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Sunday, March 22, 2009

A Crise, Segundo Einstein

Há pelo menos 6 meses que me apetecia escrever sobre o tema. Não sobre a perspectiva de Einstein sobre a Crise, mas mais exactamente sobre esta mesma "Crise".
Fui perdendo a vontade à medida que o tema se ia tornando banal.
Não se fala de outra coisa, e serve de desculpa para muitas outras.


Hoje recebi um email que continha o texto com que vos deixo abaixo. O subject era "A crise segundo Einstein". Depois de o ter seleccionado juntamente com muitos outros para fazer "Delete" imediato, travei, não sei bem porquê. De repente, fiquei curiosa para saber o que pensaria Einstein das "crises". Ou se seria até uma metáfora!
Retirei o "tick" do email, e abri a mensagem.

Finalmente, estava aqui tudo o que eu gostaria de ter escrito sobre a "Crise", seja ela qual fôr.
Crises Sociais, Economicas, Pessoais, Políticas, Existênciais... Mundial, Pessoal, não importa a dimensão.

Crise, é tudo isto que aqui está... Mais uma vez, thank you so much, dear Professor. ;)

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo.
A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.

A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura.
É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.
Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.

A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.
Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um.

Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."


Einstein


Monday, March 09, 2009

O pequeno vício

Doía-me o rabo. Sobretudo naquela parte que rodeia o ânus e se estende quase até ao inicio das virilhas. Mas isso foi só no dia seguinte porque durante aquelas longas duas horas só senti um intenso prazer. Não era propriamente um amador. Já tinha feito várias vezes, sobretudo ao fim de semana ou ao fim da tarde que é quando gosto mais.

O problema foi ter estado parado algum tempo. Devia fazer regularmente pelo menos 3 vezes por semana. Isso deixaria-me em forma e o meu corpo acabaria por não se queixar.

Mas apesar de tudo não estou arrependido. Tento sempre me superar. Adoro começar devagar e ir aumentando o ritmo até atingir o ponto alto. Depois quando não aguento mais descomprimo e abrando o ritmo.

Mas são sobretudo os movimentos cíclicos para cima e para baixo que me fazem mais feliz. Tenho tempo de fechar os olhos por instantes e respirar fundo uma lufada de ar fresco. Depois cerro os punhos e contínuo até aguentar.

Nunca há uma vez igual. Cada vez é sempre única porque também escolho locais diferentes para fazê-lo.

Hoje vou na rua e vejo outras pessoas como eu. Pessoas que nunca tinham experimentado e que agora não querem outra coisa.

Tal como eu são pessoas felizes que assumiram a sua escolha. Aprenderam a gostar e por mais que doa no inicio sabem que depois passará.

Hoje estão tão viciadas como eu.
Doía-me o rabo. Maldita bicicleta!

Videoclip


Wednesday, March 04, 2009

Queres casar comigo?

Felizmente que a maioria dos casamentos dos meus amigos já ocorreram. O pessoal nascido na década de 70 já está despachado, mas agora começam aparecer o dos putos nascidos nos anos 80. Sendo cada vez mais escassos, a verdade é que há sempre uma alma que ainda resolve casar.

Haverá evento mais ridículo e tedioso do que o casamento?
Fui convidado para ir a um e não tenho forma de dizer que não.

Se é verdade que momentos houve em que se faziam festas de arromba e as cerimónias eram carregadas de um forte simbolismo, o casamento hoje não passa de um capricho de mau gosto.
Justificavam-se noutras épocas quando os filhos eram prometidos pelos pais, ou quando eram necessários para legitimar uma relação e se poder sair de casa dos pais.

Hoje em dia nada disso acontece. O sexo oral começa a ser feito desde muito cedo dentro do carro, as férias no estrangeiro entre namorados já são recorrentes, para ter filhos já só basta fazê-los e a união de facto é um instituto jurídico que regulamenta a convivência entre duas pessoas.

É um facto que os casamentos também estão em crise e têm vindo a diminuir, mas como se explica que ainda haja quem case?
Só vejo duas respostas possíveis: casa-se por desvario (acto inconsciente) e casa-se para angariar fundos (acto consciente).

Em tempos de crise financeira a realização de um casamento é quase um insulto. É uma provocação aos próprios pais porque pagam a boda e aos convidados porque têm que contribuir para mais um peditório.

Depois de tantos casamentos que assisti não vi nenhum que me tivesse marcado. Foram todos iguais. O mesmo tipo de igreja, a mesma homilia, as mesmas flores, as mesmas quintas, os mesmos fotógrafos, os mesmos menus, o mesmo chuveiro de gambas, a mesma mesa de queijos e sempre o mesmo apita o comboio.

Um convite para um casamento é sempre sinónimo de despesas de última hora. A prenda para os noivos, o fato e os sapatos novos, a roupa dos miúdos, o cabeleireiro da mulher, etc. Tudo isto somado pode ultrapassar os € 350.00

Por isso, acho que o casal de namorados antes de entrarem em devaneios do “eu” devia ser mais altruísta. Antes de enviarem os convites, o casal deveria sondar os coitados dos familiares, os desgraçados dos amigos e os infelizes dos conhecidos para perceber se há ou não entusiasmo na forma como recebem a notícia.

Depois é vê-los num corrupio para organizarem a festa. O desdobrar de esforços dos familiares. A contratação dos serviços, as insónias, o stress, as preocupações.
Depois recebemos o convite. Aquele cartãozinho, geralmente de mau gosto, que nos dá um prazo para confirmar se vamos.

Quando olho para o convite consigo ver nas entrelinhas frases maléficas proferidas pelos noivos: “Começa a preparar a guita para a prenda que estamos a precisar de dinheiro” ou então “ha ha ha foste apanhado! Pensavas que te escapavas? Já recebeste o convite agora tens que contribuir. Quer vás, quer não vás”.

E quando ao fim de um, dois ou quatro anos recebemos a notícia que aquele casamento já era? Dá vontade de quê?

É aqui que o parlamento deveria entrar. Mais importante que avançar com os casamentos entre homossexuais era avançar com uma lei que protegesse os convidados e os pais dos noivos em caso de divórcio. Assim, todos os noivos deveriam ser responsabilizados pelos seus falhanços conjugais até um período de 5 anos.

Os divórcios deveriam ser considerado um luxo, uma extravagância caprichosa do espírito caso ocorressem nos primeiros cinco anos. Por conseguinte, os casados ficariam obrigados a indemnizar todos os presentes de acordo com a tabela dos “transtornos causados”.

Como essa lei não existe, eu, se calhar, aproveitava este post para pedir desculpa a todos por não ter conseguido mas do que uns míseros 4 anos.
Não poderia estar mais arrependido e lamento ter vos feito gastar dinheiro e de vos ter roubado tempo naquele solarengo sábado de Outubro de 1996.

Queria também pedir desculpas públicas aos meus pais que pagaram a boda enquanto eu com o dinheiro das prendas fui laurear a pevide para a lua-de-mel.

A todos as minhas sinceras desculpas.



Stress and the City, no YouTube

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