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Tuesday, January 30, 2007

Segundos de Conversa...

Despedimo-nos com um abraço forte e sentido, e dois beijos.
Apetecia ficar, mas o Tempo não se compadece, e o turbilhão das Vidas impõe-se.

Segui o meu caminho até à estação, onde rapidamente me moldei à massa humana que percorria os acessos da estação, nas mais variadas direcções. Final de tarde de Segunda-Feira é sinónimo de "hora de ponta". Esgueirei-me para a direita, e alcancei as escadas rolantes da Plataforma 3.

À medida que me ia aproximando da plataforma, ia observando o deglutinar de cada degrau das escadas rolantes, pelo engenho eléctrico que controla todo o mecanismo. Cheguei ao topo, e num curto salto em frente para escapar do "sugador de escadas", senti-me imediatamente sugada pela vasta multidão que aí permanecia.

Rostos inertes e apagados. Uns, fazendo gestos estranhos parecendo que falavam sozinhos, com um minúsculo telemóvel na mão. Outros, parados a olhar para o vazio da espera. E alguns acompanhados, falando alto reclamando de alguma coisa, falando de alguém, ou simplesmente a tentar ouvir, sempre na mira do comboio que tarda.
Observava tudo e todos ao meu redor e senti-me feliz por ter uma vida preenchida com coisas bonitas, com pessoas bonitas e interessantes, que conseguem deixar-me nas nuvens, com as quais aprendo sempre algo, e com quem o Tempo voa, de tão bem que se está.

A M.J., é uma dessas raras pessoas com quem tive uma grande empatia, mal nos conhecemos. Nem eu nem ela sabiamos explicar o que nos ligava de uma forma tão profunda.
Entre o gosto pelas Viagens, pela Fotografia e Música, bem como o gosto pela escrita, está algo de mais importante: os valores, e o sentido de liberdade, independência e criatividade, com que ambas gostamos de estar na Vida.
É isso que faz de nós duas mulheres invulgares, divertidas, e hopefully, que se tornarão em grandes amigas e confidentes.

Encontrar pessoas como a M.J. é muito difícil, numa Sociedade onde cada vez mais as pessoas tentam encaixar em "perfis", em "estilos" standard, como forma de se sentirem aceites pelos vários Grupos que regem o nosso Mundo...
Pessoas com vidas Standard, com padrões rígidos de estar, ondem "encaixam" as suas Vidas, tornando os dias todos iguais e cinzentos, esborratados com lamentos, queixas, e silêncios, onde se reflecte o vazio da falta de brilho e cor nas suas Vidas.

Sinto-me Feliz por ser como sou, por ser quem sou, sem receios de Gossip, de bocas de família, ou outros. Amo a Vida mais que tudo, e há Vida em mim. Muita!
E a M.J. é assim! Cheia de Vida, Bonita, e Inteligente.
Uma tarde, são segundos de Conversa... Segundos sagrados dos quais não iremos abdicar, porque são únicos e raros.

Segundas, há Segundos de Conversa!
Com muita energia, brilho e essência feminina para alimentar o resto da semana!


VIVAM AS 2ªs FEIRAS!

Sunday, January 21, 2007

Love is in the... Wireless!

Há uns dias atrás, estava em frente ao computador a concluir um trabalho com três colegas. Tratava-se de um artigo sobre as novas formas de usufruir do tempo a dois.

Numa sociedade cada vez mais dinâmica e competitiva, onde se tenta combinar num shaker de emoções, a gestão dos prazos escassos, os compromissos sociais, o acompanhamento dos filhos, a casa, compras, família e amigos, e o "nosso" tempo,
torna-se difícil digerir este Mix Urban-Tech.

Já que a mobilidade suga por completo as barreiras entre espaço de trabalho e espaço pessoal, onde fica afinal... o Romantismo? Ainda há espaço e vontade para se ser Romântico? E se há, como é o Romantismo do século XXI?


O Romantismo foi um movimento artístico e filosófico que surgiu na Europa nas últimas décadas do século XVIII, tendo perdurado uma grande parte do século XIX.
Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao racionalismo.
Mais tarde, o Romantismo passa a designar toda uma visão de mundo centrada no indivíduo. Os autores românticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e desejos de escapismo.

Se o século XVIII foi marcado pela objectividade, pelo Iluminismo, e pela razão, o início do século XIX seria marcado pelo lirismo, pela subjetividade, pela emoção e pelo "Eu".
E foi neste ponto que questionei as minhas colegas, que partilhavam entre si alguns dos precalços das suas relações pessoais.
Ainda acreditam queespaço para o Romantismo? Ou este transformou-se numa daquelas peças de "roupa velha" que colocamos no Baú e deixamos de usar porque caiu em desuso?

As opiniões dividiram-se...
Curiosamente, a mais irreverente de todas, demonstrava afinal ser a mais romântica, enquanto que a tida como mais conservadora, se mostrou bem mais "apática" em relação a certos comportamentos mais "amorosos", considerando-os até um pouco ridículos e antiquados... Por exemplo, o celebrar um aniversário de namoro, um jantar romântico com troca da prendas, oferta de flores... etc.

Com as hostes divididas, optei por lançar mais umas "achas" para a fogueira, e coloquei uma outra questão... Sabendo que ambas trocam SMS's matinais com as respectivas caras-metade, perguntei como "arrumavam" este tipo de... "comunicação amorosa": no baú cheio de roupa demodé, ou num eventual gesto de "romantismo do Sec. XXI" ?
E as trocas de emails?... E os postaizinhos virtuais? E a troca de sinais no msn?...

Serão estas as novas formas de demonstrar ao outro o quanto se gosta? Será que o Romantismo se pode medir pelo número de SMS's trocados pela manhã, ou pelas pequenas discussões quando o outro nao responde à mensagem no messenger? Ou pelo cartão virtual esquecido, frustrando o outro porque se sente o único a não ter nada para colocar no seu Desktop no dia de S. Valentim? E sem esquecer o envio daquela música especial, em MP3...
Fez-se silêncio por alguns instantes e, pouco tempo depois, demos uma valente gargalhada.
Desta vez, houve unânimidade...

Afinal, o Romantismo veio para ficar...
Podem não existir flores naturais. Podem não existir caixas de bombons enfeitadas com laçarotes gigantes em tom de amarelo metalizado, ou ursinhos de "pelúcia". E podem até nem existir jóias ou viagens... Mas o mínimo, o mínimo tem de existir!

Uma troca de Bites & Bytes amorosos, onde até os confusos algoritmos frios e impessoais se tornam, por momentos, nos mensageiros de todas as emoções e dos sentimentos humanos mais profundos...

Definitivamente, Love is in the Air, e é cada vez mais Wireless! ;)

Wednesday, January 17, 2007

Cirurgia Plástica à Alma, Precisa-se!

Há momentos da nossa Vida que nos fazem questionar sobre o que somos e o que gostariamos de ser... ou não.

Podemos mudar de nome, podemos mudar de corpo, e até mudar de sexo.
Mas para além do corpo, do nosso aspecto físico, do cabelo, do nariz, seja lá o que fôr, temos sentimentos. Temos uma... personalidade.
Existe um interior nosso, que vulgarmente se apela de Alma.


Como se faz, para mudar esta Alma?... Esta maneira de ser, de estar, e de sentir?

Cada um tem a sua...
Acredito que a Alma é algo que encarnou no nosso corpo físico, no dia no nosso nascimento, e que, portanto, viveu outras vidas...
Vidas que desconhecemos, mas que de alguma forma, moldam o que somos hoje, aqui, e agora.
Também acredito que a nossa Alma está num processo contínuo de aprendizagem, no sentido de atingir uma existência mais pura...

Mas voltando à questão... Podemos mudar a Alma?... A maneira de ser, de estar e de sentir?... A forma como se é, como comunicamos, como nos damos aos outros?
Se a Alma está em permanente evolução/aprendizagem, parece-me que há coisas que podemos mudar, consoante as nossas experiências, ao longo da Vida.

Podemos então deixar de...
... sentir menos, quando nos magoam?
... olhar e tentar ajudar os outros, e pensar mais em... nós?
... nos relacionar com quem gostamos, e pensar mais nos relacionamentos por interesse?
... diferentes e passarmos a ser... INdiferentes?
... pensar tanto, e abortar o peso de consciência?
... sentir tanta dor, quando não nos dão a mão no momento em que precisamos?

Pois não sei...
Não encontro uma resposta clara a estas questões, apesar de viver há alguns anos e de já ter enfrentado várias vezes situações que poderiam funcionar como um perfeito bisturi de cirurgião plástico.
Há no entanto uma coisa que conseguimos avaliar, uns mais que outros, de acordo com a nossa Alma: a dimensão da Dor e da Desilusão (desapontamento)

Não sei ainda se é possível mudar.
Talvez se consiga disfarçar... Ou então, aprender a Viver com o que somos, aceitando-nos, mas tomando medidas, em relação às experiências da Vida que se vão sucedendo.

Será isto a tal evolução?... Talvez...
No entanto, não posso deixar de me recordar do Ditado que diz: "Água Mole em Pedra Dura, Tanto Bate até que Fura."

Monday, January 15, 2007

Fragmentos de Vida...

Sábado de manhã.
O Sol, mostra-se timidamente por entre as nuvens no início de mais uma fria manhã de Inverno.

Mariana acaba de passar a ponte 25 de Abril, e segue num registo acelerado o seu caminho, já com meia hora de atraso para o seu compromisso das 09:00.
Isabel já a esperava. Com um sorriso sempre franco e doce, as duas abraçaram-se. Afinal, já não se veêm há algum tempo.

Isabel é a única a quem Mariana confia o seu cabelo.
Durante a lavagem, o corte, e depois o tratamento para o brilho, e o disfarçar de uns quantos brancos, as duas trocaram confidências...
Duas vidas tão diferentes, mas sempre muito cúmplices, as duas amigas riram, indignaram-se, e soltaram umas lágrimas, ao longo daquela manhã fria.

Após duas horas e meia, Mariana estava pronta.
As duas despediram-se num abraço apertado, estando certas de que dali a dois ou três meses se voltariam a ver, mas que, mesmo assim, seria como se estivessem estado juntas no dia anterior.

Mariana, entra no seu carro, e ruma ainda mais a Sul, em direcção ao Mar.
No caminho pensa como é feliz por ter uma amiga como Isabel. Uma amiga que, nem a distância de uma ponte, nem o correr dos meses a fio que passam sem que se vejam, as trai.
Amigas de verdade. Capazes de tudo para se ajudar uma à outra, que se compreendem com um mero trocar de olhares, e que confiam segredos mutuamente, umas vezes em tom de desabafo, outras, em jeito de partilha de algo bom, ou de meros sonhos.
Nada destruirá esta amizade, pensa Mariana. Nada.

Nesse instante, uma moto entra na curva e, devido à elevada velocidade, não a consegue dobrar, irrompendo do nada na direcção do carro de Mariana. Esta, vira o carro totalmente para a sua direita, tentado não atingir a moto, e sente um calafrio percorrer-lhe a espinha, quando se depara com uma árvore de tronco grosso e forte. Tudo se passa em segundos...
Anos, meses, fragmentos de Vida... desfeitos em Nada...
Nada... Nada destruirá esta Amizade, pensára Mariana... Nada...

E bruscamente, como o correr do tempo, como a velocidade a que conduzimos a Vida... o "Nada", acontece...

Tuesday, January 09, 2007

O "Abortar" da Consciência

A discussão sobre a Despenalização da Lei do Aborto, é por si só, um verdadeiro aborto.

Por uma razão muito simples: há uma "contra-informação voluntária" que aborta as mentes menos informadas, e nem com um "Cancel", "Abort Task", ou o típico "Reboot" a coisa lá vai... Formata-se! (isto é um aborto, não??)

A Igreja é clara, ao comparar o Aborto a um acto Terrorista, uma profanação do que de mais sagrado há: a Vida existente num embrião humano!

O Estado, Associações, e a população, dividem-se.
Uns apelam ao NÃO, promovendo a ideia de que esta Lei irá apenas favorecer o florescimento de Clínicas de Aborto, imaginando já, o grande negócio que poderia ser para alguns.

Outros, defendem o SIM, porque... porque SIM!
Porque querem estar ao lado das Mulheres.
Porque querem mostrar que são tão Liberais como outros países Europeus, onde esta Lei já vigora há muitos anos... E porque acham que a Mulher tem o direito de decidir sobre o seu Corpo, pesando as limitações em que incorre ao trazer uma criança ao Mundo.

Mas... afinal, fala-se tanto de respeito pela Vida, de Ética e dos Valores Morais, e... então o aumento dos maus tratos em Crianças? E as mortes causadas por estes maus tratos? E a falta de condições para ter filhos, nas Sociedades de hoje?...

Será melhor que, a favor da Moral e dos Bons Costumes, da Ética Social, e dos Valores Religiosos, se coloque no Mundo um ser-humano quando não há condições psicológicas, sociais, financeiras, ou morais, para tal? Alguém se questiona sobre isto?
E depois de nascer? Como vai ser o Vida daquela criança?...

Para terminar... num Estado Democrático, em que cada cidadão tem a liberdade de agir sobre si próprio, numa Sociedade do Sec. XXI com acesso a informação, quem é que ainda tem a leviandade de pensar que, por se responder NÃO a esta Lei num referendo, se termina de vez com os Abortos Ilegais, com os casos infelizes de Mulheres que, por escassez financeira e sem condições de praticar o aborto em segurança, terminam mortas na cama de uma qualquer clínica de "vão de escada"?

Caros... chega de Hipocrisia!
Sejamos honestos, porque falamos de uma coisa muito séria. Falamos de Vida! Não de morte!
"Abortar" a Lei do Aborto, é salvar a Consciência Moral de uma Democracia Hipócrita, é compactuar com um Poder Religioso Cego, Surdo e Mordaz. É abortar o Respeito pela Consciência Individual e a Igualdade entre Cidadãos.

É Abortar o respeito pela VIDA!

Wednesday, January 03, 2007

Dá Que Pensar...

Quando perguntaram a Dalai Lama o que o mais surpreendia no mundo, ele respondeu que era o Homem, porque...

"Perde a Saúde para juntar Dinheiro, depois perde o Dinheiro para recuperar a Saúde.



Por pensar ansiosamente no Futuro, esqueceu o Presente de tal forma, que acabou por não viver nem o Presente nem o Futuro.



E Vive como se nunca fosse Morrer e Morre como se nunca tivesse Vivido”.

Tuesday, January 02, 2007

"Ruídos" de Esplanada...

Sim, sei que ao lerem este texto vão achar que fui de um voyerismo (ou écouterismo??) brejeiro... Juro que até fui para lá com as melhores intenções! Apanhar solinho para energizar a Alma com Vitamina D, levei um livro, e a Agenda de 2006, para retirar as últimas notas e livrar-me dela! Mas como dizem os Ingleses, I couldn't help it!

Eram quase três da tarde, quando desafiei o meu "companheiro" de estrada a levar-me a beber um café, na "minha" esplanada, junto ao Mar.
A tarde estava promissora... Um Sol quentinho e radioso a piscar-me o olho e a convidar-me para o tal café... É impossivel resistir a tanto charme, lá isso é verdade, Pedro (o Abrunhosa!).

E lá fui eu. Ao som da "minha" estação preferida, subindo o volume em proporção ao aumento da velocidade... Pois, sou um nadinha "acelera", mas... cuidadosa, está bem, Srs. GNR's???
Em cinco minutos cheguei à esplanada.
Confesso que pensei que estivesse fechada, mas não, felizmente! E estava até muita gente, para o segundo dia de Janeiro...

A praia estava linda!
Parecia mais limpa do que nunca, exibindo uma areia branca, e muito macia.
O Mar estava "animado", revolto, remexendo-se tanto, cujo balanço moldava ondas que alguns surfistas aproveitavam. Parecia que ainda celebrava a entrada no Novo Ano.

Na esplanada, as mesas do exterior estavam quase repletas, mas consegui uma livre!
O J. veio ter comigo para me cumprimentar e desejar-me um bom ano. É sempre um querido comigo, e por isso mesmo, sinto-me em casa sempre que lá estou.
Pedi um café pingado e uma água natural. E lá fiquei entretida a terminar as anotações na agenda nova sob o Sol de Inverno quentinho... Hummm que bem que sabe...
Acho que até as minha olheiras começaram a desaparecer com aquela energia contagiante!

Bom, mas voltando ao Voyerismo... (embora eu prefira qualquer coisa como o Écouterismo, porque limitei-me a ouvir!) despachei as últimas notas da Agenda, e optei por ficar a ouvir a música da esplanada... Calminha, chill-out, sabia bem juntamente com as ondas do mar e as conversas de fundo.

Estava numa mesa quase colada a uma outra que inicialmente estava silenciosa.
Chegaram mais duas amigas que se juntaram ao casal...
E começou o desassossego... Envio de mensagens com os últimos toques de telemóvel entre o grupo, e faziam questão de ouvi-las até ao fim, não fosse o ficheiro estar corrompido ou algo do género... Argh!!

Tiri,-Tiri! Tiri-TiRi!
"Sei de cor... cada traço... do teu rosto... do teu olhar... "
AARRRRGHHHH!!

Tiri-Tiri!
"Maybe I'm craaaaazy, maybe you're craaaaazyyyy..."
AAARRRRRRGHHHHHHH!

Tô farta de ouvir isto!!

- "olha, esta é bué'da fixe! Vê lá!"
Tiri-Tiri!
"Foi feitiço o que é que me deu... p'ra gostar tanto assim de alguém... como tu!"
Dah!??
- "opá!! Isto é bué'da grande pá, não cabe no meu tefone!"
- "olha, tá parva, compra um telemóvel decente! Não tens pontosss... ?? Vou ver o que tenho aqui p'ra ti... "

E foi assim o resto do tempo...
Depois de esgotado o Mobile Top +, lá se calaram os telemóveis...

Já tinha começado a ler o meu livro, e agora sim, tinha paz para continuar, e já conseguia ouvir outra vez a musiquinha chill-out que o DJ de serviço passava...

Depois, não pude deixar de ouvir o silêncio que se gerou entre o grupo...
Cheguei a pensar que tinham adormecido...
Até que alguém pergunta:
- "onde vão a seguir? Está a ficar frio... Vão para casa??"
- "hummm... não sabemos... para casa?... Humm... não... não sei... Vamos à Costa comer um Goffre com gelado?"
- "NÃO!", respondeu o único homem na mesa...
- "Bom, então não sei pá... "
- "Olhem eu tou com frio, são quase 6 horas, vou até casa... Ah, M., o meu pai quer oferecer-te uma taça de arroz doce... ele faz questão... Gostas, não gostas? Os teus pais também gostam? É que assim ele faz uma taça maior!"
- "Ah... sim, gosto, pá... Mas não é preciso... Não sei se os meus pais querem... "
- "Vá lá... o meu pai ia faz questão, e tem mesmo muito gosto... "
- "Tá bem, vá... "
- "Então, adeus, eu depois passo em tua casa para ta levar... "

Despediram-se da rapariga que abandonou os outros três, com um simples aceno de cabeça e gesto de mão...

Seguiu-se uma sessão de corte-e-costura sobre a "amiga" que acabára de sair, que fiquei a pensar se realmente gostavam de estar na companhia dela...

O Sol desaparecia junto à linha do horizonte, e o mar parecia mais tranquilo...
Tinha arrefecido de repente. Vesti o blusão, e fiquei mais um pouco a pensar em tudo aquilo.
Não sei se penso demais sobre estas coisas... alheias e talvez banais...
Mas na verdade, pensei sobre o "vazio" do relacionamento daquelas pessoas que se dizem amigas... Eu acredito na Amizade. Mas aquilo não era amizade... Nem sequer respeito.
Ou será que sou eu que exijo demais?...

Será que ainda existem Amigos de verdade?
Quero acreditar que sim. E acredito nos poucos que tenho. Poucos...mas bons!

Monday, January 01, 2007

As Do(c)ze Passas do Desejo...

De acordo com o calendário Gregoriano, mais um ano termina.
O início de um novo ano é, para quase todos, um período de renovação... de mudanças...
Mudanças grandes ou pequenas, por vontade própria ou por imposição de determinadas circunstâncias da nossa vida presente...
Na verdade, este é um momento em que desejamos sempre algumas mudanças de hábito ou até de atitude, e alguns até as anotam na nova Agenda, como forma de irem relembrando ao longo do ano, os desejos iluminados pela alegria da Festa da passagem de ano.

Não gosto de passas. Nunca gostei. E depois... doze é muito limitado! Bem sei que há uma relação com o número de meses. Mas nestas coisas de mudanças e desejos, privilegio a qualidade à quantidade, e por isso... passo as passas, e vingo-me nos desejos desmedidos e nas mudanças intensamente sentidas.

Gosto de mudanças. Gosto de inícios.
Embora me agrade a estabilidade, preciso que esta seja pautada por pitadas de novidade! Senão... Não seria eu.

Pela primeira vez, anotei alguns dos meus maiores desejos, e acrescentei uma pitada bem forte de mudanças, "debatidas internamente" no ano que passou.

Assim, em 2007 desejo...
... muita saúde, para mim e para os que me rodeiam;
... muito carinho, compreensão, amizades verdadeiras, e estima;
... um amor verdadeiro, o porto-seguro de todas as horas, sem exigências e demais demandas, com diálogo, inteligência, energia, humor, muita partilha, calma, e simplesmente gostar de estar junto de...;
... um novo modo de subsistência que me realize, e que ajude a realizar alguns dos sonhos materiais;
... coisas simples, sem opulência, mas que me preencham a Alma;
... estar mais próxima dos verdadeiros amigos;
... deixar de perder tempo com quem não merece e... deixar de perder tempo com quem não merece;
... ser ainda mais assertiva, e deixar de ser tão "boazinha" (felizmente, no bom caminho);
... trabalhar mais os níveis de energia, através do Yoga e da Meditação;
... lutar muito mais pelo que quero!;
... ser mais solidária com os que realmente precisam;

... conseguir ser ainda mais tolerante e paciente;
... consequentemente, viver mais o Presente;
... ter menos medo de Ser e de Sentir;
... ser menos exigente comigo e um pouco mais com os outros;
... agarrar na mochila gigante e partir...
... partir para "a" viagem à India, revisitar Barcelona e os amigos de Londres, conhecer Nova Iorque - the green apple - e Tókio, e.... (a lista continua, mas para este ano está aceitável... ;) );
... continuar a fotografar, cada vez mais;
... continuar a ouvir toda a música possível, cantar sempre, e dançar muito mais;

... ler e escrever muito mais... e contar histórias em voz-alta às crianças;
... comer menos chocolate... ;)
... cozinhar mais, para mim e para os amigos;

Esta, deverá ser a receita para a minha Felicidade... ou para momentos mais felizes e menos desgastantes, ao longo de 2007. Talvez acrescente novidades ou altere esta lista.
No final do ano, logo saberei se consegui concluir esta minha "receita"...


2007 oferece-nos doze meses novinhos em folha, a estrear.
Trezentos e sessenta e cinco dias para viver intensamente cada segundo da Vida concedida.

Viver, de verdade, aceitando-nos e aceitando dos outros, é o mais importante.

Um BOM ANO de 2007...

Stress and the City, no YouTube

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