uma Pergunta Difícil...

Em certos momentos, flutuam na nossa mente imagens e palavras que pertencem a histórias passadas.
Costumo achar que tenho um Realiza(dor) dentro da minha cabeça. Talvez todos tenham um...
Umas vezes passa pequenos filmes de comédia, outras vezes, nem por isso... É como uma Sala de Cinema exclusiva, onde revivemos filmes da nossa história pessoal, do nosso percurso de Vida, e nos quais fomos quase sempre personagens principais.

Fragmentos vários surgem em turbilhão, como num trailer de um filme intensamente vivido e que conta uma história cujos ingredientes são, invariavelmente, os sentimentos e o tempo
infinitamente únicos e bonitos, que partilhámos com alguém...

Como banda sonora, surgem temas clássicos como a Alegria, a Saudade, mas também a Dor.
Alegria e Saudade da intensidade dos momentos e daqueles com quem os partilhámos. Dor de perda... de incompreensão...
Por vezes, o Compositor acrescenta ao enredo temas acutilantes de mistério, intriga, e farsa, ou então sons mais nostálgicos, que acompanham filmes nos quais, como em alguns
puzzles, faltam peças. Nestes, a fita é cortada onde menos se espera, e a história é interrompida de uma forma bruta e original, não caíndo jamais em esquecimento...

A resposta à pergunta desta música lindíssima de Al Green é, por isso, muito pessoal e única... como os filmes que cada um vive e... escolhe reviver...
Depende do nosso estágio de desenvolvimento interior. Depende da maturidade e da capacidade de encontrar um sentido para cada história mais triste, a fim de seguir em frente sem muitas cicatrizes...

O Tempo, bem como algum trabalho de auto-conhecimento onde são bem-vindas umas pitadas de auto-estima e humor, são algumas das linhas com que, a frio, fechamos as feridas. A frio, porque é necessário Tempo para desinfectar e deixar ao ar, para conseguir repôr os níveis de inconsciência activa e consciência pro-activa...

Está escuro, lá fora... delicio-me nesta música muito especial ao mesmo tempo que pergunto baixinho... "How Can You Mend a Brocken Heart?"...


Saturday, July 28, 2007

Sweet Sacrifice...

It's true, we're all a little insane.
But it's so clear,
Now that I'm unchained.

Fear is only in our minds,
Taking over all the time.
Fear is only in our minds but it's taking over all the time.

You poor sweet innocent thing.
Dry your eyes and testify.
You know you live to break me. Don't deny.
Sweet sacrifice.

One day I'm gonna forget your name,
And one sweet day, you're gonna drown in my lost pain.

Fear is only in our minds,
Taking over all the time.
Fear is only in our minds but it's taking over all the time.

You poor sweet innocent thing.
Dry your eyes and testify.
And oh you love to hate me don't you, honey?
I'm your sacrifice.

I dream in darkness

I sleep to die,
Raise the silence,
Erase my life,
Our burning ashes
Blacken the day,
A world of nothingness,
Blow me away.

So you wonder why you hate?
Are you still too weak to survive your mistakes?

You poor sweet innocent thing.
Dry your eyes and testify.
You know you live to break me. Don't deny.
Sweet sacrifice.

(Evanescense)

Monday, April 30, 2007

Para Onde Vai a Luz Quando se Apaga?...

Entrei apressada, fugindo da chuva intensa que caía sobre Lisboa...
A plataforma do Metro na Baixa-Chiado estava alagada de gente. Mergulhei na multidão, e segui o meu caminho até à plataforma da linha azul.

Olhava em volta, ainda um pouco adormecida...
O dia estava cinzento, muito escuro. A música que escolhi agitava o meu ritmo já naturalmente cosmopolita, mas sentia-me entorpecida. Dormi pouco, e talvez estivesse a acusar o cansaço do final de uma semana de trabalho...

Abrandei o ritmo do passo mal cheguei à plataforma.
Apesar dos meus headphones, conseguia ouvir a batida do som dos Da Weasel.
Caminhava vagarosamente ao longo da plataforma, ao mesmo tempo que engolia olhos adentro a promoção do CreamFields... Pensei mais uma vez que ainda não tinha comprado o bilhete... Mas pouco me preocupava, continuando num passo lento.
Parei por alguns intantes e quando desliguei do ecrã gigante que dispara promoções e informações a todo o instante, já nao conseguia ver a plataforma. Uma massa humana forrava o espaço que ainda há pouco estava vazio.

Estremeci com o aproximar das carruagens. Finalmente...
As portas abriram-se mesmo à minha frente. Fechei-me no meu espaço exíguo, sentindo uma pressão e invasão de espaço por parte de gente alheia e indiferente, numa combinação de cheiros e ritmos de respiração variada.

Numa fracção de segundos olhei pela última vez para o ecrã gigante.
Num flash intenso destacou-se o título de uma peça, que li como se de uma mensagem pessoal se tratasse... "Para Onde Vai a Luz Quando se Apaga?"
Numa fracção de segundos li isto e entrei na carruagem embrulhada no turbilhão de gente, mas mais ainda, esmagada pelo turbilhão mental que a pergunta me despoletou.

Acordei!
Sim, de facto, para onde vai a Luz quando se apaga? Para onde vai toda aquela energia e claridade, quando num simples toque se desliga o interruptor?...
Recordei... Pensei em ti.
Sim, penso em ti... Não imaginas? Claro que não... Estamos sempre longe. Mesmo quando estivemos tão perto, dia-após-dia, não reparei em ti. Aconteceu por acaso, tarde de mais...

Mal nos conhecemos. Tal como mal conheço as especificidades da energia e dos fios condutores que geram a Luz... Apenas vejo a lâmpada e o interruptor. Assim como só vejo o rádio e o botão do ON... Mas é suficiente, porque na realidade, num clique aconteceu! Um dia vi-te, e o teu olhar... iluminou-me. Agora, não consigo apagar da memória a tua Luz... mas estou na escuridão.
Para onde vai a Luz dos teus olhos que irradia a luminosidade do Sol, o brilho da Lua, e a Energia que me cega a Alma e me impede de pensar, quando raramente te encontro e me olhas nos olhos?...
Quem será a Alma afortunada que escolheste iluminar com o teu olhar meigo, simples e profundo?...
Não me interessa a resposta, pois não altera o BlackOut em que me deixaste...


Não sei para onde Vai a Luz Quando se Apaga... Não sei por onde anda a tua Luz. Desligaste-me, sem saber...
Nunca to disse... Achei que não valeria a pena... Devo ser um átomo no teu Universo...

Desliguei-me. Tento desligar-me...
Para onde vamos quando nos desligamos?

Estremeço com o abrir pesado e ruidoso das portas da carruagem.
Cheguei... É a minha estação de Destino.
O dia continua cinzento e escuro...

Countries & Cities Where I've Been.