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Saturday, August 16, 2008

Odeceixe, a Pequena Vila do Swd. Alentejano...

A Prequiça já se instalou...
Que bom!
Levantei-me a custo às 8:30.
A única coisa em que pensei foi:
- tenho um dia inteirinho pela frente, só para mim...

Levantei, sentei-me na cama, estiquei toda a minha coluna vertebral dando as mãos, e elevando os braços em direcção ao céu.
Estiquei tuuuudo... respirei bem fundo, expirei e... num pulinho dirigi-me à porta da varanda para abrir os estores.

O Sol entrou para me iluminar e desejar um Bom Dia, com um sorriso largo! Esgueirei-me para a varanda. Fiz novamente um alongamento para acordar os músculos, os tendões, todo o meu corpo de uma ponta à outra.
O céu azul piscou-me o olho e desafiou-me para a praia.
Na rua estreita da Vila - a Rua do Correio - para onde dá a acolhedora varanda do meu quarto, ouvia-se silêncio, apenas interrompido apenas pelo chilrear dos pássaros.
Fechei os olhos e respirei fundo, sentindo a leve brisa que me acariciava o rosto, num gesto carinhoso de boas-vindas.

Depois de um duche fresco e revigorante, e Bikini vestido, constatei como estava "BRANQUELA"!! Venha o protector solar factor de protecção 25, e 30 para a cara. É o primeiro ano que uso protectores solares. Acho que o efeito inconsciente dos "trinta" no corpito, despertaram-me a atenção para determinados cuidados...
Corpo e Rosto bem protegidos, olho para o telemóvel que marca as 9:05. Hummmm... já comia qualquer coisinha. Mas a sala do "Pequeno"-Almoço só abre às 09:30.
Assim, agarrrei no exemplar de Julho da National Geographic e "fiz tempo", para o melhor "pequeno"-almoço do Mundo...

Curioso... "fazer tempo", como se fosse possível "tricotar" ou "produzir" com alguma fórmula química, o Tempo... "Fazer tempo" sabe bem, desde que não estejamos condicionados pelo momento.
Quando na nossa vida agitada, na Cidade, "fazemos tempo", quase nunca relaxamos verdadeiramente, porque geralmente este Gap temporal é-nos imposto, pelos mais variados motivos. Desta forma, "fazer tempo", revela-se quase sempre uma "perda de tempo", porque apenas pensamos nas obrigações que temos programadas ao longo do dia.
Constato que a diferença entre o "fazer tempo" e o "perder tempo", vem do nosso mais profundo interior. E também considero que é um grande desafio alterar o sentimento de inutilidade que apenas nos desgasta, em vez de optar por proveitar mais e melhor aqueles momentos precisoso que temos connosco próprios, e que nos escapam ao longo da Vida.

Ooops! ouço passos nas escadas...
09:20! Vamos embora!
Que fome!!! ;)
Fecho a porta, e penduro a chave do quarto 31 na fita de pescoço vermelha.
Desço até à saída, e entro na Sala dos Cheiros e Sabores, como carinhosamente lhe chamo.
Na Residencial do Parque, a humildade e a simpatia extravazam de imediato.
Estes, são os aspectos que se denotam mais da personalidade do Sr. Cláudio, o ilustre dono do dito albergue da vila.
O "pequeno-almoço" é um exemplo de humildade. Na realidade, a primeira refeição da manhã, servida até às 13:00, é composto por todas as iguarias regionais è disposição de todos os hóspedes.

Para quem come muito pela manhã ou para quem é suficiente uma refeição mais leve, como é o meu caso as tentações são muitas, e temos todo o tempo do Mundo para degustar cada uma destas!
Ao estilo "Faça Você Mesmo" o conceito do "Marketing Personalizado Caseiro" funciona realmente muito bem. Começamos por escolher uma mesa para nos sentar. Depois, partir em busca dos cheiros suculentos que já invadem a ampla sala de refeições. O verdadeiro pão alentejano cozido no forno de lenha, ainda quente e estaladiço, barrado com a manteiga da região, o leite quente ou frio, simples ou "abronzeado" com café fresco e suave, iogurtes vários, diversas opções de cereais, muita fruta, fiambre e queijos caseiros, e até Mel de côr clara e melado que vagarosamente vai descendo dos favos até à travessa de barro de onde, com uma colher de pau, se retira a quantidade desejada para uma taça... Suave e cremoso, como se quer.
E ainda, para iniciar a primeira refeição do dia, há vários caixotes cheios de laranjas pquenas, de casca muito fina, mas cheias de sumo. Liga-se a máquina industrial de sumos no balcão, e colocam-se as laranjas de uma fiada, inteiras, deixando o resto por conta das rodas que giram e transformam em segundos, 3 laranjas num grande copo de sumo fresco, com muita côr e cheio de sabor...
De "pequeno", este Pequeno-Almoço não tem nada! Só termina quando se sente o estomâgo forrado e preparado para um dia de praia em grande, em que o tempo espera por nós.
Antes, ainda ouvimos o alerta do Sr. Cláudio, que nos "obriga" a fazer um farnel de sandes e fruta, para nos travar a fraqueza, depois de meia dúzia de mergulhos no mar!
Não é fantástico? O problema é o pouco espaço que sobra na mochila! ;)

Depois de uma última e rápida subida ao quarto, agarro na mochila, coloco o lenço árabe na cabeça e os óculos de Sol, agarro na bicicleta e parto, em busca de um lugar ao Sol...
Tenho à minha espera o Mar, o Sol e ainda a Areia branca e macia da Praia de Odeceixe...

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Thursday, August 14, 2008

Perfect...

"Sometimes is never quite enough
If you're flawless, then you'll win my love
Don't forget to win first place
Don't forget to keep that smile on your face

Be a good boy
Try a little harder
You've got to measure up
And make me prouder

How long before you screw it up
How many times do I have to tell you to hurry up
With everything I do for you
The least you can do is keep quiet

Be a good girl
You've gotta try a little harder

That simply wasn't good enough
To make us proud

I'll live through you
I'll make you what I never was
If you're the best, then maybe so am I
Compared to him compared to her
I'm doing this for your own damn good
You'll make up for what I blew
What's the problem...why are you crying

Be a good boy
Push a little farther now
That wasn't fast enough
To make us happy
We'll love you just the way you are
If you're perfect."



Tuesday, August 05, 2008

Um dia...

"Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito:
um chama-se Ontem e o outro, Amanhã.

Portanto, hoje é o dia certo para Amar, Acreditar, Fazer,
mas principalmente... Viver!"


Dalai Lama





Sunday, August 03, 2008

Do Tamanho da Paz...

Sinto-me um "guichê" de reclamações...
Amigos que nunca me vêem e reclamam a minha presença. Em jantares onde nunca consigo estar, saídas divertidas nas quais nunca chego a aparecer, e nem para um simples café com um amigo novo que gostaria de estar mais tempo comigo...

A família reclama a minha atenção nas conversas triviais, em momentos breves de fim-de-semana, a minha presença à mesa onde o almoço é sempre mais longo aos Domingos...

Estou cansada das reclamações! Mas pior que isso... estou saturada das minhas "desculpas" de sempre que me forçam a não estar presente... e que originam as "reclamações".

Sinto a Vida a passar ao lado... Literalmente! Acho sempre que é uma questão de tempo... Tempo... E vou adiando o Tempo para estar comigo, o Tempo para me dar aos outros, mas principalmente, o Tempo para usufruir de mim.
O Tempo que passa sem que eu dê por isso, sem que eu perceba que vou perdendo dias, momentos especiais, e com tudo isto... pessoas que me são queridas, pessoas que não conheço e que poderia conhecer, porque nunca estou, nunca vou, nunca saio...

Sinto-me "entalada" pela vertigem dos dias que me corta a respiração, me prende a Alma, e me amarra a dias automatizados, todos iguais... É uma vertigem que me suga as emoções, a energia anímica, e tudo o que me preenche os Sonhos... Apago a "luz" interior para me aguentar meses e meses consecutivos sem permitir que o meu "eu" se faça ouvir. Calo-o com uma "mordaça" e fecho-o no escuro para não o escutar e muito menos sentir aquilo que ele me tenta fazer recordar.

O meu "guichê" de reclamações acumula pilhas e pilhas de queixas, de pressões por "resolver", de pedidos para "acender a Luz" que faça regressar a Yasmin que todos conhecem.
Os que não conhecem, nem entendem...

Diz o ditado que "Água Mole em pedra Dura, tanto Bate até que Fura"...
Olho para a linha do horizonte que beija o Mar e revejo-me em múltiplos sonhos que vou adiando como adio o Tempo que quero para mim...
Estou cansada de tanto esperar, estou cansada das mesmas reclamações, e ainda mais saturada das minhas desculpas de sempre...

O Sol diz-me adeus e deixa-me envolvida em tons de pastel, antecipando a escuridão do meu Buncker... A brisa morna de Verão sussura-me que o Tempo não espera por mim...
Tento respirar fundo, mas não consigo porque o Coração está demasiado duro e amarrado para não sentir...
O Sol desapareceu e a Lua chega a tempo de testemunhar duas lágrimas que se soltam dos meus olhos fixos no Tempo que não consegue agarrar...
Não quero voltar para os meus dias escuros e automáticos... Apenas quero estar onde possa "ficar no tamanho da paz e tenha somente a certeza dos limites do corpo e nada mais..."


"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais.

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais

Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal.

Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais."

By, Elis Regina



Stress and the City, no YouTube

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