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Sunday, September 30, 2007

Choque nas Profundezas no PSD!

Os resultados das eleições do PSD, no passado dia 28 de Setembro, chocaram até, os militantes das bases mais... profundas.

Saturday, September 29, 2007

Saudade... de Ti.

Sentimento melancólico causado pela ausência ou pelo desaparecimento de pessoas ou coisas a que se estava afectivamente muito ligado, pelo afastamento de um lugar ou de uma época, ou pela privação de experiências agradáveis vividas anteriormente

in, Dicionário da Lingua Portuguesa Porto Editora



Friday, September 28, 2007

Portugal, o Adolescente Imberbe...

Esta manhã, ao efectuar o percurso matinal junto ao Rio, no Parque das Nações, fui surpreendida por quilos e quilos de copos plásticos que competiam lado-a-lado com outros tantos quilos de garrafas plásticas. Pelo meio, algumas seringas usadas, e ainda umas poucas embalagens de preservativos.

Ao longo da zona de Bares e Restaurantes situados imediatamente a seguir ao Pavilhão Atlântico, bem juntinho ao Rio, eram várias as Caravanas de uma conhecida marca de cerveja que já há alguns dias se encontravam naquele espaço para celebrar o início de mais um ano Académico.
E se à noite, o ambiente é manifestamente feito de estudantes, muita música, e também de muitos excessos, de dia, o ambiente não acordou tão alegre como de costume...
Não sou contra este tipo de eventos, muito pelo
contrário. Também gosto de me divertir e é de salutar que o regresso à vida Académica desta cidade se celebre numa das zonas mais apelativas de Lisboa! E quanto aos excessos, enfim, não me cabe a mim julgar, nem tão pouco criticar. Não é esse o objectivo do meu testemunho.

O que quero que fique claro é a minha experiência, que no fundo, foi a de tantos outros cidadãos que àquela
hora se habituaram a passear naquele espaço. Jovens mães com carrinhos de bebé, muitos praticantes de jogging, fans de passeios de bicicleta, bem como turistas, e muitos outros a caminho das suas actividades profissionais.

Eram quase 11:30 da manhã
... O lixo amontoado era uma visão
decepcionante e, acima de tudo decadente! Será que a recolha do lixo que estava a decorrer àquela hora não poderia ter sido iniciada mais cedo?
S
ei, por experiência própria que há regras para a montagem e desmontagem das estruturas de eventos, que são para ser cumpridas à risca, para não colocar em causa o bom funcionamento e circulação nos espaços. Por isso, quer montagens como desmontagens, realizam-se de noite, ou de madrugada.
Será que o mesmo não se aplica à limpeza dos locais em questão?


É nestas "pequenas" coisas que se percebe que Portugal está ainda na sua fase de Puberdade.
Passados 33 anos da Revolução de Abril, Portugal está na fase das borbulhas e a querer mudar o tom de voz (e de discurso), tentando impôr-se numa Europa de Países adultos (uns mais que outros, claro).

Por gostar tanto de Portugal
- e porque tenho viajado, e tive a feliz oportunidade de viver fora durante dois anos - valorizo ainda mais, tudo o que faz parte deste País admirável, bonito, e culturalmente rico.
Mas também quero ajudar a melhorar o que acho que está mal. Quero ver um País ainda mais bonito, com mais auto-estima, mais adulto, mais autêntico.

Estes aspectos passam, mais uma vez, pela Educação. A educação de cada um, que começa em casa, e a educação e sensibilização nas Escolas para a importância da Cidadania e do Civismo.

Não basta oferecer computadores com ligação à Internet.
Não basta combater os atrasos e burocracias
da Administração Pública.
Não basta atrair Investimento
estrangeiro.

O choque Tecnológico é importante, sem dúvida, e já se sentem alguns dos seus benefícios.
Pessoalmente, defendo-o com unhas e dentes, pois os 10 anos de experiência profissional que acumulo estão ligados às Novas Tecnologias. Mas isso, por si só, não chega. A médio e longo prazo, não chega!


É também necessário um Choque Cultural/Educativo!

Quem utiliza a Tecnologia sabe
que esta de nada serve às Empresas, se não houver quadros especializados e qualificados. É importante investir nas pessoas, criar uma Cultura, uma maneira de estar mais positiva, mais empreendedora, uma cultura cívica! E isso passa por uma forte componente de Educação Cívica, a fim de combater uma sociedade com fraca auto-estima, que exige muito mas que dá muito pouco em troca dos seus Direitos.
Enquanto não se investir numa Reforma séria do sistema Educativo em que se introduzam matérias como Civismo e Cidadania, Portugal permanecerá eternamente Adolescente e isso fará toda a diferença na forma como nos afirmamos numa Europa a 27.

O lixo acumulado de hoje, àquela hora da manhã, não tem desculpa.
Fica-nos mal
. E já nem falo da imagem que passamos a quem vem de fora, visitar Lisboa. Falo por nós, cidadãos, que todos os dias vivemos nesta cidade. É neste sentido que nos falta auto-estima. Porque antes dos outros nos admirarem, temos de ser Nós a gostar de quem somos e do que construimos.

Custou-me muito passar por entre o lixo para prosseguir o meu caminho. Mas admito que me custou ainda mais observar a inércia por parte dos serviços de limpeza que, com indiferença, iam limpando calmamente o local decadente e impróprio de um País dito civilizado.

Deixo este apelo, em prol de uma melhoria de situações como esta, que são pouco dignificante para Lisboa e para o País.
Acredito que Portugal é capaz
de fazer muito melhor e bem feito! Porque gosto, admiro, e tenho orgulho do País onde nasci, uma nação que tem tantas coisas boas das quais se orgulhar!

É Caso Para Dizer...

... Há Coisas Fantásticas, Não Há?
(Clique na imagem)

Bem-Vindos ao Futuro!


Wednesday, September 26, 2007

Life is Real

A Vida que não se tem e se gostaria de ter... Sonhos.

Ver caras e não ver corações... Desilusões.


De que são feitos os Dias e as Noites?... Silêncios Ensurdecedores...

E as Palavras?... Amor e Esperança...


Tuesday, September 25, 2007

O Contágio da Música!

músicas que nos contagiam.
Ao ouvi-las, ganhamos mais energia, novo fôlego, e sentimos vontade de conquistar o Mundo.
Olhamos para a Chuva e sentimos o calor do Sol, ficamos ensopados com o passar de um carro numa poça de água, e parece-nos um mergulho no Mar, e, inevitalvelmente, trauteamos alegremente a música que nos enche a Alma, com um brilho inocente, tonto e feliz na cara, apesar dos problemas, da dor não sei onde, da dor do coração... apesar de tudo!

O importante, é alimentar o lado feliz da Vida... tudo corre melhor!
Partilho com vocês a música que hoje tocou todas as cordas musicais do meu ADN.

Smile! Life is a Wonderful Gift!


Friday, September 21, 2007

"Quando o amor te fizer sinal, segue-o,
ainda que os seus caminhos
sejam duros e escarpados.

E quando as suas asas te envolverem, entrega-te,
ainda que a espada escondida na sua plumagem
te possa ferir..."

Khalil Gibran

Friday, September 07, 2007

"Ao Fim, São poucas as palavras que nos doem a sério
E muito poucas as que tocam no coração
E menos ainda as que o tocam muito tempo."

Amália Bautista

Saturday, September 01, 2007

A ingrata

Podia tê-la morto. Ninguém iria dar por falta dela. Na realidade sempre se mostrou uma ingrata. Foram cerca de quatro anos a prestar-lhe os melhores cuidados e em troca brindava-me com o seu desprezo.
Pedir-lhe que me falasse seria exigir muito. Já só queria um olhar meigo, um gesto de apreço em vez da sua rispidez e agressividade.
Quando ela queria qualquer coisa para seu próprio proveito não descansava enquanto não me roubava a atenção. Quando queria estar só e sossegada não admitia que me aproximasse.
Tornara-se num ser áspero, desagradável e intratável.
O pior para mim foi nunca entender os seus motivos. Por que razão carregava tamanho ódio na minha pessoa.
Depois tinha fases. Era capaz de me ignorar durante todo o Inverno. Mergulhada numa espécie de depressão, dormitava pelos cantos e nem sequer comia.
Quando chegava a primavera começava aos poucos e poucos a entrar novamente na minha vida. Nunca escondia nem disfarçava a sua ausência. Pelo contrário. Por cima da sua altivez fazia questão de exibir a sua chegada.

Podia tê-la morto. Não me lembro de ela ter família ou alguém que se preocupasse com ela mais do que eu. Podia tê-la enterrado num sítio qualquer, entregado a sua carne à terra que os seus ossos ainda lá estariam hoje.

Mas não! Não era capaz de fazer isso à minha tartaruga. Que mais poderia eu exigir de um animal que vivia desde que nasceu num aquário que já era pequeno para ele.
Ultimamente encarava-me olhos nos olhos e soltava aqueles ruídos estranhos que só ela sabia fazer. No princípio até estranhei, mas depois confesso que me habituei.
Embora de formas diferentes, há animais que expressam a sua lealdade. O cão o gato, ou qualquer outro animal domesticado. Da parte dela nunca chegou nenhum sinal de estima. Rugia e atiçava-se como se fosse um animal selvagem até mesmo quando lhe dava comida.
Disseram-me uma vez que se devia ao facto de lhe dar muitas vezes fiambre e chouriço para comer. Tornara-se carnívora!

Quando entrou na nossa vida era muito pequena. Comprei-a porque o Alexandre tinha 4 anos e todas as crianças gostam de ter um animal de estimação.
Foi crescendo, crescendo, crescendo que por fim já quase não cabia no aquário.
Depois começou o problema das férias. Não tinha quem cuidasse dela nesses períodos. Levá-la comigo para a praia ou para a neve estava fora de questão.
No primeiro ano pedi à minha empregada para lhe dar comida na minha ausência mas esqueci-me que o horário dela era uma vez por semana. Tive sorte em encontrá-la viva quando regressei.
No outro ano, com a permissão do dono, deixei-a no armazém de um restaurante por baixo da minha casa. Sabia que sempre que um empregado lá fosse buscar qualquer coisa lhe daria certamente de comer. Quando cheguei estava maior.
No ano passado, deixei-a simplesmente na rua. Ficou no aquário em cima de uma mesa ao lado da porta de casa. Deixei também ao lado uma lata de comida para facilitar. Pedi aos vizinhos para darem de comer de vez em quando. Ainda pensei que com sorte alguém ma roubasse, mas quando cheguei, não só estava lá ainda como se encontrava maior do que nunca.
Conforme consegui apurar a seguir, parece que comia 10 vezes ao dia. Cada vizinho do beco dava-lhe de comer, os homens das obras também e como se não bastasse até os turistas estrangeiros faziam o gosto ao dedo.
Já me esvaziava duas latas de comida por mês e já não cabia no aquário. Tinha que ser. Era inevitável.

Acho que me vi livre dela da melhor forma.
Devolvi-lhe a liberdade que nunca teve e restitui-lhe a sua condição. A condição de ser uma tartaruga aquática.
Um dia antes de irmos de férias largámo-la no grande lago do jardim dos moinhos no Restelo.
Cautelosamente, eu e o Alexandre evitámos as multidões. Entrámos com ela escondida para que não fossemos repreendidos por nenhum guarda-florestal (não fossemos obrigados a trazê-la de volta). Despedimo-nos da bicha e largamo-la na margem. Duas braçadas foram suficientes para vê-la a desaparecer no fundo da água.

Não. Não tenho a consciência pesada e consigo dormir à noite. Também não sou daqueles que abandona a família. Juro que não vou meter os meus pais num lar quando forem velhinhos. É apenas uma tartaruga aquática que eu comprei para o meu filho quando era pequeno e que eu pensava que iria sobreviver na melhor das hipóteses três anos, mas que afinal parecia estar agora a entrar na puberdade.
Pelo menos ali os animais estão num ambiente natural. Têm tratadores que verificam a qualidade da água e alimentam-nos.
Têm atenção se precisarem. Há sempre as avozinhas que levam os netos pela mão para irem ver os bichos.
Podem ainda conviver. Fazer amigos e procriar. Existem outras espécies aquáticas no lago. Rãs, sapos, cágados, peixes, etc.
Há sempre insectos mortos que jazem no lago, que flutuam pelas águas até um qualquer goto.

A verdade é que nunca mais defequei como antes na minha casa de banho. Onde estava o aquário estão agora os cremes e os champôs.
A casa de banho ficou mais vazia.

Quando me olho ao espelho pela manhã pergunto-me se terá sobrevivido no grande lago?
Nunca mais voltámos a vê-la.

Stress and the City, no YouTube

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