Change to English or other language

Showing posts with label Amizade. Show all posts
Showing posts with label Amizade. Show all posts

Wednesday, October 14, 2009

Don't Give Up

In this proud land we grew up strong
We were wanted all along
I was taught to fight, taught to win
I never thought I could fail

No fight left or so it seems
I am a man whose dreams have all deserted
Ive changed my face, Ive changed my name
But no one wants you when you lose

Dont give up
cos you have friends
Dont give up
Youre not beaten yet
Dont give up
I know you can make it good

Though I saw it all around
Never thought I could be affected
Thought that wed be the last to go
It is so strange the way things turn

Drove the night toward my home
The place that I was born, on the lakeside
As daylight broke, I saw the earth
The trees had burned down to the ground

Dont give up
You still have us
Dont give up
We dont need much of anything
Dont give up
cause somewhere theres a place
Where we belong

Rest your head
You worry too much
Its going to be alright
When times get rough
You can fall back on us
Dont give up
Please dont give up

got to walk out of here
I cant take anymore
Going to stand on that bridge
Keep my eyes down below
Whatever may come
And whatever may go
That rivers flowing
That rivers flowing

Moved on to another town
Tried hard to settle down
For every job, so many men
So many men no-one needs

Dont give up
cause you have friends
Dont give up
Youre not the only one
Dont give up
No reason to be ashamed
Dont give up
You still have us
Dont give up now
Were proud of who you are
Dont give up
You know its never been easy
Dont give up
cause I believe theres the a place
Theres a place where we belong

Friday, December 28, 2007

Nobody Knows You When You're Down And Out

Well once I lived the life of a millionaire
Spending my money, I didn't care
Takin' my friends out for a mighty good time
Buyin' boot leg liquor, champagne and wine
Then I began to fall so low
Couldn't find me no friends
Had no place to go
If I ever get my hands on a dollar again
I'm gonna hold on to it, till the eagle grins

I said nobody knows you
When you're down and out
In your pocket, you ain't got one penny
And your friends, you didn't have any
Just as soon as you get up on your feet again
Here they all come, they say that they're your long-lost friend
Oh lord without a doubt
Nobody wants you
Nobody needs you
Nobody wants you
When you're down and out

I say

Nobody wants you
Nobody needs you
Nobody wants you when you're down and out


(Patty Smith)

Monday, November 19, 2007

Quando se Sente em Absoluto o Dom de Existir...

... porque há quem nos lê a Alma e escuta.
E também músicas que conseguem ir muito além das palavras que as entoam, tornando possível a tradução de sentimentos tão complexos como os do Ser-Humano...

Partilho uma música lindíssima - Amado - que dedico ao Pier.

Beijo para o Amicco ;) e obrigada por me teres dado a conhecer um bocadinho do lindíssimo Ser que há em ti... e pela Vanessa. ;)

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu Jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais..

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você




Amado, por Vanessa da Mata

Thursday, November 01, 2007

O Renascer das Cinzas...

A campainha tocou.
Corri para o receptor onde no écran estava alguém ensanguentado, com uma estaca espetada no coração. Sorri... Era o P.
Abri a porta com dificuldade, já que trazia nas mãos os restos do pó branco que me deixou mais esquálida que o normal e mais branca que a cal, e regressei em passo corrido para a casa-de-banho onde, com a ajuda do espelho, terminava os últimos rituais...

Havia incenso a queimar em todas as divisões da casa, velas acessas, e música com muitos decibéis acima do normal, originando um ambiente meio... bizarro...
Ouvi a voz do P., que em jeito de grito tentava fazer-se ouvir no meio de todo aquele "ambiente difuso".
- "Posso entrar??!"
- "Claro!!" - soltei eu num "Lá bemol agudo", que resultou no meu estridente grito de "boas-vindas", seguido de uma gargalhada acutilante que percorreu a totalidade da escala musical em clave de Sol... numa noite de Lua semi-cheia.
- "Estou aqui, podes vir!", voltei a gritar a P., que já vinha ao meu encontro com alguma curiosidade em relação ao meu aspecto. Virei-me, e...:

- "Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh", gritámos em simultâneo, numa desafinação total! Qual dos dois o mais assustado!
De facto, metiamos medo ao susto, e depois da troca de elogios rasgados, entre gargalhadas ensanguentadas, lá saimos em direcção à Noite... a Noite de todas as Bruxas, de todos os monstros e Almas de outros mundos... Prometia!

O meu cabelo negro, comprido e escorrido, ficou preso na porta do carro.
- "De facto, estas "dimensões" de cabelo não se compadecem com os tempos modernos...", dizia para o P. que com ar de morto vivo esperava pacientemente ao volante para arrancar.
Olhámos um para o outro, mais uma vez, e desatámos a rir!
- "Estás uma autêntica Mrs. Adams!", dizia o P., num tom de graçola!
E eu respondi no meu melhor British accent:
- "Thank you very much, Count Dracula! You are also terrifyingly-sexy!", e pisquei-lhe o olho numa risada ruidosa... do outro mundo.
Arrancámos num transporte de século XXI, em direcção à casa da S. onde, numa viagem no Tempo, iriamos jantar em ambiente de muitos séculos atrás, na penumbra de candelabros, teias de aranha, e tudo o mais que possam imaginar dos filmes de terror!

Chegámos num instante. Subimos no estreito elevador até ao 5º e último andar daquele prédio lindíssimo antigo mas recuperado, em plena Lapa. Eu segurava cuidadosamente a Sobremesa Maléfica, que tinha preparado. Um gelado de nata muito congelado, dentro de uma caveira de cor branco-fluorescente, onde escorria molho de frutos silvestres que se assemelhava a sangue, conferindo um aspecto perfeitamente horrível ao pobre gelado!
O P. deitava o olho para dentro do enorme tupperware onde eu cuidadosamente guardára a dita sobremesa, com ar de quem queria já provar um bocadinho e também ver o efeito final.

Depois dos cumprimentos "terríveis" entre todos e de colocar a sobremesa novamente no congelador da S., fomos para a Sala.
O ambiente era mesmo magnífico, agora que estava tudo pronto e as velas acessas sem qualquer tipo de luz eléctrica. Ouvia-se música clássica. Tchaikovski - ou o "heavy Classical-composer" como carinhosamente lhe chamo - conferia ainda mais mística e suspense ao local que tanto trabalho nos tinha dado a preparar, durante a semana. Mas tinha valido a pena. O P. e o D. - o marido de S. - estavam rendidos às nossas artes decorativas inspiradas em ambientes góticos!
O restante grupo chegou de seguida... O F., a B, e ainda outros amigos do D., enchiam a casa e tornavam o ambiente cada vez mais estridente e... "pesadamente" alegre!

A confusão já reinava entre conversas variadas, aperitivos à base de cocktails de côr vermelha, e salgadinhos em forma de abóbora.
Distanciei-me um pouco
, e fui até à zona mais reservada da enorme sala: o terraço. Abri a porta e saí para tomar um pouco de ar fresco...

A vista sobre a cidade e o rio é magnífica... Lá estava a Lua semi-cheia, cálida e brilhante. Diria até, Majestosa, mesmo a "meia-haste"!...

Entrei novamente, pois a S. estava a reunir os monstrinhos para o Jantar Tenebroso!
A noite foi fantástica! "Monstros" cheios de sentido de humor animaram a conversa, e alguns engraçadinhos pregaram sustos valentes, sempre que alguém ia à casa-de-banho...
perto da uma da manhã, discutia-se para onde iriamos a seguir. Depois de muito "Conferenciar" o "Conselho Monstruoso" decidiu ficar em casa e apostar no mais tenebroso dos jogos: o Jogo da Verdade, em que o objectivo seria... conviver com os nossos "monstros interiores", sem medos... enfrentá-los!

Esta, foi sem dúvida, "the Ultimate Experience"...
No meio de máscaras, de monstros, de muitas teias de aranha, e cicatrizes, ali estávamos nós. Cada um, a mostrar a sua face mais oculta, a expôr os seus verdadeiros monstros a um grupo de amigos, mas também a alguns menos conhecidos.

Rimos, brincámos, emocionámo-nos, e... a noite acabou por ter um significado muito especial para todos, unindo-nos ainda mais.
Libertou muitas pressões e repressões... tornou-nos mais cúmplices e compreensivos acerca de outras realidades e formas de sentir, percebemos melhor a singularidade de cada um.

A noite de todas as Bruxas e de todos os Monstros, enfeitiçou o momento partilhado, e criou um espirito de equipa e amizade ainda maior. Conhecemo-nos melhor, mesmo quem julgávamos conhecer muito bem...
Na noite de todas as Bruxas e de todos os Monstros, soltámos as amarras, e fomos surpreendidos pela espontaneidade das revelações, pela coragem de algumas intervenções, e pela forma como, numa noite, alguns se libertaram de muitos monstros antigos, aniquilando-os para sempre...

Entrámos no dia 1 de Novembro, como se fosse o primeiro dia de uma nova Vida, e com uma experiência rica e bonita...
A Lua despediu-se do grupo que, no terraço, dava as boas-vindas ao Sol que, timidamente, se mostrava no horizonte...
Mais um dia. Mas não um dia qualquer. Dia 1. O primeiro de um novo ciclo. O primeiro dia de muitos que virão. Mais leves, mais ricos, mais soltos, menos sofridos...

Renascemos
, sob os primeiros raios do Sol...
Em silêncio, escutámos o alvoroço profundo do amanhecer, que através da brisa fresca da manhã, nos sussurou uma mensagem que me ficará para sempre. Aprendi que estes momentos podem acontecer mais vezes, e que a partilha e a entre-ajuda não têm dia nem hora marcada.
Tal como o Sol, todos podemos "amanhecer" a cada novo dia.
É a nós quem cabe essa escolha.
A de Renascer... todos os dias. Enfrentar medos e monstros, com a mesma coragem de quem rasga as trevas da noite e viaja até ao amanhecer. Basta ser-se Verdadeiro, saber escutar e...partilhar.


Dedico este texto e música, à minha muito querida amiga, Sol.

Wednesday, October 10, 2007

Sede de Amor...

Nicolas Sarkozy afirmou recentemente que, "em Política estamos todos voltados para nós próprios. O que se vive é a obsessão de Si e o inevitável esquecimento dos Outros".
Acho que esta forma de estar não é um exclusivo da Política.

Tal como o Marketing, a Política também é um misto de Ciência e Arte, onde se procuram audiências, se ditam estratégias, se estimam resultados, apela-se às plateias e pedem-se muitas palmas...
Se pensarmos bem, esta atmosfera Egocêntrica que nos pressiona ao limite, transforma vivências em experiências "selvagens", diluí regras e condutas de ética, e é transversal a todas as áreas da nossa Sociedade.

Não é de estranhar que ontem, dia 10 de Outubro, o Suicídio tenha sido o foco central do Dia Internacional das Doenças do fôro Psicológico.
Os indicadores mundiais deixaram-me perplexa:

a cada 30 segundos há alguém que comete suicídio, em todo o Mundo...

Acredito que há muito falta de Amor e Respeito pelo próximo...
Não olhamos para o lado, e caiu em desuso o estender a mão em auxílio de alguém.
É mais fácil, e... não temos tempo...

Para um amigo, o KKruel, que de longe se tornou presente. Para todos os anónimos que, desinteressadamente, ajudam e pensam nos outros, sem pedir nada em troca. Para os que Amam, incondicionalmente, os que um dia lhes viraram as costas e fingiram não ver...
Fistful Of Love

Sunday, July 15, 2007

Encosta-te a Mim...

O eterno Palma...
Puro e com uma sensibilidade única que só ele consegue transformar em letras e sons...


Monday, April 23, 2007

Não Importa Se "o Mundo é de Quem Não Sente..."

Começo Comigo... Termino com Pessoa...


Eu Sou Pessoa, e Sinto...

E É-me Difícil Terminar Quando Gosto.

Quando Sinto...

Quando Sinto à Flôr da Pele Infindáveis Sensações, Cheiros, Momentos, Afectos, e Lugares...

Os Meus e os dos Outros.

Os que Me Preenchem a Alma Com Tudo, que para Eles pode ser Quase Nada.

Sentir...

Sentir à Flôr da Pele, é Viver Plenamente...

É Ser Flôr, Quando se Nasce num Jardim, e se difunde um Aroma Único aos que nos Admiram...

É Ser Melodia, quando se Nasce numa Música que Encanta Quem a Escuta...

É Ser Asa, Quando se Nasce num Pássaro e se o Ajuda a Voar pelo Céu, e a Embelezar o Mundo...

É Ser Pessoa, Quando se Nasce num Homem, e se Sente à Flôr da Pele o Outro...

Aquele Que Nos Dá, Mesmo Quando Não o Sabe...

Aquele a Quem se Dá, Mesmo Sabendo que Jamais o Saberá...


Sentir...

Pode ser Duro...

Porque há Momentos em que Magoa...

Porque é Capaz de Levar a Alma às Lágrimas.

Porque Pode Apertar o Coração...

Porque Pode Quebrar o que Afinal fora uma Mera Ilusão...


Mas Não seria Eu, se Não Fosse Pessoa...

Pessoa Vive em Mim, e Eu Sinto

Por Mais Vidas Que Tenha, e o Mundo me Magoe,

Vou Querer Sempre Sentir!

Por Mais Vidas Que Tenha, e o Mundo Não Perdoe,

Vou Querer Sempre Nascer...

Pessoa.

Yasmin, a Oriente.

E agora, termino com Fernando Pessoa...

“O mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade. (...)

(...) Para agir é, pois, preciso que nos não figuremos com facilidade as personalidades alheias, as suas dores e alegrias.

Quem simpatiza pára.

O homem de acção considera o mundo externo como composto exclusivamente de matéria inerte - ou inerte em si mesma, como uma pedra sobre que passa ou que afasta do caminho; ou inerte como um ente humano que, porque não lhe pôde resistir, tanto faz que fosse homem como pedra, pois, como à pedra, ou se afastou ou se passou por cima.”

Fernando Pessoa, in "O Livro do Desassossego".

Wednesday, February 14, 2007

O Amor... Num Abrir e Fechar de Olhos.

Caminho ao longo do Rio, na ponte de madeira mesmo junto à margem...
A maré está baixa, e mesmo já sendo noite, consigo ver o ondulado assimétrico das areias escuras que se deitam sob as águas calmas.


As luzinhas da outra margem brilham no caudal enorme de água do Tejo. A noite está tão tranquila como o Rio, que serpenteia, deslizando num ritmo brando, suave, e sussurante... Fecho os olhos e ouço o leve bater das pequenas ondas que se esbatem na margem, mesmo junto aos meus pés. Parece o Mar. É quase mar, afinal!

A Lua e as Estrelas miram-se vaidosas no grande espelho de água do Tejo, e cintilam alegremente, como se estivessem a celebrar algo. Talvez estejam. Afinal, hoje é dia de São Valentim. O dia em que se celebra o Amor, a Paixão...


No que me toca, todos os dias são de Amor. Amor por mim, pelos outros, pela natureza, pelo que gosto de fazer... Mas há momentos únicos, momentos bonitos que irei guardar para sempre na memória.

Do dia de hoje, ficarão para sempre dois momentos únicos, inigualáveis, pelo carinho, pela Amizade, pela espontâneadade e ternura que representam.

Tomava um café com a Bruxinha no sítio do costume. Estava um dia de Sol fantástico!
Parecia já Primavera...
Na mesa ao lado, Ela acabava de chegar com uma Geribéria cor-de-rosa na mão, e com um longo caule. Ele já estava sentado há algum tempo no café, e lia o jornal, tranquilamente, acompanhado de um copo de galão já vazio, e um pires que teria sido de uma torrada.
De pé, em frente a Ele, Ela sorriu. Debruçou-se sobre a mesa e ofereceu-lhe a Geribéria fresca, dizendo:
- "Toma. Isto é para ti, meu querido."

Ele sorriu enternecido, correspondeu ao beijo, e ficou a olhar a flor que acabara de receber...

- "Obrigada, obrigada, é linda..."


Embevecida, ela retirou do saco uma pequena caixinha de cartão, e coloco-a sobre a mesa. Tinha uns biscoitos caseiros lá dentro.

- "Trouxe para ti" - sorriu Ela, com ternura.


Ele preferiu comer em casa, mais tarde. Ficou a sorrir para ela durante mais alguns longos segundos.
Uma cena de filme, bonita, carinhosa, e cheia de ternura.

Ele e Ela. Juntos, celebravam à sua maneira todo o Amor, Carinho, Amizade, e Respeito que nutrem um pelo outro. Ele e Ela. Com um percurso longo de Vida.

Ele e Ela. Na casa dos Setenta e muitos anos...
Ele e Ela. Sempre.

Sorrimos embevecidas ao assistir àquele momento, e olhamos uma para a outra, sem palavras.
Ambas sentimos toda aquela emoção contagiante.

Ambas sentimos que, nos dias de hoje, já são raros aqueles exemplos.
Mas aquele, aquele ficará para sempre na nossa memória.
Será um filme real, bonito, e eterno.


- "Flores?... São lindas, adoro!"
confidencei à Bruxinha.
- "Nunca recebi flores..." continuei.

Uma coisa aparentemente tão simples e, no entanto, totalmente inédita para mim.
Bruxinha não queria acreditar!
- "Quê? Impossível!"
, reclamou ela com o seu olhar lancinante, afiado e capaz de atravessar qualquer coisa ou qualquer um, revoltada contra aquela impossibilidade!

Pois é, às vezes não é preciso inventar a Roda. É tudo tão simples e tendemos a complicar tanto...

Continuámos à conversa, e mudámos de assunto.


Num abrir e fechar de olhos, e já perto da segunda parte do curso, a minha amiga foi comprar água, enquanto eu fiquei a despachar uns telefonemas.

Num abrir e fechar de olhos, dei comigo sem palavras.

Num abrir e fechar de olhos, fiquei paralisada.

Num abrir e fechar de olhos, não contive mais algumas lágrimas.

Porque num abrir e fechar de olhos... surge a Bruxinha com uma Rosa Azul lindíssima na mão, estende-ma, e num abraço sorridente que mal sou capaz de acolher, segreda-me ao ouvido:
- "Agora já não podes dizer que nunca recebeste uma flor na Vida! Vale mais uma boa Amizade do que um Amor descolorado!"

Num abrir e fechar de olhos... tanta coisa aconteceu, ali.

Num abrir e fechar de olhos, uma mistura explosiva de sentimentos invadiu-me a mente, e levou-me numa viagem por algumas etapas da minha Vida.
Num abrir e fechar de olhos, muita coisa fez sentido para mim...

Num abrir e fechar de olhos...

Num abrir e fechar de olhos o dia chegou ao fim...

Caminhava agora junto ao Rio. E Sorria.

Sentia a brisa leve no rosto, e ouvia o suave esbater das pequenas ondas na margem.

Olhei para as luzinhas que reluziam do outro lado da margem, bem ao fundo.
E no céu, lá estava a minha constelação de sempre, a Ursa Menor. É minha, porque desde criança que a identifico no céu, no meio de todas as outras. E passou a pertencer-me.

Em criança, pedia desejos, conversava com ela, e confiava-lhe os meus segredos.


Num abrir e fechar de olhos, cresci, tornei-me mulher. Mas jamais perderei a capacidade de Olhar e Amar que sempre fez parte de mim.

Amo cada momento de Vida. E por isso todos os meus dias são Dia de São Valentim. Apaixonados, ternos, atentos à ternura. E Felizes, por estar rodeada de pessoas assim... bonitas, amigas, que se preocupam e cuidam.

Caminho ao longo do Rio... Sorrio.



Monday, February 05, 2007

Amizades Descoloradas...

Hoje encontrei-me com J., novamente.
É bom começar a semana com pessoas assim...

O tempo voou, com sempre... Em pleno coração alfacinha, entre um Verde de Jasmim e um Verde Menta, um travo triste de desilusão e impotência pairava sobre a mesa, como tema de conversa.

Porque razão continuamos a amar os que nos tratam mal? Porque razão, continuamos amigos, mesmo de quem nos humilha, nos puxa o tapete, ou se esquece que existimos?

Bem... porque somos amigos!
Porque existe uma relação longa e uma partilha de Vida com aquelas pessoas, que já fazem parte do nosso círculo de amizades há anos.

É justo dizer a verdade. Como amigos que somos, devemos conversar quando algo não está bem. Pedir desculpa quando somos injustos, frios, quando nos esquecemos.
Devemos dar a conhecer quando nos sentimos magoados pelo outro. Porque infelizmente, a maioria das pessoas nem pensa no que diz ou faz, pelo que, não há uma clara intenção de "maltratar" o outro. Simplesmente, foram "programados" a responder assim, a comportarem-se assim, face a determinadas situações.

Mas o que fazer, quando sentimos que... não há mesmo nada a fazer?
Desistimos da pessoa?... Viramos costas e ficamos fechados na nossa conchinha para não sofrer?...

Não sei...
Aposto que cada caso é um caso, mas... é difícil estar sempre do lado que mais sente, porque se pensa muito... e se sente ainda mais. E há dias em que nos magoamos a sério!

É uma batalha dura e injusta entre o nosso mundo, repleto de sensibilidade e cuidados com os outros, e o mundo de alguns que, por mais que se esforcem viveram sempre num ambiente frio, competitivo, desconfiado e... cinzento, onde já não mora nenhum pulsar do "Eu Criança".

Mas fazendo o balanço... continuo a achar que vale a pena ser como somos, J.
Apenas teremos de ir baixando a fasquia das nossas expectativas,em relação aos outros. E tudo o que venha a mais... será uma admirável surpresa!

Podemos sofrer um pouco mais. Mas o Mundo de cada uma de nós, o nosso "Eu", alimenta-nos a Alma e os sentidos, vibrando e captando, também, com uma sensibilidade única, tudo o que de melhor nos rodeia.

Eis a grande recompensa do Universo...

Wednesday, January 17, 2007

Cirurgia Plástica à Alma, Precisa-se!

Há momentos da nossa Vida que nos fazem questionar sobre o que somos e o que gostariamos de ser... ou não.

Podemos mudar de nome, podemos mudar de corpo, e até mudar de sexo.
Mas para além do corpo, do nosso aspecto físico, do cabelo, do nariz, seja lá o que fôr, temos sentimentos. Temos uma... personalidade.
Existe um interior nosso, que vulgarmente se apela de Alma.


Como se faz, para mudar esta Alma?... Esta maneira de ser, de estar, e de sentir?

Cada um tem a sua...
Acredito que a Alma é algo que encarnou no nosso corpo físico, no dia no nosso nascimento, e que, portanto, viveu outras vidas...
Vidas que desconhecemos, mas que de alguma forma, moldam o que somos hoje, aqui, e agora.
Também acredito que a nossa Alma está num processo contínuo de aprendizagem, no sentido de atingir uma existência mais pura...

Mas voltando à questão... Podemos mudar a Alma?... A maneira de ser, de estar e de sentir?... A forma como se é, como comunicamos, como nos damos aos outros?
Se a Alma está em permanente evolução/aprendizagem, parece-me que há coisas que podemos mudar, consoante as nossas experiências, ao longo da Vida.

Podemos então deixar de...
... sentir menos, quando nos magoam?
... olhar e tentar ajudar os outros, e pensar mais em... nós?
... nos relacionar com quem gostamos, e pensar mais nos relacionamentos por interesse?
... diferentes e passarmos a ser... INdiferentes?
... pensar tanto, e abortar o peso de consciência?
... sentir tanta dor, quando não nos dão a mão no momento em que precisamos?

Pois não sei...
Não encontro uma resposta clara a estas questões, apesar de viver há alguns anos e de já ter enfrentado várias vezes situações que poderiam funcionar como um perfeito bisturi de cirurgião plástico.
Há no entanto uma coisa que conseguimos avaliar, uns mais que outros, de acordo com a nossa Alma: a dimensão da Dor e da Desilusão (desapontamento)

Não sei ainda se é possível mudar.
Talvez se consiga disfarçar... Ou então, aprender a Viver com o que somos, aceitando-nos, mas tomando medidas, em relação às experiências da Vida que se vão sucedendo.

Será isto a tal evolução?... Talvez...
No entanto, não posso deixar de me recordar do Ditado que diz: "Água Mole em Pedra Dura, Tanto Bate até que Fura."

Monday, January 15, 2007

Fragmentos de Vida...

Sábado de manhã.
O Sol, mostra-se timidamente por entre as nuvens no início de mais uma fria manhã de Inverno.

Mariana acaba de passar a ponte 25 de Abril, e segue num registo acelerado o seu caminho, já com meia hora de atraso para o seu compromisso das 09:00.
Isabel já a esperava. Com um sorriso sempre franco e doce, as duas abraçaram-se. Afinal, já não se veêm há algum tempo.

Isabel é a única a quem Mariana confia o seu cabelo.
Durante a lavagem, o corte, e depois o tratamento para o brilho, e o disfarçar de uns quantos brancos, as duas trocaram confidências...
Duas vidas tão diferentes, mas sempre muito cúmplices, as duas amigas riram, indignaram-se, e soltaram umas lágrimas, ao longo daquela manhã fria.

Após duas horas e meia, Mariana estava pronta.
As duas despediram-se num abraço apertado, estando certas de que dali a dois ou três meses se voltariam a ver, mas que, mesmo assim, seria como se estivessem estado juntas no dia anterior.

Mariana, entra no seu carro, e ruma ainda mais a Sul, em direcção ao Mar.
No caminho pensa como é feliz por ter uma amiga como Isabel. Uma amiga que, nem a distância de uma ponte, nem o correr dos meses a fio que passam sem que se vejam, as trai.
Amigas de verdade. Capazes de tudo para se ajudar uma à outra, que se compreendem com um mero trocar de olhares, e que confiam segredos mutuamente, umas vezes em tom de desabafo, outras, em jeito de partilha de algo bom, ou de meros sonhos.
Nada destruirá esta amizade, pensa Mariana. Nada.

Nesse instante, uma moto entra na curva e, devido à elevada velocidade, não a consegue dobrar, irrompendo do nada na direcção do carro de Mariana. Esta, vira o carro totalmente para a sua direita, tentado não atingir a moto, e sente um calafrio percorrer-lhe a espinha, quando se depara com uma árvore de tronco grosso e forte. Tudo se passa em segundos...
Anos, meses, fragmentos de Vida... desfeitos em Nada...
Nada... Nada destruirá esta Amizade, pensára Mariana... Nada...

E bruscamente, como o correr do tempo, como a velocidade a que conduzimos a Vida... o "Nada", acontece...

Tuesday, January 02, 2007

"Ruídos" de Esplanada...

Sim, sei que ao lerem este texto vão achar que fui de um voyerismo (ou écouterismo??) brejeiro... Juro que até fui para lá com as melhores intenções! Apanhar solinho para energizar a Alma com Vitamina D, levei um livro, e a Agenda de 2006, para retirar as últimas notas e livrar-me dela! Mas como dizem os Ingleses, I couldn't help it!

Eram quase três da tarde, quando desafiei o meu "companheiro" de estrada a levar-me a beber um café, na "minha" esplanada, junto ao Mar.
A tarde estava promissora... Um Sol quentinho e radioso a piscar-me o olho e a convidar-me para o tal café... É impossivel resistir a tanto charme, lá isso é verdade, Pedro (o Abrunhosa!).

E lá fui eu. Ao som da "minha" estação preferida, subindo o volume em proporção ao aumento da velocidade... Pois, sou um nadinha "acelera", mas... cuidadosa, está bem, Srs. GNR's???
Em cinco minutos cheguei à esplanada.
Confesso que pensei que estivesse fechada, mas não, felizmente! E estava até muita gente, para o segundo dia de Janeiro...

A praia estava linda!
Parecia mais limpa do que nunca, exibindo uma areia branca, e muito macia.
O Mar estava "animado", revolto, remexendo-se tanto, cujo balanço moldava ondas que alguns surfistas aproveitavam. Parecia que ainda celebrava a entrada no Novo Ano.

Na esplanada, as mesas do exterior estavam quase repletas, mas consegui uma livre!
O J. veio ter comigo para me cumprimentar e desejar-me um bom ano. É sempre um querido comigo, e por isso mesmo, sinto-me em casa sempre que lá estou.
Pedi um café pingado e uma água natural. E lá fiquei entretida a terminar as anotações na agenda nova sob o Sol de Inverno quentinho... Hummm que bem que sabe...
Acho que até as minha olheiras começaram a desaparecer com aquela energia contagiante!

Bom, mas voltando ao Voyerismo... (embora eu prefira qualquer coisa como o Écouterismo, porque limitei-me a ouvir!) despachei as últimas notas da Agenda, e optei por ficar a ouvir a música da esplanada... Calminha, chill-out, sabia bem juntamente com as ondas do mar e as conversas de fundo.

Estava numa mesa quase colada a uma outra que inicialmente estava silenciosa.
Chegaram mais duas amigas que se juntaram ao casal...
E começou o desassossego... Envio de mensagens com os últimos toques de telemóvel entre o grupo, e faziam questão de ouvi-las até ao fim, não fosse o ficheiro estar corrompido ou algo do género... Argh!!

Tiri,-Tiri! Tiri-TiRi!
"Sei de cor... cada traço... do teu rosto... do teu olhar... "
AARRRRGHHHH!!

Tiri-Tiri!
"Maybe I'm craaaaazy, maybe you're craaaaazyyyy..."
AAARRRRRRGHHHHHHH!

Tô farta de ouvir isto!!

- "olha, esta é bué'da fixe! Vê lá!"
Tiri-Tiri!
"Foi feitiço o que é que me deu... p'ra gostar tanto assim de alguém... como tu!"
Dah!??
- "opá!! Isto é bué'da grande pá, não cabe no meu tefone!"
- "olha, tá parva, compra um telemóvel decente! Não tens pontosss... ?? Vou ver o que tenho aqui p'ra ti... "

E foi assim o resto do tempo...
Depois de esgotado o Mobile Top +, lá se calaram os telemóveis...

Já tinha começado a ler o meu livro, e agora sim, tinha paz para continuar, e já conseguia ouvir outra vez a musiquinha chill-out que o DJ de serviço passava...

Depois, não pude deixar de ouvir o silêncio que se gerou entre o grupo...
Cheguei a pensar que tinham adormecido...
Até que alguém pergunta:
- "onde vão a seguir? Está a ficar frio... Vão para casa??"
- "hummm... não sabemos... para casa?... Humm... não... não sei... Vamos à Costa comer um Goffre com gelado?"
- "NÃO!", respondeu o único homem na mesa...
- "Bom, então não sei pá... "
- "Olhem eu tou com frio, são quase 6 horas, vou até casa... Ah, M., o meu pai quer oferecer-te uma taça de arroz doce... ele faz questão... Gostas, não gostas? Os teus pais também gostam? É que assim ele faz uma taça maior!"
- "Ah... sim, gosto, pá... Mas não é preciso... Não sei se os meus pais querem... "
- "Vá lá... o meu pai ia faz questão, e tem mesmo muito gosto... "
- "Tá bem, vá... "
- "Então, adeus, eu depois passo em tua casa para ta levar... "

Despediram-se da rapariga que abandonou os outros três, com um simples aceno de cabeça e gesto de mão...

Seguiu-se uma sessão de corte-e-costura sobre a "amiga" que acabára de sair, que fiquei a pensar se realmente gostavam de estar na companhia dela...

O Sol desaparecia junto à linha do horizonte, e o mar parecia mais tranquilo...
Tinha arrefecido de repente. Vesti o blusão, e fiquei mais um pouco a pensar em tudo aquilo.
Não sei se penso demais sobre estas coisas... alheias e talvez banais...
Mas na verdade, pensei sobre o "vazio" do relacionamento daquelas pessoas que se dizem amigas... Eu acredito na Amizade. Mas aquilo não era amizade... Nem sequer respeito.
Ou será que sou eu que exijo demais?...

Será que ainda existem Amigos de verdade?
Quero acreditar que sim. E acredito nos poucos que tenho. Poucos...mas bons!

Countries & Cities Where I've Been.